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Sobre tudo o que vejo; sobretudo, o que me provoca…
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Esclarecimentos OfertaX

Patricia Haddad | Mon, 01 November, 2010 | 03:13 PM

Eu já devia ter escrito este post há mais tempo, mas por absoluta falta de tempo isto só está acontecendo hoje.

No dia seguinte à publicação do post abaixo, houve grande repercussão do assunto no Twitter. Obviamente, isto chegou ao site OfertaX, que logo me enviou um email eximindo-se de qualquer culpa. Eis um trecho:

Se houve algum problema na comunicação foi dentro do próprio estabelecimento, pois como você pode verificar no e-mail que segue abaixo a nossa parte foi feita.

Para provar, encaminharam o email abaixo, citado no trecho acima:

De: Carlos Eduardo [mailto:[email protected]]
Enviada em: quarta-feira, 15 de setembro de 2010 21:07
Para: [email protected]
Cc: ‘Ben Ali restaurante árabe’; [email protected]; ‘Karl Johnsson’
Assunto: nova cliente oferta

Boa noite Luiz!

Tudo bem?

Por favor, inclua na lista da nossa oferta do rodízio o nome da Patricia Haddad, CPF [removido]. A compra foi cancelada pelo PagSeguro. Vamos reembolsar-los por essa cliente.

Abraços!!!

Este email parece realmente provar que o OfertaX enviou meus dados para o restaurante Ben Ali. Se fosse eu, em se tratando de um caso complexo, teria confirmado o recebimento, mas aí é procedimento de cada um. O que precisa ficar bem claro é que o fato de terem enviado a informação para o restaurante não invalida tudo o que ocorreu antes, todo o processo tortuoso pelo qual passei. O atendimento deixou a desejar do início ao fim, as comunicações eram falhas e demoradas e só houve pronto envio de uma mensagem no dia 25 de outubro porque a repercussão do caso estava sendo realmente grande. É uma pena que as coisas precisem chegar a este ponto, mas quem sabe as empresas de um modo geral passem a ter mais cuidado ao se relacionarem com os clientes, né?

Para terminar, é bom registrar que ninguém mais entrou em contato comigo. Não sei qual a versão do restaurante para o caso, mas nem quero mais saber. A experiência como um todo foi desastrosa e eu quero esquecê-la. Poderia ter sido mais tranquila, caso as partes envolvidas tivessem realmente se preocupado em resolver a questão a contento, em vez de ficarem se acusando como relatei no post anterior. No entanto, preferiram o desgaste. Talvez não esperassem que eu reclamasse tanto, mas foi reclamando disso e de tantas outras coisas que fiz valer meus direitos em algumas ocasiões, descobri como é o atendimento de certas empresas, em outras, contribuí para a melhora de serviços em outras mais.

Resumindo: copiando o nome de um famoso site, reclamar adianta sim. Claro, nem todo mundo gosta, mas… e daí?

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Pagamento inseguro e OfertaZero

Patricia Haddad | Sun, 24 October, 2010 | 11:17 AM

É um post longo, mas rico em detalhes mostrando a ineficiência do PagSeguro e o péssimo atendimento do OfertaX.

Sites de compras coletivas viraram febre no Brasil. O primeiro que conheci e comprei foi o Peixe Urbano, mas na esteira vieram Clube Urbano, Imperdível, ClickOn, OfertaX. Em uma rápida pesquisa para este post, descobri outros tantos, dos quais nunca havia ouvido falar: Click Club, Rei do Desconto, GrupoLigado, Groupalia, Mega Offerta, Clube do Desconto, Deu Samba, Presente Fácil, Olho Urbano, Sirva-se, A boa do dia, Oferta Única, Desconto Fácil, Max Desconto, Oferta Dia, City Best, Senhor Negócio e Oferta Carioca.

Minha primeira compra foi junto com o Bruno de um vale para a pizzaria Mamma Jamma. Após recebermos as confirmações de pagamento concluído do PagSeguro, eu recebi o voucher do Peixe Urbano, mas Bruno não. Encurtando a história, o PagSeguro não havia repassado a compra dele para o site, que prontamente resolveu o problema, gerando um código. No entanto, o Peixe esqueceu de um detalhe: a lista de códigos já havia sido enviada para a pizzaria e o dele acabou não indo. Equívocos acontecem. Só descobrimos isso na hora de fechar a conta na Mamma Jamma, em um sábado à noite. Pagamos o consumo total do Bruno e na segunda-feira, ao informar o ocorrido ao site de compras, o dinheiro foi devolvido quase que de imediato. Nota 10 para a resolução do problema por parte do Peixe Urbano.

