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Descaso do metrô do Rio

Patricia Haddad | Fri, 19 December, 2008 | 08:24 AM

O que eu vou contar aqui não é novidade e pode até parecer uma coisa boba diante de tantos problemas que ocorrem diariamente nos meios de transporte do Rio. No entanto, não posso ficar calada. Se a gente não se acostumar a denunciar os absurdos que as concessionárias cometem nunca teremos um bom serviço à nossa disposição.

Quarta-feira, dia 17, cheguei no embarque da Linha 2 do metrô no Estácio pouco antes das 18h. Para quem não conhece, esta é uma estação terminal com duas plataformas, chamadas A e B. Como os trens devem chegar sempre em lados alternados e já havia uma composição parada no lado A fui para o lado B. Uns cinco minutos depois, chega outro trem e, sabe-se lá porquê, vai para o lado A, de onde tinha partido o último.

Bochicho para cá, reclamação para lá, gente chateada por todos os lados. Como eu estava já bem na direção de onde abriria a porta de um carro, e havia uma multidão atrás de mim, permaneci ali enquanto uma horda voou para o outro lado. Não havia de ser nada. Mais cinco minutinhos e eu seria empurrada para dentro de uma composição.

Aquele segundo trem foi embora e eu continuei ali na plataforma B até que ouvi nova composição chegando. E para onde ela foi? Para o outro lado, claro. Aí a chiadeira foi maior. Afinal, já era, pelo menos, a terceira vez que o embarque só ocorria na plataforma A sem que qualquer satisfação nos fosse dada.

Já eram quase 18h15 quando o sistema de som anuncia: “Prezados passageiros, temporariamente estamos operando apenas na plataforma A.” POMBAS! Só então avisaram? Subi nas tamancas e fui atrás de algum daqueles fiscais que, curiosamente, sempre somem na hora do rush. Quando finalmente encontrei um, adivinhem o que aconteceu? Chegou um trem na plataforma B!

Vou recapitular porque o caso é confuso mesmo. Sem qualquer aviso, pelo menos três composições pararam na plataforma A. Somente depois o sistema de som avisou que, de fato, apenas este lado estava funcionando. Assim que toda a multidão se aglomerou então no lado A, chegou um metrô no lado B. Sabem bolinha de pingue-pongue, que pula de um lado para o outro? Pois é.

Este mesmíssimo fato já me ocorreu outras vezes e duvido que não se repita dia sim, outro também. Como tudo na vida tem um limite, resolvi fazer uma reclamação. Consegui o telefone do Metrô Rio (0800 595 1111), mas, na contramão do século XXI, o serviço de atendimento aos usuários não recebe ligações de telefones celulares. Fantástico.

Com o sangue fervendo pelo descaso, encontrei alguns centímetros cúbicos disponíveis em um carro e segui, com muita raiva, para casa. Desisti de ligar do telefone fixo porque este tipo de reclamação não funciona mais – ou o metrô não seria do jeito que é. Preferi expor aqui esse pequeno acontecimento e espalhar para quem puder que o METRÔ DO RIO É PÉSSIMO EM TODOS OS ASPECTOS – EU DISSE T-O-D-O-S.

E você? Tem alguma reclamação a fazer também? Utilize os comentários e bote a boca no trombone. Vamos deixar bem claro aqui como a concessionária Metrô Rio trata seus passageiros. Quem sabe assim um dia eles acordam.

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Cotidiano
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metrô, Metrô Rio, péssimo atendimento, qualidade, transporte público
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Twitteroculto

Patricia Haddad | Mon, 15 December, 2008 | 06:47 PM

Galera no Twitteroculto

Depois do Sou+Web, que está neste post aqui embaixo, aconteceu o Twitteroculto na praça de alimentação do Botafogo Praia Shopping. A adesão à brincadeira foi grande e fiquei muito contente de ver tanta gente reunida lá. Tivemos duas participações “virtuais”, o que garantiu uma emoção extra. O @lebravo estava dentro de um avião rumo à Argentina, mas a vontade de estar conosco era tanta que ele mandou um vídeo e me escolheu como sua twitteroculta. Sim, houve uma pequena maracutaia armada com a ajuda do @PedroCardoso e do @lesilva. Tirando esta escolha, o restante foi no bom e velho sorteio de papelzinho. Outra participação super especial foi do @oleitorvoraz, que me pediu que o representasse lá. Segue, abaixo, a ata do twitteroculto:

  • @lebravo escolheu @pathaddad
  • @pathaddad tirou @renata_lino
  • @renata_lino tirou @oleitorvoraz
  • @oleitorvoraz tirou @roneyb
  • @roneyb tirou @PedroCardoso
  • @PedroCardoso tirou @claudiaruiva
  • @claudiaruiva tirou @fimdejogo
  • @fimdejogo tirou @lebravo

Como o @lebravo já tinha dado o seu presente, a brincadeira teve que recomeçar com outro “arroba”.

