S.O.B.R.E.T.U.D.O

Sobre tudo o que vejo; sobretudo, o que me provoca…
  • Blog
  • Links
  • Arquivos
  • Auto-entrevista
  • Contato

S.O.B.R.E.T.U.D.O na RPB Web #3

Patricia Haddad | Mon, 11 August, 2008 | 02:08 PM

Hoje, a partir das 16h, sintonize o S.O.B.R.E.T.U.D.O na RPB Web, em www.rpb.com.br. Participe pelo MSN: radiorpb@hotmail.com ou pelo Twitter, usando a tag #rpbweb. Peça a sua música, mande seu recado, envie seu comentário para a promoção (clique no menu * PROMOÇÃO * ali em cima).

Por que #3? Porque o programa mesmo estreou na semana passada, mas só a partir de hoje ele terá nome!

Comments
2 Comments »
Categories
Cultura, Mundo Digital, Música
Tags
rádio na internet, rádio RPB, RPB Web
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

Rio 2016? Tô fora!

Patricia Haddad | Sun, 10 August, 2008 | 12:42 PM

Nunca fui daquelas pessoas que bradam por aí que é um absurdo realizar certos eventos grandiosos, seja no Rio, seja no Brasil. Pelo contrário: sempre achei que shows em Copacabana como o dos Rolling Stones ou o Pan do Rio eram excelentes oportunidades de dar visibilidade ao país lá fora e atrair mais turistas. Por isso mesmo, até ontem à tarde eu torcia para que o Rio ganhasse o direito de sediar as Olimpíadas de 2016, mesmo tendo o Lula (desculpem-me, leitores!) como garoto propaganda desta campanha lá em Pequim. Pois ontem à noite mudei de idéia.

Fui ao Galeão (perdão, Tom Jobim, mas o Galeão sempre será Galeão para mim) emitir um bilhete. Cheguei pouco antes das 8 da noite e enfrentei uma fila de mais de cinco doze minutos (meu pai cronometrou) para entrar no estacionamento do terminal 2. Motivo: apenas um único guichê, daqueles em que um funcionário precisa digitar dados do veículo em um sistema e aguardar a impressão do tíquete, estava aberto. Não bastasse isso, havia desorganização, com muitos motoristas querendo furar a fila. Lá na frente, uns 4 seguranças da Infraero batiam papo ao lado das cabines. Dar uma mãozinha e ficar lá atrás orientando os carros para quê?

Lá dentro é pior. Sinto vergonha alheia por ver o estado de abandono do aeroporto internacional da principal porta de entrada do turismo brasileiro. O acesso ao terminal em si é deserto, mal iluminado. Os banheiros estão em petição de miséria. As opções de lanches são poucas e caras e não são nada atraentes. Na hora de pagar a taxa de embarque, um susto: R$35,04 (sim, 4 centavos) para embarcar no Santos Dumont em direção a Congonhas e voltar. Um assalto. Se ao menos nossos aeroportos fossem de primeiro mundo, eu saberia onde o dinheiro é empregado. Definitivamente, não é o caso.

Na hora de ir embora, outra fila, desta vez um pouco mais demorada apesar de 2 guichês abertos. Acontece que o volume de carros saindo ao mesmo tempo era grande. Lembro que há algum tempo atrás o pagamento do estacionamento era feito em um quiosque dentro do terminal. Não sei porquê agora é direto na saída, o que é um retrocesso. Há uns dois meses estive lá e fiquei mais de 5 minutos na fila. Na hora de pagar, haviam se passado 2 minutos da primeira hora e fui obrigada a pagar por mais uma hora, mesmo estando “atrasada” devido à lerdeza do atendimento. Por que não adotam sistema igual ao dos shoppings? O tíquete de entrada deveria ser fornecido por uma cancela automática e o pagamento deveria ser feito em guichês dentro do aeroporto.

Enquanto isso, você, amigo leitor, que tem um notebook e é destemido, pode ir navegar na internet à beira da praia de Copacabana. Como todos sabem, equipamentos eletrônicos e areia foram feitos um para o outro e a orla do Rio, especialmente na zona sul, é lugar de segurança máxima. Por essas e outras é que acho um insulto que aquele senhor que se acha o dono do Brasil esteja lá em Pequim, acompanhado do Cabralzinho-que-adora-bicicleta, querendo trazer as Olimpíadas para cá. É assim que pretendem receber turistas e esportistas de todas as partes do mundo? Isto é uma afronta à inteligência de qualquer um. Não contem comigo para torcer pelo “Rio 2016″. Tô fora!

Comments
11 Comments »
Categories
Aviação, Opinião, Política
Tags
aeroporto, AIRJ, Galeão, GIG, Infraero, olimpíadas 2016, Rio 2016
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

O “X” da questão

Patricia Haddad | Tue, 05 August, 2008 | 10:45 AM

A Olympus está realizando uma promoção que vai distribuir um total de 100 câmeras fotográficas digitais em 4 capitais brasileiras. A ação Encontre o X ficou a cargo da agência Bullet, de São Paulo, e funciona da seguinte maneira: todos os dias são liberadas pistas sobre o local onde o prêmio deverá ser encontrado. Na primeira semana, encerrada no último domingo, foram divulgadas pistas para 4 câmeras em São Paulo, 3 no Rio, uma em Salvador e outra em Porto Alegre.

