Dois pesos, duas medidas
Patricia Haddad | Fri, 30 November, 2007 | 05:53 PMDigamos que eu fosse uma cantora. Digamos que eu lançasse um novo trabalho entitulado Branca. Digamos que esse “Branca” se referisse, essencial e unicamente à cor da minha pele. Na minha música de trabalho, haveria versos como A branca é de “finesse” e Na veia da branca corre sangue bom do bem. O que vocês achariam disso? Há algum traço de preconceito ou racismo nisso?
Pois bem. Leiam a letra da música de trabalho do mais recente álbum de Luciana Mello, chamado… Nêga. Então, tentem me explicar de maneira convincente porque uns podem usar esses termos e outros não.
Depois, quando eu falo que o preconceito maior vem justamente dos que se acham vítima, tem gente que discorda.