Nossa segunda compra: vale do OfertaX de um rodízio árabe do Ben Ali. Efetuamos a transação perto do fim da oferta. No dia seguinte, descobri que meu pagamento havia sido rejeitado e cancelado pelo PagSeguro (é o que consta em um email). E aí iniciou-se uma via crúcis. Registre-se: era dia 12 de agosto. As primeiras tentativas de contato com o PagSeguro ficaram no vácuo. Mandei vários emails e mensagens no Twitter e nada. OfertaX de pronto disse que o problema era do PagSeguro e fim de papo. O sistema de pagamento, por sua vez, mantinha-se calado. Até que dia 17, portanto CINCO LONGOS DIAS após minha primeira reclamação, recebo o email abaixo:

Prezada Patrícia, esclarecemos que a compra efetuada no dia 11/08/2010 no valor de R$8,90 realmente não foi autorizada pelo nosso setor de análise devido a dados divergentes. Devemos ressaltar que a divergência identificada, fica restrita apenas ao setor de análise, por segurança da informação dos dados informados. Porém conseguimos uma “autorização” para informa-lhe que o erro foi na data de nascimento, algum número da mesma foi digitado erroneamente no momento da transação. Pedimos a sua compreensão e desculpas pelos transtornos ocasionados.

Como eles do PagSeguro são bonzinhos, não? Há divergências nos meus dados cadastrados e eu, teoricamente, não teria direito a saber e, portanto, corrigir. MAS… como são prestativos, conseguiram uma “autorização” (grafada assim mesmo, entre aspas) para me dizer que o problema tinha a ver com a data de nascimento digitada na hora da transação. Eu não me lembrava de ter digitado este dado. Naquele momento, podia jurar que não tinha inserido minha data de nascimento em lugar algum no momento da compra. E como o cartão de crédito que usei já tinha sido utilizado na compra do Peixe Urbano sem qualquer divergência, achei então que podia ser algo com o OfertaX. Mandei email de resposta para o PagSeguro com o seguinte trecho:

Em quarto lugar, em nenhum momento da compra é necessário informar a data de nascimento.

Como veremos adiante, é necessário, sim, informar data de nascimento no momento do pagamento. Eu estava equivocada, esquecida. No entanto, vocês acham que o PagSeguro me respondeu esclarecendo isso, dizendo que “sim, Patricia, você pode não lembrar, mas informou, sim, sua data de nascimento e, pelo visto, digitou algo errado”? Claro que não. Calaram-se e só voltaram a me escrever no dia 20 de agosto:

Prezada Patrícia, compreendemos sua insatisfação, porém nossa equipe de análise faz uma rigorosa análise nos pagamentos efetuados por cartão de crédito para segurança dos nossos clientes.
É por direito saber qual o motivo a transação não foi aprovada, porém o dados que entraram em divergência ficam restritos justamente por segurança das informações prestadas no momento das transações.
Consta inclusive que você já utilizou o PagSeguro outras vezes (compras via TEF) e não teve nenhum problema. Salientamos que já fez outra compra (no ano de 2009) por cartão de crédito a qual foi aprovada, pois a data de nascimento foi informada corretamente.
Devemos ressaltar que o sistema de compras do PagSeguro é único, ou seja, todas as transações por cartão de crédito é solicitado a data de nascimento, já que se faz necessária para que a análise seja concluída.
Pedimos novamente a sua compreensão e desculpas pelos transtornos ocas ionados.

Viram? Está claro que não leram com atenção meu email anterior, ou teriam corrigido minha afirmação já citada acima.

Ainda acreditando que a questão da data de nascimento errada tinha a ver com o OfertaX, continuei insistindo e recebo o seguinte email no dia 22 de agosto:

Olá Patricia,

No nosso cadastro, sua data de nascimento está como 04/11/1973 . [restante suprimido]

Bingo! Se eu nasci em 11 de abril e lá estava 04 do 11, ou seja, 4 de novembro, era lá o erro! Me loguei no site e vejo que consta certinho 11 de abril. Ué? Como pode aparecer para mim 11/04 e eles me dizerem que está 04/11? Lá fui eu mandar outro email com printscreen da tela de cadastro no OfertaX. Resposta deles:

Olá Patricia,

Não estamos entendendo qual o problema nem qual a instatisfação com nosso serviço nem o que você deseja de nós neste momento.