  • @lesilva tirou @wallacesouza
  • @wallacesouza tirou @bigdigo
  • @bigdigo tirou @lesilva

Novamente, o círculo se fechou e outra pessoa reiniciou a entrega de presentes.

  • @_thebest_ tirou @MissMoura
  • @MissMoura tirou @LeoCabral
  • @LeoCabral tirou @Evidente
  • @Evidente tirou @brunofontes
  • @brunofontes tirou @claudiamello
  • @claudiamello tirou @_thebest_

Em breve teremos os vídeos feitos pelo Bruno Fontes e os meus também. As fotos já podem ser vistas no Flickr.

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Sou+Web #4

Patricia Haddad | Mon, 15 December, 2008 | 07:51 AM

O tema da quarta e última edição do ano do Sou+Web foi Propriedade Intelectual, Creative Commons e Cultura Livre. Pela primeira vez, participei “twittando“, ou seja, escrevendo diretamente no Twitter (e não no meu já famoso bloquinho de papel!). Isto foi possível graças ao empréstimo do Aspire One (netbook, ou mini notebook) pelo Leanderson (@lesilva), que por sua vez gravou as palestras em vídeo (disponíveis em breve).

O primeiro a se apresentar foi o advogado Antônio Cabral, que falou sobre a crise que atinge não exatamente a cultura, mas a sua forma de produção e distribuição. Citou sites colaborativos, como a Wikipedia e o Flickr, e abordou bastante também a questão do direito autoral. Finalmente consegui entender o que é a licença Creative Commons. Na verdade, ainda tenho dúvida sobre como os “criadores” poderão sobreviver se tudo for de uso livre, mas acho que isso é papo para outro debate.

Depois do Antônio, foi a vez de Oona Castro, coordenadora-executiva do Instituto Overmundo. Oona falou sobre a mudança de visão de grandes empresas, que estão tendo que aprender a lidar com a nova forma de se produzir e disseminar conteúdo. Um bom exemplo que ela deu de como a colaboração pode ser uma grande saída é o Tecnobrega, que movimenta milhões de reais no Pará.

Por último, tivemos Gilberto Almeida, também advogado. Uma das primeiras frases ditas por ele e que me chamou a atenção é de que a vocação do software e da cultura livre não é viver em gueto. Citou o conceito da cauda longa e, muito provavelmente para o espanto de muitos, disse que a tendência é que ela seja cada vez mais curta. Outra coisa interessante dita por ele, e que se aplica em diversos casos, é que o medo provoca uma reação muito forte de extrema proteção (no caso, de conteúdo). Recentemente houve um discussão no Twitter sobre a massificação de blogs e até mesmo do próprio Twitter e vi muita gente se declarando contra isso, numa clara demonstração de que não entenderam ainda o que é a colaboração – ou entenderam até a página 3, que é onde esse povo está.

Quase dei pulinhos quando Gilberto disse que telemarketing é intromissão. Há algum tempo venho planejando um post contra esse spam telefônico proveniente de números restritos ou que exibem apenas uma seqüência de números 1 no identificador de chamadas. A gente não tem direito de escolha, não diz “sim, quero receber ligações”, mas mesmo assim recebemos diversas chamadas a qualquer hora do dia. Insistência (e chatice), seu nome é atendente de telemarketing.

Durante as considerações finais, um grande momento! Oona disse que sequer temos um marco regulatório cível para a internet e já estamos a caminho de um marco regulatório criminal com este projeto de lei do Azeredo. Segundo ela, corremos um risco muito grande se o texto for aprovado. Alguém duvida disso? Como eu já falei em posts anteriores, parece aquela piada do português que quer tirar o sofá da sala só porque pegou sua mulher sentada nele com o amante. Pensem direitinho, vocês que estão lendo este post e que sabem a quantas anda este projeto, se não estão se preocupando com a coisa errada.

Todos os tweets enviados durante esta 4ª edição do Sou+Web estão neste link, criado com o Google Docs (estou evoluindo!). As fotos estão no Flickr.

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O Quebra-Nozes

Patricia Haddad | Wed, 10 December, 2008 | 09:54 PM

Todo Natal é aquela mesma coisa em todos os shoppings do Rio, provavelmente em todos do país: junte x reais em notas fiscais e troque pelo prêmio A ou por cupons para concorrer aos prêmios B e C. Nada contra. No entanto, o Rio Sul inovou este ano e está dando de presente ARTE! Juntando R$1.200,00 em notas de compras no shopping, os clientes podem trocar por 2 ingressos para assistir à suíte do balé O Quebra-Nozes em uma estrutura armada no piso G3 do estacionamento.

