Sábia decisão!
Patricia Haddad | Thu, 29 May, 2008 | 04:49 PMA votação ainda não acabou. Falta um ministro. Mas o placar de 6 a 3 já garante a liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias. Não há como mudar a decisão. VIVA!
A votação ainda não acabou. Falta um ministro. Mas o placar de 6 a 3 já garante a liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias. Não há como mudar a decisão. VIVA!
Na última segunda-feira, vi uma dica no caderno InformáticaEtc do Globo de um site onde podemos ouvir qualquer cantor ou grupo que imaginarmos. Bem, se de fato há de tudo lá, eu não sei. Mas procurei por Café Quijano, Companyia Eléctrica Dharma, Karunesh e Sin Bandera e achei TODOS! pois é, sei que vocês, leitores, provavelmente não conhecem nenhum dos artistas que citei, mas eu os conheço e estão todos lá no Songza. Ah, sim, também procurei por Waldick Soriano, Wando, Jane e Herondy, leno e Lilian, Márcio Greyck e Waldireni e também encontrei músicas de todos eles. O que prova que o site é bem completo.
O problema é que nem tudo é essa maravilha que está parecendo ser. Algumas músicas que ouvi tiveram problemas de travamento, como se estivesse carregando o buffer (quem está acostumado a arquivos de áudio e vídeo na internet sabe do que estou falando). Na maioria das vezes, ao terminar uma música apareceu uma janelinha com mensagem de erro (stack overflow, seja lá o que isto significa). Resumindo: a idéia é excelente, quebra um galhão, mas precisa melhorar. Quem quiser experimentar, basta clicar na imagem abaixo.
A barca que saiu às 5h15 do centro do Rio em direção a Paquetá ficou à deriva no meio da Baía de Guanabara. Ouvi a notícia no Sentinelas da Tupi (Rádio Tupi, 1280 AM) e li uma pequena nota no Globo Online. Eram pouco mais que 8 da manhã e resolvi apurar o caso para poder dar na edição de 8h55 do Plantão Rio Notícias (Rádio Rio de Janeiro, 1400AM).
Liguei para o Tele-Barcas. A atendente me pediu para ligar para a Assessoria de Imprensa. Liguei. O rapaz que me atendeu disse que a jornalista responsável só chegaria às 9h30. “Mas você não sabe me dizer se a embarcação ainda está à deriva?” “Senhora, eu trabalho aqui, mas não sou jornalista. Só ela mesmo pode falar sobre a empresa.” Ou seja: problemas só podem acontecer em horário comercial.
Resolvi ligar para a estação da Praça XV. A atendente me pede para… ligar para a Assessoria de Imprensa. “Não adianta, moça, lá só funciona a partir das 9h30…” “Vou lhe passar os celulares das duas assessoras.” Números anotados, números discados, números fora da área de cobertura. Desisto. A empresa Barcas SA também está à deriva. Pobres passageiros.
Foi divulgado hoje o laudo final sobre o acidente com o A320 da TAM, vôo JJ3054, em Congonhas, no ano passado. Foram responsabilizados a Infraero, a Airbus, a Tam e – pasmem! – os pilotos! Sobre os 3 primeiros concordo plenamente, mas sobre os pilotos discordo veementemente. De acordo com a matéria exibida no Jornal da Band, as culpas foram assim divididas:
Infraero -> a pista não tinha ranhuras – o chamado grooving – que facilitaria o escoamento da água da chuva, aumentando o atrito dos pneus e evitando derrapagens. Segundo relatos de controladores, comprovados por áudios gravados, alguns pilotos naquele dia já haviam reportado que a pista estava estremamente escorregadia.
(Comentário meu: não chovia forte na hora do acidente, portanto não havia água empoçada. O avião segue em linha reta por quase toda a extensão da pista, conforme as imagens existentes. Não houve aquaplanagem nem derrapagem, o que, para mim, mostra que a existência ou não de grooving nada teve a ver com o acontecido. Para mim, a responsabilidade da Infraero é outra: aeronaves que estivessem operando com qualquer irregularidade, como o reverso pinado do airbus em questão, e ainda por cima com sua capacidade total de passageiros, deveriam ser proibidos de pousar na curta pista de Congonhas, ainda mais sob condições de tempo adversas. Na verdade, nem sei se esta restrição deveria ser imposta mesmo pela Infraero ou pela Anac, mas, definitivamente, o grooving não teve nada a ver com este acidente. Esta é a MINHA opinião.)
Tam -> A empresa teria desrespeitado uma determinação da Anac, que proibiria o vôo de aeronaves com reverso pinado. Além disto, estaria com excesso de peso para pousar em Congonhas.