Apenas informamos para você duas informações.

1)      A data que está no seu cadastro

2)      Que o OfertaX não tem nada a ver com processamentos de pagamentos. Isso é responsabilidade do PagSeguro.

Um abraço do OfertaX

Insisti, claro. Eu estava mostrando que minha data de nascimento era 11/04 e não 04/11 como eles tinham me mandado. E vem a resposta:

Olá Patricia,

Absolutamente TODOS  os nosso clientes estão exatamente da mesma forma que você;  ou seja a data constando em nosso banco de dados está no formato de data americano e o que consta na tela (igual ao printscreen que você enviou) consta no formato de data brasileiro. Portanto não tem erro nenhum de nosso lado. [restante suprimido]

CARAMBA!!! Como o OfertaX queria que eu adivinhasse que no banco de dado deles era usado o formato americano? E como eles queriam que eu adivinhasse que eles haviam escrito a data no email em formato americano? Precisa pensar muito para ver que deviam ter escrito no formato brasileiro, como usamos aqui, e que da forma como escreveram era óbvio que eu ia achar que o erro era deles? E vocês acham que se desculparam por isso, lamentaram, qualquer coisa assim? NÃO! A chata sou eu, claro! Escrevi de novo – mais uma vez – novamente, mas era óbvio e ululante que eles não me responderiam mais, muito menos assumindo que informar a data de nascimento em formato americano não foi a melhor forma de responder a um cliente. Atendimento ao consumidor nota ZERO – e eu ainda acho muito dar nota ZERO.

Aproveitando uma matéria publicada na Revista do Globo no dia 5 de setembro, mandei carta para o jornal (com cópia para as empresas envolvidas) lamentando que só tivessem ressaltado o lado bom dos sites de compras coletivas:

Pena a matéria não trazer o lado ruim desses sites de compras coletivas. É que a maioria utiliza o serviço de pagamento PagSeguro, que na verdade é bastante inseguro. Na primeira compra do meu noivo, o serviço confirmou a compra, mas não repassou a informação para o site da promoção. A sorte é que o Peixe Urbano é muito eficiente e resolveu a questão. Na minha segunda compra, o PagSeguro negou minha compra da OfertaX. Só que, desta vez, site e serviço de pagamento empurraram a responsabilidade um para o outro. Resultado: meu noivo comprou a promoção, mas eu fiquei sem. Nunca mais compro nada na OfertaX, nem pelo PagSeguro.

A carta foi publicada na semana seguinte, no dia 12 de setembro. No entanto, antes fez-se o milagre! OfertaX entra em contato comigo no dia 8 de setembro para tentar resolver a situação que se arrastava desde o dia 20 de agosto. Bastante irritada, obviamente, com todo o descaso até então, e percebendo que só estavam entrando em contato porque o nome deles provavelmente seria citado negativamente na Revista do Globo (caso minha carta fosse publicada, o que de fato ocorreu), mandei o enésimo email relatando absolutamente tudo o que já tinha ocorrido, toda a falha e ausência de comunicação, tudo. Vírgula por vírgula. Não adiantou nada. Lavaram as mãos novamente e sequer lamentaram o transtorno que causaram ao escrever em um email minha data de nascimento no formato americano como se eu tivesse bolinha de cristal em casa.

Deixei para lá. Era desgaste demais para uma coisa tão ridícula quanto a negação de uma compra de míseros R$ 8,90, né? Não. Não era. Sites de compras coletivas sobrevivem, em geral, da venda de trocentas ofertas por preços bem pequenos. Comparativamente, são bem poucos os casos de vales com preços mais altos. O negócio mesmo é vender bastante a preços bem baixos para que mais e mais serviços sejam conhecidos pelo grande público. Portanto, eu não estava reclamando de uma ninharia, mas de algo que é exatamente o negócio deles. E, de mais a mais, que garantias eu teria de que poderia efetuar outras compras sem problemas se, até então, eu não sabia onde havia ocorrido um erro? Só deixei mesmo para lá porque ja´estava claro para mim que os dois serviços eram péssimos. Me contentei em apenas espalhar para todo mundo o que tinha acontecido.

