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Escândalo da natação

Patricia Haddad | Sun, 11 November, 2007 | 09:34 AM

Logo após o fim dos jogos Pan-Americanos, soubemos que nenhum caso de dopping havia sido registrado. Foi uma marca bonita para o esporte. Bacana ver tanta gente competindo de forma saudável, respeitando regras, jogando limpo. Agora, alguns meses depois, descobrimos que não foi bem assim. Houve não apenas um dopping, como toda uma trapaça para que ele acontecesse. Houve fraude – e das grandes. E justo com um atleta brasileiro. No caso, a nadadora Rebeca Gusmão. Muito triste para o esporte, para os atletas brasileiros. Vergonhoso. Se toda a história for realmente confirmada, acredito que a atleta deva ser realmente expulsa de toda e qualquer competição para sempre. Esporte não combina com atitudes como esta. Sei que ela não foi nem a primeira, nem a última, mas a punição deve ser exemplar para desencorajar qualquer futura tentativa de outro atleta.

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Novas mudanças

Patricia Haddad | Sat, 10 November, 2007 | 09:15 PM

Ninguém gostou muito do layout que eu tentei usar aqui. Era parecido com o deste link, só que com duas barras laterais, uma de cada lado. Tentei adaptá-lo ao meu gosto, mas muita coisa eu não consegui fazer. Tentei pedir ajuda, mas o criador do tema simplesmente desapareceu. Como muita gente me dizia que preferia este tema, o Freshy, resolvi voltar. Ainda não é uma volta definitiva, pois precisa de ajustes, mas por enquanto, atendendo aos inúmeros pedidos, fica este.

Update: mal escrevi este texto e já encontrei outro layout para testar. É o Neoclassical. Vamos ver o que vou decidir.

Update 2: desisti do Neclassical pela total falta de suporte do autor do tema. Acabei encontrando o Mandigo e estou adorando.

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Grammy Latino

Patricia Haddad | Fri, 09 November, 2007 | 06:23 AM

A oitava edição do Grammy Latino aconteceu ontem. Eu até poderia fazer uma breve análise dos principais vencedores, mas tenho certeza que há gente mais indicada na blogosfera para fazer isso. Quero apenas comentar uma categoria: Revelação. E o ganhador foi… Jesse & Joy. Eu não conheço esta dupla mexicana, mas vou ouvir. Devem ser bons. E só por terem deixado para trás um “certo concorrente”, já me tornei fã de carteirinha deles! Hihihi!!!

Bom, para não ficar só na Revelação, cito 2 artistas de quem gosto bastante e que ganharam prêmios:

* Melhor Álbum Vocal Pop Masculino e Melhor Vídeo Musical Versão Longa foram para MTV Unplugged Ricky Martin (Sim! Há RICKYs e rickys…)!

* Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro foi para Acústico MTV Lenine.

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Irado

Patricia Haddad | Thu, 08 November, 2007 | 06:27 AM

Eu continuo não entendendo por que o prizidenti desta república só sabe se dirigir ao povo brasileiro aos berros, tomado de uma raiva e irritação que os mais desavisados podem achar que a criatura está dando um sermão.

Agora mesmo vi na Globonews um trechinho do cidadão esbravejando. “Aconteceu um probleminha de gás no Rio de Janeiro, pronto! Acabou a energia no mundo! Não é bem assim!” Lula disse isso com uma exasperação que me mete pânico. Se eu estivesse na frente dele, me encolheria com medo de que ele voasse em cima de mim. Ainda bem que as chances de estarmos a uma distância tão pequena são ínfimas.

Essa criatura que ocupa o mais alto cargo deste país não aprendeu a falar em tom de voz normal? Ninguém ensinou a este senhor que não é necessário berrar nem esbravejar para se fazer entender? Aliás, muito pelo contrário. Cão que ladra não morde, já diz o ditado. Prizidenti que muito grita só quer desviar a atenção para o que sai de sua boca, a fim de que não percebamos que, da boca para dentro, é tudo um imenso vazio.