Encontre o X - UrcaAqui no Rio, fui matando as charadas aos poucos, até que no domingo de manhã, logo após a divulgação das últimas três pistas (uma para cada câmera), parti para um dos locais decifrados: a entrada da estação do Pão de Açúcar, próximo a uma sorveteria existente no local. Eu e minha mãe ficamos mais de uma hora procurando por uma caixa, conforme estava escrito no regulamento. Dentro de tal caixa representativa da câmera, eu encontraria um número de telefone de discagem gratuita, para onde deveria ligar comunicando que tinha achado o prêmio.

Primeiro foram alguns freqüentadores que me perguntaram se eu tinha perdido alguma coisa. Normal. Aí veio o segurança. Expliquei que se tratava de uma gincana e que eu deveria encontrar uma caixa escondida ali. Ele estranhou. Não tinha sido comunicado que haveria qualquer tipo de promoção por ali. “Ah, mas ele não poderia falar nada! Não ia te dizer que sabia da história!” Pois é. Se ele soubesse que algo iria acontecer ali, mesmo não sabendo exatamente o quê, ele simplesmente não teria falado nada. Isto prova que a Caminhos Aéreos Pão de Açúcar não sabia que dentro de suas dependências iria ocorrer uma ação promocional de uma empresa privada. A dona da sorveteria também estranhou minha presença, disse que não tinha sido comunicada de nada e até me ajudou a procurar. Com frio e debaixo de chuva, desistimos.

Encontre o X - DowntownPor insistência da minha mãe, seguimos para o shopping Downtown, na Barra da Tijuca. Deixamos o Posto 9 de Ipanema de lado devido à chuva e ao frio que fazia especialmente na orla carioca. Chegamos ao shopping antes do meio-dia e as lojas estavam fechadas. Pensei, então, que não poderia estar dentro delas, pois se a última pista já estava liberada o vale-brinde deveria obrigatoriamente já estar escondido. Mexi na lixeira que aparecia em duas dicas em forma de fotos. Tentei arrastar um vaso que também aparece nas imagens e já estava fora do lugar. Impossível. Fiquei apenas meia-hora porque o sexto-sentido da minha mãe insistia em dizer que a tal caixa ainda não estava escondida. Mãe é mãe e não se discute. 

Ao chegar em casa, encontro a confusão já armada na internet. Em Salvador, uma menina viu o rapaz da equipe de produção chegando com um… X de acrílico na cor verde e com um papel pendurado onde constava o número a ser discado! Algo bem diferente de uma caixa com um número de telefone dentro. Dois rapazes viram a pessoa da equipe chegando, mas a tal menina perguntou se ele estava com a “suposta caixa” e ele não apenas confirmou como entregou o X de mão beijada a ela. Ou seja: a menina não encontrou o X. Encontrou um membro da produção que lhe deu o X.

Aqui no Rio, uma outra participante ficou nada menos do que 5h no Downtown vasculhando tudo. Perto de ir embora, viu uma turma de dez promotores chegando. Acreditem: eles insistiram em dizer que não sabiam que ali era o local onde uma das câmeras seria encontrada! Disseram que estavam ali paenas para “panfletar”. An-hã. Diante das argumentações da participante, que dizia ser impossível ter uma caixa por ali, um dos produtores disse que podia estar colado em algum lugar, como se fosse um adesivo. “Não, o regulamento diz que é uma caixa!”. Mesmo diante do “Não vai embora agora, não. Procura mais um pouco”, a participante jogou a toalha.

A Bullet respondeu às reclamações dizendo que houve problemas, sim, mas que o regulamento dizia que as câmeras seriam escondidas em dias e horários aleatórios. Mentira. Isto não consta do regulamento original, que eu, escolada, copiei no domingo. Fiz questão de fazer o download de todo o conteúdo da página para me previnir. Ontem, a empresa alterou o regulamento, acrescentando a informação em negrito abaixo a um item já existente:

2.1.2 Essas câmeras serão representadas, nesses locais, por uma embalagem/caixa (representada por um X de acrílico escrito “você achou”) que conterá somente as instruções para seu recebimento.

Como vocês podem ver, a emenda ficou pior que o soneto. A câmera é representada por uma caixa que é representada por um X. Não se deral nem ao trabalho de reescrever o texto. Nos demais itens continua a informação de que o objeto a ser encontrado seria uma caixa.