Dia 15 de setembro: outro milagre. Recebo um email do PagSeguro com printscreen de tela e tudo, mostrando que a data de nascimento é sim exigida no momento da compra, coisa que eu desde o início mostrava não lembrar e que eles podiam ter me informado. Se assim o tivessem feito, provavelmente esta novela não teria passado de um curta-metragem. Não respondi de imediato por falta de tempo. Dois dias depois, 17 de setembro, outro email do PagSeguro informando que haviam conseguido a liberação de um voucher para que eu e Bruno fôssemos ao restaurante. Ah, sim, eu já havia escrito várias vezes que não iríamos usar o vale do Bruno porque não iríamos pagar um rodízio completo para mim se o objetivo era conhecer o serviço por meio da compra coletiva. Ah, um detalhe: apesar de me mostrar que a data de nascimento é exigida no ato do pagamento, o PagSeguro não me provou que de fato eu tenha digitado algo errado quando tentei comprar a oferta.

No mesmo dia 17, recebo o seguinte email do OfertaX:

Olá Patrícia,

Devido aos problemas gerados na sua última compra em nosso site, recebemos autorização para emitir um Vale X em seu nome, sem custos, para que você possa utilizar no estabelecimento acima mencionado. Ele já se encontra disponível em nosso site para impressão. Já enviamos seu nome para o local para que você não tenha problemas ao apresentá-lo. Lamentamos o transtorno e pedimos que entre em contato com o PagSeguro para que verifiquem os seus dados e/ou façam as correções necessárias. Em caso de dúvidas estamos sempre à disposição.

Perceberam a frase que grafei em negrito e sublinhei? Pois é. Eu acreditei nisso e ontem, dia 23 de outubro, fomos eu e Bruno ao restaurante. Ele apresentou o voucher dele, o gerente, sr. Luiz Otávio, conferiu, ok. Minha vez. Sr. Luiz Otávio me pergunta se modifiquei algum dado na hora da impressão do voucher. Meu nome não constava lá. Informei que havia tido problemas na compra (claro que o poupei de todos os detalhes, mas claro também que demonstrei a imensa raiva tanto do Ofertax quanto do PagSeguro), mas que tinha um email do OfertaX que dizia que meu nome havia sido mandado para lá após o envio da lista inicial. E, graças ao smartphone, mostrei tal email a ele.

Meu nome, definitivamente, não havia sido repassado pelo OfertaX para o Ben Ali, ao contrário do que o email afirmava. Meu contstrangimento era visível. A vergonha, apesar de não ter culpa de nada, era inevitável. Sr. Luiz Otávio foi extremamente gentil e compreensivo e permitiu minha entrada, solicitando apenas que eu encaminhasse para ele tal email, o que fiz de imediato, na frente dele. À noite, sr. Luiz Otávio encaminhou o tal do email para o OfertaX, me colocando em cópia, informando do ocorrido no restaurante e solicitando o crédito a que ele tem direito.

Espero, sinceramente, que ele tenha mais sorte que eu e receba logo o que tem direito e que não precise se desgastar tanto com o OfertaX como eu. De minha parte, fica apenas a certeza: não compro mais nenhuma OfertaX e nem qualquer outra cujo meio de pagamento seja o PagSeguro. Chega de problema.

Update 01 de novembro de 2010: vejam os Esclarecimentos OfertaX.

Olá Patricia,

Absolutamente TODOS  os nosso clientes estão exatamente da mesma forma que você;  ou seja a data constando em nosso banco de dados está no formato de data americano e o que consta na tela (igual ao printscreen que você enviou) consta no formato de data brasileiro. Portanto não tem erro nenhum de nosso lado

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É só falar alô

Patricia Haddad | Fri, 06 August, 2010 | 08:57 PM

Nos dias de hoje, cada vez mais estamos sujeitos a atendimentos toscos, de péssima qualidade. Investir em treinamento parece ser sinônimo de falência para muitas empresas.

Querendo fazer uma determinada consulta no site da Caixa Econômica Federal hoje à tarde, vi que precisava de uma tal senha internet. Quem não a possui, deve usar a senha do Cartão Cidadão para criar uma. Acontece que não lembrava da minha senha do tal cartão. Liguei para o SAC: 0800-726-0101. Eram 17h40. A Cláudia me atendeu. Depois que expliquei o que precisava, ela disse que era necessário fazer a solicitação de outro cartão (mas eu só queria a senha!) e me pede para confirmar alguns dados: meu nome completo, o da minha mãe, minha data de nascimento.