E antes que eu me esqueça: probleminha de gás no Rio? É, Lula? Pro-ble-mi-nha? Tá sabendo que a Bolívia não tem produção suficiente para cumprir o contrato com o Brasil, o outro com a Argentina e atender à própria demanda interna, né? Tá sabendo que para não quebrar o acordo com a Petrobras, a Bolívia está descumprindo o trato com os hermanos daqui de baixo, já que o contrato com a Argentina é mais flexível, né? Tá sabendo que, para dar conta de todo o consumo de gás, a Bolívia deveria aumentar sua produção em mais 20 milhões de metros cúbicos por dia até 2010, né?

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Sobre a BRA

Patricia Haddad | Wed, 07 November, 2007 | 06:40 AM

Fico muito triste pelos mil e tantos funcionários que, hoje, estão sem emprego. Afinal, eu já estive no lugar deles – só que em companhia de muito mais gente. Vou torcer para que todos encontrem um novo caminho.

NO ENTANTO, me desculpem, sei que “mocinha bonitinha” não deveria se comportar assim, mas não pude segurar o “BEM-FEITO” quando soube da notícia ontem. Esta empresa foi “erguida” com dinheiro “pego emprestado sem avisar e sem direito a devolução” da Varig e com a falência da Soletur. Esta empresa sujou o nome Varig, quando gente inescrupulosa da então diretoria da RG criou a Varig Travel, que de Varig só tinha o nome.

Leiam essa carta, publicada neste link: http://www.ucho.info/Tribuna/tribuna_soletur.html O texto é grande, talvez muitos já conheçam, mas eu recomendo uma (nova) leitura com atenção, com cuidado, entendendo toda a cronologia dos acontecimentos, prestando atenção aos nomes e a o que cada um fez. Vejam que não foi a Varig, mas parte da cúpula, aquela parte que não havia quem não detestasse.

Mais uma vez, perdoem-me mil e tantos ex-funcionários. Eu entendo bem o que vocês estão sentindo. Jamais desdenharia da situação de vocês. Mas, levando em consideração todos os PATRÕES desta empresa (entendam como quiserem), não tenho outra coisa a dizer senão bem-feito.

Eu fico me perguntando o que está acontecendo com a aviação brasileira. Há algum tempo, tínhamos uma companhia de excelência dominando os céus, controlados pelo DAC. O cenário poderia até não ser o ideal, afinal é preciso haver concorrência e tenho certeza que o país é grande o suficiente para que haja duas ou três cias de grande porte e dezenas de outras menores, todas operando sadiamente. Mas, a verdade é que não tínhamos incidentes semana sim, semana não. Não tínhamos tragédias tão freqüentes. Não tínhamos caos nos aeroportos. Não tínhamos aeronaves voando uma de encontro à outra.

Sei não, mas acho que perdemos o rumo há algum tempo. Precisamos retomá-lo já, urgentemente.

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Pelos ares

Patricia Haddad | Tue, 06 November, 2007 | 06:21 AM

Ontem, 5 de novembro, os céus brasileiros aprontaram mais uma vez. O vôo JJ3813 fazia a rota Palmas-Brasília. Apenas 30 minutos após o início da viagem, o piloto do Airbus A320 da Tam fez uma manobra brusca, tão brusca que duas comissárias que serviam o café da manhã foram derrubadas. O comandante informou, em seguida, que o procedimento havia sido necessário para evitar a colisão com outra aeronave que estava na mesma rota, porém em sentido contrário. O que ele não informou, no entanto, foi o tipo de avião, a empresa, enfim.

O Comando da Aeronáutica nega que qualquer aproximação perigosa entre duas aeronaves tenha ocorrido. A Tam informa que a manobra foi feita seguindo estritamente as informações do TCAS, sistema anticolisão. Nunca vi um TCAS em funcionamento, mas estranho muito que esse tipo de informação tão importante seja dada tão em cima da hora pelo aparelho, a ponto de obrigar uma manobra radical que derruba pessoas. Pensei que o alerta fosse dado a tempo de ser feita uma curva acentuada porém suave, que não provocasse pânico nos passageiros.