(Comentário meu: na época, houve muita controvérsia sobre essa questão de haver ou não proibição de vôo com reverso pinado. Para mim, isto é irrelevante. Caso houvesse mesmo preocupação máxima com segurança, este avião não teria decolado com passageiros. Teria feito um ferry (vôo vazio apenas para traslado da própria aeronave) para a sua base, a fim de passar por manutenção corretiva. Não interessa se o manual do A320 diz que o avião pode voar naquela condição por 7 dias. Ora, o que determina este prazo? O que acontece no oitavo dia? O reverso se auto-destrói? A turbina se auto-ejeta? Quanto ao peso, não sei informar, mas lembro que na ocasião foi incluído um funcionário da Tam na lista de vítimas que não constava da lista de passageiros porque simplesmente não fez check-in. estava de carona, fato terminantemente proibido. Sem comentários.)
Pilotos -> Segundo a reportagem, o laudo diz: “Por erro humano, a alavanca de controle da potência da turbina direita estava na posição de aceleração, quando o certo seria desacelerar.”
Airbus -> De acordo com os técnicos da aeronáutica, o sistema de manetes do A320 pode confundir o comandante. Não há um alarme para avisar quando uma das manetes sai do lugar. A posição diferente das duas manetes fez o avião entender que a ordem era decolar.
(Comentário meu: em primeiro lugar, duvido que um piloto experiente cometesse erro tão ridículo e visível, deixando uma manete na posição inversa da outra. O avião chegou a pousar, prova de que vinha em desaceleração. Não houve um chamado “pouso duro”, o piloto não forçou a descida da aeronave contra uma suposta aceleração do equipamento na aproximação final. Ninguém disse ainda como se concluiu que a manete direita estava na posição errada. Há uma foto mostrando isso? Não. Provavelmente, há dados do Flight Record, que podem não condizer com o que os pilotos achavam que tinham feito. Quem garante que não houve falha lógica, eletrônica, naquele avião que mais parece um videogame, com direito a joystick no lugar do manche? Quem garante que, mesmo os pilotos tendo colocado a manete para trás a informação passada pela manete ao avião não tenha se corrompido? Eu aposto 100% nesta hipótese. Dizer que houve falha dos pilotos nada mais é do que culpar os mortos apenas porque eles não podem se defender.)
Como vocês podem ver, o assunto é extenso e complicado. Culpar os pilotos é apenas uma forma de esconder um bocado da responsabilidade dos “graúdos” envolvidos.
Meu primeiro contato com Jazz foi a bordo de um avião da Varig. Filha de funcionário, e depois eu mesma funcionária, tive a oportunidade de viajar algumas vezes. Lembro bem que mal colcoava o sinto de segurança, a primeira coisa que fazia era colocar o fone no ouvido e sintonizar o canal de jazz. Não entendia nada do gênero, como continuo não entendendo, mas aquele ritmo era extremamente agradável aos meus ouvidos. Podia ficar horas ouvindo que não enjoava.
Lá pelos anos de 95 e 96, já trabalhando na Varig, conheci uma casa noturna na Barra chamada Belas Artes. Fui algumas vezes lá com os amigos do trabalho e achava o local o máximo por um simples motivo: dos 4 ambientes da casa, um deles era um piano bar. A música ambiente era jazz e preferia ficar lá a me acabar na pista da boate.
Em 2006, Leo me apresentou a John Pizzarelli. Ouvi algumas músicas e gostei. Descobri que ele ia fazer um pocket show na Livraria Argumento e lá fomos nós. Foi uma tarde agradabilíssima (e como!). Nota dez para a Argumento pela iniciativa. Pois neste último sábado John fez novamente uma pequena apresentação na mesma livraria. Lá fui eu, mas desta vez sozinha. Consegui me espremer lá na frente e fiquei bem pertinho, viajando ao som de John, com um sorriso irritantemente largo no rosto.
Pizzarelli é um artista como nunca vi. Talentosíssimo, sucesso no mundo todo e simples, muito simples. E simpático também, extremamente simpático! Boa praça que só ele. Brinca com a platéia, arrisca meia dúzia de 3 palavras em português e, ao final, conversa com todos como se fossem velhos conhecidos. Resolvi arriscar um pedido. Em vez de mais uma foto, como as dezenas que ele já tinha tirado, não poderia gravar uma mensagem para o Leo, que não mora no Rio atualmente? Pedido atendido! Apertei o REC da câmera, dei o sinal, e John mandou o seu recado. Mal pude acreditar!