- A senhora pode me confirmar seu endereço?
- Rua João da Silva, número 98, apartamento 101, Ipanema, Rio. (obviamente, meu endereço não é este)
- Ah… A senhora então não mora mais na rua João… da Silva… número 98 barra 101… (as reticências significam pausas da mocinha, que lia tudo bem devagar)
- Mas, não foi exatamente isso que te falei? Rua João da Silva, 98, apartamento 101…  (ela me cortou)
- A senhora disse apartamento, aqui está barra. Noventa-e-oito-barra-cento-e-um.

[pausa para um longo e profundo suspiro]

Eu sei que você está rindo. Eu também adoraria rir, caso isso fosse uma piada. Mas, o diálogo acima só não é idêntico porque mudei o endereço.

Muitos poderão dizer que foi uma exceção. Sim, quero crer que ninguém mais neste país desconhece o uso da barra separando o número do prédio do número do apartamento. No entanto, a história acima serve de exemplo para o péssimo atendimento que temos recebido nos chamados call centers. Os pobres atendentes são treinados à exaustão para agirem de determinada maneira, seguindo literalmente um script. Tudo funciona muito bem, desde que você, o outro ator da cena, também desempenhe seu papel a contento. O problema é quando algo sai diferente.

Experimente: na próxima vez que algum serviço de telemarketing te ligar e o coitado do outro lado perguntar “Sr/Sra fulano(a)? Tudo bem com o(a) senhor(a)?” responda um melancólico e sonoro não. É batata. Ou ele vai responder “Que bom!”, pois presume que você terá respondido “Tudo!”, ou vai se engasgar, se for um dos raros tipos que presta um mínimo de atenção na sua fala. Foi o que aconteceu hoje. A moça deve ser treinada para ir conferindo palavra por palavra quando precisar confirmar dados. Ela não é treinada para compreender a mensagem, mas para fazer um confronto. Por isso, para a atendente, “número 98, apartamento 101″ não é a mesma coisa que “98/101″.

De quem é a culpa? Da empresa – neste caso em questão, da Caixa Econômica. Ainda que o serviço seja terceirizado, a responsabilidade é da Caixa. Eu, cliente, liguei para a Caixa e esperava receber desta empresa um atendimento satisfatório. Cabe às empresas de modo geral prover as informações necessárias para que os funcionários que prestam serviços para elas consigam satisfazer as necessidades de seus clientes. Do contrário, é o nome da empresa – a marca – que estará em jogo. Pouco me importa qual empresa de telemarketing a Caixa contratou. Para mim, a Caixa tem péssimo atendimento e pronto.

Investir em treinamento, em reciclagem, não pode jamais ser encarado como custo. É, na verdade, um ganho. Funcionários bem treinados perdem menos tempo e não geram frustação nos clientes. Apesar disso, acho que muita empresa ainda acha que não precisa gastar dinheiro com isso e que basta saber falar alô e ler um script para atender seu público. Não basta. Um simples telefonema para o SAC é uma excelente oportunidade de relacionamento, e relacionamento é uma troca, é conversa, é escutar, raciocinar e decidir qual a melhor solução para o problema apresentado. Não é, portanto, um jogo de 7 erros.

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Sobre o caso Rafael Mascarenhas

Patricia Haddad | Fri, 30 July, 2010 | 11:50 AM

Há mais de uma semana que os noticiários falam da morte do músico Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães e do músico Raul Mascarenhas. Uma tragédia, certamente, mas que a meu ver tem ingredientes um tanto deturpados. Muitos pontos não saem da minha cabeça e decidi escrevê-los aqui.

Rafael morreu atropelado enquanto andava de skate dentro de um túnel interditado para manutenção. Que eu saiba, túneis nunca foram áreas de lazer. Portanto, creio que praticar qualquer atividade dentro deles não seja algo que se possa considerar correto. Se no lugar do filho de uma atriz famosa e de um instrumentista também conhecido estivesse um garoto qualquer, será que já não teriam abordado isto (a questão do local ser proibido) na mídia? Aliás, fosse qualquer outra pessoa não conhecida ou filha de conhecidos, será que teríamos tanta cobertura assim? Fica a pergunta.