Mandei um email para a Olypus, com cópia para a Bullet. A agência não respondeu aos meus questionamentos sobre o fato de não ser uma caixa, conforme escrito regulamento. Diz apenas que o mesmo foi aprovado pela Caixa Econômica Federal em Brasília. Ora, até aí, nada! A questão é que a ação não foi realizada conforme o que foi apresentado à CEF. Já a Olympus foi pior. Respondeu-me o seguinte:

Prezado Cliente,
Nós o valorizamos como cliente e apreciamos a oportunidade de ajudá-lo nessa situação.
Sugerimos que envie seu produto para um dos nossos centros de serviços autorizados:

Em seguida, NOVE endereços de assistências técnicas e mais instruções de como enviar a CÂMERA que eu não achei para o reparo. Depois desta, vi que comunicação com os clientes não é mesmo o forte da empresa.

 

 

Comments
8 Comments »
Categories
Bla, bla, bla
Tags
ação, Bullet, câmera digital, Downtown, Encontre o X, Olympus, promoção, Rio, Urca
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

Ele

Patricia Haddad | Mon, 04 August, 2008 | 01:54 PM

Capa do livro "Ele Maluf, trajetória da audácia"Há poucos dias, chegou às minhas mãos o livro Ele – Maluf, trajetória da audácia. Segundo o autor, Tão Gomes Pinto, não se trata exatamente de uma biografia, mas de um relato da vida política de Paulo Salim Maluf. A informação está lá na contracapa e eu acreditei. Deveria ser interessante relembrar todas as peripécias de Maluf como prefeito, deputado, como homem definitivamente público.

O livro não é um relato. Passa longe disso. O texto quase me fez cair em lágrimas e pedir desculpas ao “turco” por tudo de ruim que já pensei sobre ele. Afinal, ele é um perseguido, um coitado. Nasceu em família rica, estudou em bons colégios e sempre quis fazer algo pelo povo ao estilo de o bom samaritano. Este é o perfil traçado ao longo do livro, mas que comigo não colou.

O que não se pode negar é que a história de Maluf de fato se confunde com a de São Paulo e até com a do Brasil. Foi presidente da Caixa Econômica Federal, espalhou obras pela maior capital do país, chegou ao congresso nacional. Tudo o que ele fez foi importantíssimo, útil, necessário. Pelo menos é nisso que o livro quer que acreditemos. Até o aeroporto de Guarulhos devemos a ele!

Apesar do que possa parecer até aqui, gostei do livro. Chega a ser engraçado! Não tem como não rir das histórias de perseguição que incluem cenas dignas de comédia pastelão. Eu quase pude ver Franco Montoro abrindo buracos na Rodovia dos Trabalhadores (pág. 101)! Também foi bom ler um pouco mais sobre a influência do quarto poder na história do país, especialmente na década de 60. O Estadão já era Estadão desde priscas eras.

Claro que não posso acreditar em tudo o que li. Afinal, trata-se de um livro chapa-branca. Tão Gomes Pinto não foi isento, nem sei se o pretendia ser. No entanto, isso não foi o que mais me incomodou. Pior mesmo é o tom “modéstia a parte” que o autor imprime na apresentação do livro. Para mim, se o livro era sobre o Maluf não deveria haver espaço para auto-promoções. Mas há, enfim. E, claro, se foi narrado por Maluf não podia menos megalômano.

Confesso que foi difícil escrever esta minha opinião. Ao longo da leitura, fiz anotações que fugiram totalmente ao objetivo. Em vez de escrever sobre o livro, escrevi sobre a Maluf e a história do Brasil em si. Nada será perdido. Em breve, transformo tudo em outro post. Por enquanto, deixo vocês com uma certeza: Maluf é, de fato, uma figura atraente – para o bem e para o mal. E justamente por isso vou premiar um dos leitores com um exemplar gentilmente cedido pela Ediouro. Deixe um comentário dizendo por que você quer tanto ler a história de Maluf. Seja criativo e educado, por favor! Quero respostas bacanas, divertidas e que me convençam!

* * *

Ele Maluf, trajetória da audácia

Número de páginas: 236

Preço: de R$24,30 a R$36,60.

* * *

RESULTADO!!!!!

Antes de mais nada, quero agradecer a participação de todos. Não foi nada fácil escolher um vencedor. O número de participações me surpreendeu muito. Afinal, esta foi a primeira (de muitas, espero!) promoção realizada pelo S.O.B.R.E.T.U.D.O, em parceria com a Ediouro. Os comentários foram todos bacanas, muitos mereciam mesmo o livro, mas eu só tinha um para dar. A sorte foi que devido ao sucesso, e para incentivar as futuras participações, a Ediouro resolveu liberar mais um exemplar! Então, tive que escolher 2 participantes dentre os vários que, na minha opinião, empataram. Após algumas análises, os premiados foram o Flávio e a Irene (entrarei em contato com vocês).

Parabéns a todos de qualquer maneira. E fiquem ligados porque ainda esta semana sai outra promoção!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Comments
46 Comments »
Categories
Cultura
Tags
Ele, livro, Maluf, promoção, trajetória da audácia
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

  • Página 2 de 2
  •   <
  • 1
  • 2










View blog authority

PageRank Checking Icon

Archives

Categories



rss Comments rss valid xhtml 1.1 design by jide powered by Wordpress get firefox