Fiz várias fotos durante a apresentação, que podem ser conferidas neste link. Os vídeos estão aqui e aqui. São pequenos, mas servem para dar uma idéia do evento. Divirtam-se! Enquanto isso, fico aqui aguardando a próxima vinda de Pizzarelli ao Rio! Até lá, espero já ter comprado alguns cd`s dele…

Estamos caminhando para a metade do segundo mandato de Lula como presidente desta república. São 5 anos e meio, praticamente, que o Iluminado ocupa o Planalto Central. Pois hoje, somente hoje, a primeira dama deste país, dona Mariza, deu sua PRIMEIRA entrevista coletiva. Vou repetir: PRI-MEI-RA entrevista coletiva. Deve ter sido emocionante escutar a voz de Dona Mariza pela primeira vez e descobrir que ela não é muda! Como posso ter perdido isso?

Para ler mais sobre este acontecimento ímpar e único – porque eu duvido que se repita – basta clicar aqui.
O Jornal Nacional de sábado exibiu uma reportagem sobre a situação dos aposentados da Varig, segurados do Aerus. Quem não viu, pode ver clicando aqui. Só faltou dizer que a Secretaria de Previdência Complementar (SPC) deste atual governo (que, não custa lembrar, é do Partido dos Trabalhadores) foi NEGLIGENTE e deixou que a situação chegasse ao ponto que chegou. Tem, portanto, responsabilidade por tudo o que aconteceu. O que significa que este governo, do tal Partido dos Trabalhadores, tornou-se o maior culpado pela triste situação de milhares de brasileiros. Eles contribuiram durante anos de suas vidas para ter uma complementação de suas aposentadorias e agora estão na penúria.
Os aposentados da Varig/Aerus são tão brasileiros como o Severino, o Renan, o Silvinho, a Dilma, a Matilde, o Dirceu, Múcio e tantos outros cidadãos já defendidos pelo ilustríssimo ocupante do Planalto Central, conhecido pela alcunha de Lula. São tão brasileiros quanto os miseráveis dependentes do Bolsa-Família, que recebem o benefício em troca da efêmra ilusão de que Lula é o maior dos maiores, o senhor dos senhores, o salvador da pátria merecedor de todos os votos possíveis. No entanto, estes brasileiros, segurados do Aerus, aposentados em sua maioria da Varig, empresa que tanto orgulho deu ao Brasil, não andam merecendo a mesma consideração do prizidênti. Lamentável. Revoltante.
Marina Silva não agüentou. Pediu arrego. Ou melhor: lembrou de Tropa de Elite e pediu pra sair. O ambiente tornou-se insustentável para o seu ministério. Marina percebeu que não basta ter o mesmo sobrenome, tem que dizer amém. Sem esta palavrinha mágica após cada pedido absurdo de licença ambiental ou após cada decisão fora de propósito – como colocar o Plano Amazônia Sustentável sob o comando de Mangabeira Unger – não há como continuar no atual governo. O jeito é fazer as trouxas e voltar para o Senado.
A decisão de Marina não me causou surpresa. Cansei de dizer que a ministra cairia mais cedo ou mais tarde. Ela não compactuava com os autoritarismos de Lula, nunca se envolveu em escândalos ou falcatruas, nunca esteve às voltas com a justiça. Esses motivos são mais do que suficientes para se ter duas certezas: ela é do bem e, conseqüentemente, incompatível com o governo Lula. Há um outro ministro deste governo tão “apagado” quanto Marina e não me causará estranheza se ele não chegar a 2011. E a coincidência de nossos sobrenomes é uma mera… coincidência.
Eu só acho que Marina Silva demorou muito tempo para perceber o ambiente em que ela vivia. Não há ideologia sobre a selva amazônica que sobreviva na selva “brasílica”. Isto é fato. E contra fatos, infelizmente, não há argumentos – apenas lamentos.
Se você quer ter uma experiência de mau atendimento, ligue para a operadora de telefonia celular Claro. Lá, você terá uma clara idéia de como não se deve tratar clientes. Na verdade, nem cliente eu sou. Liguei ontem para tentar ajudar minha tia, que precisa trocar de aparelho porque o dela está com o visor queimado. É claro que não consegui.
A questão era a seguinte: eu precisava entrar na área chamada Claro Clube do site da empresa. Para isso, precisava de uma senha. A que a minha tia me forneceu estava errada. Cliquei no botão para conseguir outra senha e recebi a informação de que a mesma tinha sido enviada para o próprio celular. Mas como ler a nova senha se o visor está queimado?
Liguei para o 1052. Após ouvir 17 mensagens ditas pela máquina e pressionar sei lá quantas opções, consigo ser atendida por volta das 18h30 por um ser humano. Camila era seu nome. Explico a situação e pergunto se não há outra maneira de conseguir a tal senha. Não tem. Camila diz que a senha é pessoal. Ora, que é pessoal eu sei! Toda senha é pessoal! O que eu queria era outra forma de envio da mesma: carta, email, sinal de fumaça, transmissão de pensamento.