O atropelador Rafael Bussamra acusa policiais de terem pedido a quantia de R$ 10 mil para, digamos, esquecerem o caso. O pai dele afirma ter pago R$ 1 mil. Corrupção é crime tanto para quem a propõem como para quem a aceita. No entanto, só ontem ouvi em algum telejornal a informação de que o atropelador e seu pai (e parece que até seu irmão mais velho) podem ser processados por corrupção. Podem? Acho que o destaque para este detalhe tem sido pequeno demais.

Também ontem ouvi que os amigos de Rafael pretendem fazer dois pedidos às autoridades. Um deles é que os túneis interditados para manutenção sejam abertos ao lazer. Ora! Será que precisamos mesmo destes espaços, que só ficam fechados durante as madrugadas? Precisamos que os jovens passem noites inteiras se divertindo em locais insalubres como os túneis desta cidade? Se faltam locais para a prática de certas atividades, que se peça a construção deles em áreas apropriadas!

O segundo pedido é para que o Túnel Acústico, onde ocorreu o acidente, receba o nome de Rafael Mascarenhas. Eu entendo a dor que a mãe deve estar sentindo. Entendo a dor que pai, demais familiares e amigos devem estar sentindo. Entendo o desejo de se fazer homenagens ao garoto. Entendo as flores, a música – mas não as “pinturas” feitas nas paredes do local. Agora, no meu entender, mudar o nome do túnel já ultrapassa um pouco o bom senso. Tivesse sido um dos trabalhadores dos serviços realizados ali (o que seria perfeitamente possível) será que prestariam a mesma homenagem? “Túnel Acústico Fulano de Tal, que morreu atropelado aqui enquanto trabalhava em área interditada a veículos.” Mais uma pergunta que fica.

Por último, quero falar do descaso das autoridades. Um dos amigos de Rafael apareceu na tv dizendo que a prática de skate naquele local (e me parece que em outros túneis) é antiga. Há anos jovens usam os túneis interditados para manutenção durante as madrugadas para andar de skate e segundo tal amigo de Rafael nunca ninguém chegou para impedi-los. E aí fico pensando: se o poder público (estado ou prefeitura, não sei ao certo qual dos dois neste caso) já tivesse tomado providências antes talvez Rafael ainda estivesse vivo. Afinal, havia gente trabalhando ali dentro e quem garante que atividades de lazer não poderiam interferir nos serviços?

Fico por aqui, apesar de ainda ter muitas observações a fazer. O assunto é delicado e triste, melhor deixar que cada um tire suas conclusões.

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Freud explica?

Patricia Haddad | Tue, 27 July, 2010 | 11:03 PM

No início de abril, disse que estava voltando. Pois é, eu acreditei mesmo que estava voltando, mas, como vocês podem perceber, não escrevi mais nada desde então. Assunto não falta. As três esferas do governo me inspiram diariamente. E talvez seja justamente isso que tenha me afastado do blog.

Acho que me censurei. Nunca tive a pretensão de receber milhares de visitas ou me tornar pro-blogger. Esse espaço era apenas minha válvula de escape e acho que perdi um pouco da disposição em falar das coisas que me provocam. São, geralmente, assuntos polêmicos, a maioria referente à política e eu… eu acho que me censurei.

Sei que preciso voltar. Dia após dia ouço coisas e começo a imaginar o texto. E então lembro que não tenho vontade de escrever aqui. Não aconteceu nada de concreto que justifique isso. Apenas formou-se um bloqueio. E sei que não sou a única, pois já li um post em outro blog relatando a mesma coisa.

Hoje vi que preciso escrever. Reli muitos posts e senti saudade da blogueira que eu era. Sem promessas, digo que vou tentar.

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Voltando

Patricia Haddad | Thu, 08 April, 2010 | 09:48 PM

Estou voltando a blogar mais uma vez. Depois de mais um longo período de ausência, decidi que precisava voltar a escrever. Vontade eu até tinha, mas os assuntos eram tantos, e sempre com um viés tão político, que uma certa preguiça simplesmente me impedia de digitar qualquer palavra.

Escrever não é fácil. Jogar palavras em uma folha de papel ou em um post, isto sim é fácil. Dependendo do assunto a ser abordado, os cuidados com o texto precisam ser ainda maiores. O que mais tem hoje em dia é empresa e profissional que não tem o mínimo preparo para lidar com críticas, e ao primeiro sinal de opinião negativa, recorrem à justiça.