Espero que o assunto não seja esquecido hoje antes do Jornal Nacional. Seja lá o que for que tenha acontecido, há de se esclarecer completamente. A população tem o direito de saber se nossos céus estão sendo bem controlados ou se esta companhia, campeã absoluta de acidentes e incidentes, fornece o devido treinamento a seus pilotos. E seja qual for a resposta, é preciso agir para eliminar a causa do erro. Já chega de tragédias aéreas. Ou nos tornamos um país sério de uma vez por todas, ou passaremos para a história como aquele país terceiro-mundista onde o improvável não apenas acontece, como se repete, tudo sob o olhar complacente do prizidenti da república.

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Oi? Adeus!

Patricia Haddad | Sun, 04 November, 2007 | 08:47 PM

Tarde de sábado, 3 de novembro. Custo a me conectar com o Velox, mas acabo conseguindo. No entanto, navegar que é bom… haha. A internet parece ter vida própria e só exibe as páginas que bem entende. A minha caixa de entrada do Uol eu até consigo ver, mas a quarentena nem pensar. Já é noite, a paciência foi dar uma volta na esquina. Ligo para o 0800-565658. “Se você está com dificuldades de conexão, digite 2.” Sou obediente, digito 2. “Prezado cliente, no momento, estamnos realizando uma manutenção emergencial em sua localidade. Tente se conectar às 18 horas.” Hum. Eu não estou com problema de conexão, mas de navegação. E já passamos das 18 horas. Como eu sempre espero alguma coisa de um sábado à noite, desligo o computador, passo o batom e saio.

Uma e qualquer coisa da manhã já de domingo. Tanta coisa melhor para se fazer, como dormir, por exemplo, e eu resolvo entrar na internet. O problema persiste? A chata insiste! Ligo para o 0800 de novo. “Se você está com dificuldades de conexão, digite 2.” Sou obediente, digito 2. “Prezado cliente, no momento, estamnos realizando uma manutenção emergencial em sua localidade. Tente se conectar às 18 horas.” Hum. Eu não estou com problema de conexão, mas de navegação. E já passamos das 18 horas. Ligo de novo e escolho a opção 4, que teoricamente é para quem quer outras informações. Pensando bem, eu quero outras informações, então escolhi a opção certa.

Tentativa número um: falo com um atendente cujo nome esqueci. Explico o fato. Ele, solidário, diz que vai transferir a minha ligação para o setor técnico. Por 900 segundos* fico ouvindo uma gravação, com voz masculina, exaltando as maravilhas da Oi. “Oi! Se você quer blá blá blá…”, “Oi! Se você quer blá blá blá…”, “Oi! Se você quer blá blá blá…”. Confesso que não contei quantos ois ouvi, mas garanto que foi o suficiente para abolir a saudação do meu vocabulário. Desta madrugada em diante, só digo olá.   

Tentativa número dois: falo com o Guilherme. Conto toda a história e o moço, sensibilizado, diz que vai transferir minha ligação “em conferência”, ou seja, eu vou ouvi-lo falando com a pessoa da área técnica no momento em que for passar minha ligação. Depois de alguns minutos de espera, Guilherme volta pedindo desculpas pela demora e agradecendo por ter aguardado. A pessoa da área técnica havia informado que “está sendo realizada uma manutenção emergencial na sua localidade e o serviço estará normalizado às 10 da manhã”. Opa! Peraí! Isso eu já sabia e fazia parte do meu longo script triste inicial! “Guilherme, eu quero falar com uma pessoa, por favor!” Dez minutos ouvindo aquele sinal característico de “chamando”. Melhor desistir.

Domingo, 11 da manhã. A lentidão continua. Adivinhem para onde eu ligo? Zerooitocentos. “Prezado cliente, no momento, estamnos realizando uma manutenção emergencial em sua localidade. Tente se conectar às 18 horas.” Ué? Mas o Guilherme não tinha me falado, quase às duas da manhã, que a situação estaria normalizada às 10? Hum. Não estou a fim de me estressar. Mais tarde eu vejo como fica a situação.

16h40 de domingo. A lentidão já dura mais de 24 horas. Ligo para aquele número que vocês já sabem e ouço a mesma gravação de ontem. Ligo novamente e uso aquele artíficio de escolher a opção errada-porém-certa. Enfim, Cirlene atende. Conto o último capítulo da novela e quando acho que já ouvi de tudo… “Senhora, a previsão para o problema de conexão é 18 horas de hoje. Para o problema de lentidão, o prazo é 18 horas do dia 15 de novembro.” Eu vou repetir porque vocês, caros leitores, podem achar que não compreenderam bem: o prazo para a Oi, Velox, Telemar ou seja lá qual for o nome desta empresa resolver o problema de lentidão da minha conexão é 15 de novembro, ou seja, dentro de 11 dias.