Camila não conseguia me entender porque Camila não me ouvia. Falava junto, me atropelando, de maneira nada recomendável para uma atendente de call center. Retruco que a empresa estava tirando o direito de o cliente usar a internet, uma vez que na impossibilidade de usar o celular e tendo esquecido a senha, não há como se conseguir outra. Sou obrigada a ouvir de Camila que a operadora não tem nada a ver com o problema do aparelho. Acaso eu disse que era culpa deles?
- Camila, me passe para um supervisor. Eu quero dizer para ele que não é possível haver apenas uma maneira de se enviar a famigerada senha. Quero sugerir outras formas de envio.
(Camila está muda e tudo o que ouço é o barulho ambiente do call center)
- Camila? Camila? Camila, me passe para o seu supervisor!
(Ouço tudo o que se passa por lá, menos a voz de Camila)
- Camila, você não é muda! Você estava falando comigo! Quer me passar para o seu supervisor? Camila, acho melhor você me passar para o supervisor!
Enquanto ouço apenas os ruídos do local de trabalho de Camila, pego o outro telefone e disco novamente para o 1052. Mais uma vez ouço as mensagens, pressiono números, faço escolhas. Camila coloca a ligação no estado mudo, onde apenas ela me ouve. Coloca na musiquinha. Desliga. No outro telefone Kátia me atende. Conto a ladainha. Peço a supervisão. Espero minutos. Mais minutos. Kátia pede meu telefone para que o supervisor, então ocupado, retorne em seguida.
Uma hora depois, sem ter recebido uma ligação do tal supervisor, ligo novamente para o já conhecido 1052. O calvário até conseguir falar com uma pessoa de carne e osso vocês já sabem. Cíntia me atende, me deixa aguardando com o telefone mudo. Falo “alô” umas dez veses sem sucesso. Depois de alguns minutos no vácuo, desisto de esperar, desligo e… isso mesmo, ligo pela quarta vez para o 1052.
Marta é a sorteada da vez, que ouve minha reclamação sobre a dificuldade de falar com o supervisor que já deveria ter me ligado. Pede-me para aguardar e, mais uma vez, sou deixada em silêncio profundo. Falo “alô” 13 vezes. Resmungo. Repito “alô” 7 vezes. resmungo mais um pouco. Marta me pede para aguardar ainda mais.
- Você não estava me ouvindo falar “alô”? Estava no silêncio, achei que tinha caído novamente a ligação! Por que não falou comigo?
- Senhora, eu estava falando com outra pessoa…
Sim, Marta não podia falar comigo, cliente, porque devia estar contando as últimas fofocas para a colega do lado. Mal tive tempo de me indignar porque Diego, o supervisor, me atendeu. Aliviada por conseguir chegar ao todo poderoso, conto o que aconteceu. Reclamo dos atendimentos de Camila, Cíntia e Marta. Ressalto que Kátia me prometera que alguém me ligaria em pouco tempo. Reclamo da questão da senha.
- Senhora, a senha é pessoal. Nós não podemos ter acesso a ela e dizê-la para a senhora.
- E foi isso que pedi, Diego? Não quero que você me fale uma senha. Quero que a Claro a envie de outra forma, pois torpedo não está sendo possível ler uma vez que o visor do aparelho está queimado.
- Mas a senha é pessoal, senhora. A senhora já a utilizou antes?
- Acho que você esqueceu o que disse logo no início: não sou cliente da Claro, graças a Deus. A senha de saque do meu cartão de crédito, assim como qualquer outra, também é pessoal. Mas é o banco que me envia a primeira, gerada automaticamente, impressa em um papel que é lacrado e enviado pelo correio. Tudo feito sem que qualquer pessoa tenha acesso ou veja. Entendeu?
Claro que Diego não entendeu. Ele, assim como Camila, Kátia, Cíntia, Marta e todos os outros que trabalham nestes atendimentos são trienados para repetir a mesma coisa, independentemente do que o cliente diga. Acho que mesmo que eu perguntasse que dia da semana era ontem, a resposta seria a mesma: “a senha é pessoal, senhora”!
É claro que desisti.
Pra não dizer que eu só falo de política e aviação, vamos dar uma descontraída. São perguntinhas infames, bobas e velhas, mas que garantem ao menos um sorrisinho de Monalisa. As respostas vão abaixo.
1) Qual é o fim da picada?
2) Qual é a comida que liga e desliga?
3) Como se faz para ganhar um Chokito?
4) Qual o vinho que não tem álcool?
5) O que é uma molécula?
6) O que o canibal vegetariano come?
7) Por que as estrelas não fazem miau?
Respostas:
1) É quando o mosquito vai embora.
2) O Strog-ON-OFF-e.
3) É só colocar o dedito na tomadita.
4) Ovinho de codorna.
5) É uma menínola muito sapécula.
6) A planta do pé e a batata da perna.
7) Porque astro-no-mia.