Escândalos do governo, declarações estapafúrdias do presidente, de ministros, de governadores, decisões descabidas, muita coisa me dava vontade de escrever. Ao mesmo tempo, os assuntos eram tão desgastantes que foram ficando para trás. E assim perdi a oportunidade de dar minha opinião sobre casos importantes e polêmicos.

Hoje, no entanto, decidi voltar. Os 140 caracteres do Twitter não me bastam para comentar os últimos acontecimentos. E eu sinto essa vontade de falar, de comentar, de expressar minhas opiniões. Portanto, faço nova tentativa de não abandonar este blog. Torçam para que siga em frente, caso gostem de ler meus escritos.

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Respeitando apenas os iguais

Patricia Haddad | Sat, 03 October, 2009 | 12:56 AM

Desde que o mundo é mundo respeito é bom e todo mundo gosta. É a base da convivência em sociedade. Todos têm o direito de ser e pensar o que quiserem, mas têm o dever de entender que isto vale para todos. Portanto, se o cidadão do lado age de modo diferente, no mínimo é preciso respeitar. Pode-se discordar, não gostar, mas é preciso respeitar. Afinal, ninguém é dono da verdade, ainda que muitos achem que são.

De tempos em tempos, alguns valores e/ou conceitos são destacados pelas pessoas e viram bandeiras. O respeito é um deles que há algum tempo virou moda junto com a tal liberdade de expressão, ainda mais na era da internet. Vejo pessoas fazendo grandes dissertações sobre esses temas, clamando pelo direito de dizer o que pensam sem sofrer qualquer repressão. E quando algum caso de censura acontece, misericórdia. Chovem críticas ao censor.

Sou da área de comunicação, convivo com profissionais do meio, além de ter outra penca de amigos blogueiros e tuiteiros. Todos adoram escrever e expor suas opiniões, muitas vezes polêmicas. Se um serviço é mal prestado, em questão de minutos constroem um blog para falar mal dos responsáveis, espalham o endereço e difundem em todos os canais possíveis sua insatisfação. Há quem diga que este é o quinto poder; outros, que é um upgrade do quarto. Não importa. O cidadão de hoje tem um poder e tanto nas mãos.

Pois hoje pela manhã eu tomei um susto. O assunto do Twitter era a escolha da sede das Olimpíadas de 2016. Muita gente torcia pelo Rio. Eu disse “muita gente“, e não “todo mundo“. Até aqui tudo bem. Unanimidade é para poucos. O problema é que grande parte dessa “muita gente” a favor simplesmente não está preparada para ser contrariada. Partiram para uma torcida apaixonadamente cega e distribuíram pérolas que custei a acreditar no que estava lendo.

Nunca escondi que não apoiava a escolha do Rio. Há tempos já escrevi nesse blog sobre isso. Obviamente, expus esta minha opinião e fiquei impressionada de verdade com a reação de certas pessoas que simplesmente não conseguem aceitar que há outras que pensam diferente. Pior: muitas são profissionais de comunicação e/ou grandes usuários das mais variadas redes sociais, consideram-se 2.0, mas tiveram um comportamente 0.0.

Li de tudo no Twitter. Li que não apoiar a escolha do Rio era uma enorme bobagem e que pessoas que assim pensavam eram passíveis de um corte de relações. Li que não apoiar o Rio2016 era ser pessimista, participar de movimentos “do contra“, no pior sentido da expressão. Vi gente acusando os “do contra” de estarem “fingindo” ser politicamente engajados.  Vi pessoas sendo ríspidas com outras, sem que tivessem recebido qualquer mensagem mal-educada antes. Vi gente fazendo gracinha, usando termos chulos, querendo saber como o pessoal “do contra” ia reagir à vitória do Rio.

Respondam-me, por favor: é tão difícil entender que não apoiar uma causa não significa que se esteja torcendo contra ela? É complicado demais respeitar a opinião alheia? Em momento algum eu disse que torcia para o Rio perder. Apenas disse que não apoiava. Também nunca disse que quero que tudo dê errado. Pelo contrário. Sempre deixei claro que, uma vez o Rio sendo escolhido, era óbvio que eu torceria para que as nossas olimpíadas fossem as melhores da história. Sim, eu sou brasileira, amo meu país e minha cidade!