Recorro ao calendário para me certificar de que estamos no século 21 e expresso meu espanto. “Senhora, não somos nós que estipulamos o prazo. É o portal CGR (ou algo parecido)“. Ah, sim, claro, como é que eu não tinha desconfiado disto antes? O portal, claro, o portal CGR, aquele que todo cliente com certeza conhece. Não adianta tentar explicar para Cirlene que este tipo de informação não deve ser passada para o cliente, já que nada informa e só serve para irritar. Digo, então, que não aceito pagar a próxima fatura integralmente. “Aguarde a sua conta chegar e…” Não aguardo. O problema já existe e ela me sugere que espere um segundo problema se instalar para resolvê-los? Comigo não, violão. Eu exijo falar com o setor de contas.

[Obrigado por ligar para a Oi...] “Michele Oi Fixo boa tarde!” Desconfio estar falando com a pessoa errada e pergunto se problema sobre cobrança do Velox e não cumprimento do serviço é com ela. “Qual o problema exatamente, senhora?” Ok, se quer que eu conte, lá vai. “Senhora, eu vou estar lhe transferindo para o setor de contas…” Hã??? Mas eu perguntei no início se o assunto era com ela! A funcionária Michele esperou que eu contasse toda a ladainha para dizer que não era ali! E a dona Cirlene? Por que ela não me transferiu para onde disse que ia me transfeir, que era o setor de contas?

[Obrigado por ligar para a Oi...] “Oi Qualidade Leonardo boa tarde!” Sei não, mas acho que ainda não estou no setor correto. Digo que estou com problemas de lentidão e que não aceito pagar a próxima fatura integralmente. Entre risadinhas, cujo motivo eu desconheço, o rapaz diz que entende minha chateação, mas que vai ter mesmo que me transfeir para o setor de contas. Incrivelmente, eu não xinguei o rapaz. Apenas disse que, ao contrário do que ele achava, eu não estava falando com o setor errado. Se o serviço não está sendo prestado conforme devia, isto é uma questão para o setor de qualidade. Se os atendentes atendem mal pra caramba, isto é problema do setor de qualidade. Se o cliente está p da vida com tudo, isto é problema do setor de qualidade. Acrescentei que a errada era eu por ter escolhido a banda larga do Velox. “O Velox é o melhor serviço de banda larga do país!”, debocha Leonardo. Esta é a única opção que tenho. É muito fácil dizer-se o melhor quando se é o único. No entanto, dependendo do ponto de vista, o único pode ser o melhor ou o pior. Fico com a segunda opção. 

[Obrigado por ligar para a Oi...] “Setor de contas Bruno boa tarde!” Para encutar a história, digo que o mocinho teve que cancelar o primeiro protocolo aberto. Ao perguntá-lo o que havia escrito, disse que a cliente (eu!) relatava problemas de conexão (!!!) e que o setor apropriado devia verificar os dias em que não conectei para descontar. Será que eu falo javanês clássico? Eu já tinha informado que estava conectada e que o problema era lentidão. Len-ti-dão. L   e   n   t   i   d   ã   o. Portanto, tinham que me descontar por todo o período em que os sistema tinha apresentado problemas, e esta informação é claro que eles têm. Novo protocolo. Prazo de 48 horas úteis. Aguardem o próximo capítulo.

* Equivalente a 15 minutos.

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Um brinde…

Patricia Haddad | Thu, 01 November, 2007 | 06:34 AM

…à saída de Milton Zuanazzi da presidência da Anac. Iuuuuupi!!! Muitos vivas à saída deste indivíduo. Já foi tarde, muuuito tarde, mas antes tarde do que nunca. Bem feito, afilhadinho de incomPeTentes.  

P.S.: a foto, mui apropriadamente, é da taça de champagne que tomei no stand da VARIG na Abav 2007. Engole, Zuzu.

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