Continuo afirmando: não torcia pela vitória do Rio. Mas, também continuo afirmando: se fomos escolhidos, então mãos à obra. Vamos fazer bonito! Vamos batalhar para fazer um senhor evento aqui na nossa cidade. Espero que estas tantas pessoas às quais me referi tenham maturidade para entender que isto não é cuspir no prato em que se comeu, é apenas uma forma coerente de agir. Babaquice – e burrice – seria eu agora fazer campanha para que tudo dê errado.

Eu já tinha visto pessoas binárias, para as quais só existe o certo e o errado, o sim e o não, o branco e o preto. Que nome podemos dar para quem só reconhece a própria “verdade absoluta“?

* * *

P.S.: Nepomuceno, admirado por todos que o conhecem, escreveu um post sobre isso. Nepô não defende o Rio2016. Há, neste momento, 6 comentários, o que é pouco considerando-se o tema e o autor do texto. O curioso é que nenhum o ataca, mesmo discordando. Por que será que as pessoas agem de forma tão diferente?

Intrigante, mas não me surpreende. E isso é preocupante.

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2º Twestival Rio

Patricia Haddad | Thu, 03 September, 2009 | 11:19 PM

http://riodejaneiro.twestival.com

Na próxima sexta-feira, dia 11 de setembro, um monte de gente bacana vai se reunir no restaurante Estação República para participar do 2º Twestival Rio. Muitos já se conhecem pessoalmente e até convivem. Outros, só se conhecem pelos “arrobas” (o sinal de @ é usado antes do nome de usuário no Twitter). E outros ainda sequer sabem quem irão encontrar por lá. Certo é que vão comer um belo rodízio de pizza, em um local com wi-fi liberado (u-hu!), e se divertir muito. Certo é, também, que além de fazer uma social, a galera vai concorrer a muitos brindes que serão sorteados.

Ok. Tudo muito bem, mas… qual o objetivo disso tudo? Apenas se confraternizar? Não. O Twestival é um evento mundial que tem um objetivo maior: fazer o bem a alguém. Em fevereiro, na primeira edição, angariamos recursos para a Charity:Water, organização que abre poços artesianos em locais onde não há água potável. Desta vez, cada cidade participante vai ajudar uma instituição local e nós escolhemos a Sociedade Viva Cazuza. A casa abriga 22 criaças que possuem o vírus do HIV e ao contrário do que muita gente pensa, a situação financeira lá não é nada confortável.

Para contribuir com a causa basta fazer uma doação em dinheiro por meio da Vakinha, que aceita contribuições via cartão de crédito ou boleto bancário. O serviço trabalha com o sistema do PagSeguro do Uol, que nos isentou das taxas administrativas. Portanto, todo o montante depositado lá vai diretamente para a Sociedade, até porque a conta foi aberta em nome deles mesmos. Todo mundo que participar vai concorrer ao sorteio de brindes e quem ainda for no eventodo dia 11 irá concorrer a outros tantos!

Se você se interessou pela causa, divulgue para seus amigos. Se tem condições de ajudar, mas ficou com alguma dúvida, é só deixar um comentário. Terei um enorme prazer em responder! Quer saber quais as mídias e blogs que nos apoiam divulgando a causa? É só visitar o nosso site! Se quiser saber quem está contribuindo de alguma outra forma, basta visitar esta outra página do nosso site também. Hum… já sei! A dúvida é: quem são essas pessoas que tocam este Twestival? A resposta também está no site! ;-)

* * *

[atualizado em 04/09/09]

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O que passou

Patricia Haddad | Sat, 22 August, 2009 | 12:09 PM

Sim, estou tentando colocar este blog em dia.

Não, não lembro de tudo o que ocorreu nestes últimos tempos.

Portanto, peço a ajuda dos nobres amigos para me ajudar a enumerar tudo o que rolou desde a última vez que escrevi de verdade por aqui (esqueçam a teia de aranha). Vou enumerar alguns que lembro, mas se puderem dar uma força na minha mamória RAM, agradeço.

  • 2º LuluzinhaCampRJ
  • Sou+Web (algumas edições, preciso enumerá-las)
  • Find
  • Palestras na ESPM
  • Palestra no Ibmec
  • CIT2009

E aí, quem lembra de mais alguma coisa? Colaborem, please. Ainda hoje quero tentar atualizar isso para colocar em seguida o #Descolagem de hoje.

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É, tá juntando teia…

Patricia Haddad | Sun, 09 August, 2009 | 10:56 PM

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