Fui convidada a assistir à apresentação de ontem e pude ver os bailarinos de Teatro Municipal exibindo belas e delicadas coreografias ao som de Tchaikovsky. Os figurinos coloridos prendem a atenção até das crianças, normalmente inquietas em espetáculos assim. Foi um espetáculo muito bacana e que aproxima as pessoas um pouco mais de uma arte que não recebe a devida valorização no Brasil.

Além do balé em si, há uma belíssima exposição com personagens e cenários montada também no G3, onde há uma academia de ginástica e dois restaurantes. Com um detalhe: o acesso é livre! Ou seja: quem não conseguir juntar as notas para trocar pelos ingressos pode, ao menos, apreciar um pouco da história do Quebra-Nozes por meio do riquíssimo trabalho exposto.

As fotos oficiais do espetáculo O Quebra-Nozes podem ser conferidas neste link.

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Um espetáculo nada rebelde

Patricia Haddad | Tue, 09 December, 2008 | 02:55 PM

A Noviça RebeldeFui assistir ao espetáculo A Noviça Rebelde no último domingo. Já sabia se tratar de uma super produção, assinada nada menos do que pela dupla Cláudio Botelho e Charles Möeller. Portanto, já esperava ver uma bela apresentação. No entanto, o que acabei vendo foi algo muito, muito além do fantástico.

Não sei por onde começar. Figurinos, vozes, cenário, tudo está em perfeita harmonia. Os atores – todos, sem exceção – estão excepcionais em seus papéis. Apesar de gostar muito de teatro, muitas vezes asisto peças e acho que as interpretações são um pouco over. Em A Noviça Rebelde até mesmo as crianças são extremamente naturais. E quando digo naturais, quero dizer que em nenhum momento vi mini-adultos interpretando ou falando de forma nitidamente decorada. Vi crianças mesmo, agindo como agem normalmente, falando como todos nós falamos.

Para completar, não há um passo a mais para um lado, uma nota fora do tom, uma fala inaudível. Nada. Não há uma entrada na hora errada, uma deixa esquecida no vácuo. Por diversas vezes fiquei arrepiada com as músicas, com o canto. O talento de todos eles é de se aplaudir longamente. Se eu chorei? Ha! Perguntinha de resposta mais fácil esta… Para quem sempre gostou de teatro e sempre considerou todas as formas de arte ítens essenciais ao ser humano, o que vi neste domingo foi de tirar o fôlego.

BastidoresAo visitar o backstage durante o intervalo, pude ver quanta gente está envolvida no projeto. Todo o cuidado com o belíssimo cenário, com os atores e com as roupas deve ter um custo altíssimo, o que explica o alto valor dos ingressos. Por isso, iniciativas como o Teatro para Todos são importantíssimas. Apoios de empresas também são muito bem-vindos, tanto subsidiando parte do espetáculo para que o ingresso seja mais barato, como realizando sorteios de ingressos. Só assim uma parte da população pode ter acesso a uma produção tão magnífica, tão enriquecedora quanto A Noviça Rebelde.

Deixo aqui a minha recomendação: quem tiver a oportunidade de ir, VÁ! Não perca em hipótese alguma. E, uma vez lá, preste atenção em cada detalhe, em cada música, em cada cena. Admire os cenários e os figurinos e delicie-se com uma bela demonstração de que não deixamos nada a dever aos musicais da Broadway. Temos tudo aqui para montarmos espetáculos da mais alta categoria – de diretores a produtores, passando por cenógrafos e, claro, os atores. Só falta achar uma forma de se facilitar o acesso a quem, normalmente, mal tem dinheiro para um cinema.

Mais fotos aqui.

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A Noviça Rebelde, musical, Teatro, Von Trapp
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1º ETI – Sucesso!!!

Patricia Haddad | Tue, 02 December, 2008 | 08:39 PM

Passamos a última semana no Twitter fazendo contagem regressiva para o último dia 29. Era um tal de “está preparado?” para cá,  “e aí, tudo pronto para sábado?” para lá, não se falava em outra coisa. Confesso que cheguei a achar que estávamos exagerando na expectativa. Engano meu. Este primeiro Encontro de TI (Tecnologia da Informação), organizado pela Arteccom, foi um sucesso total!

A primeira palestra foi do Guilherme Chapiewski, da Globo.com. O tema era “Linguagens: quais são as mais requisitadas pelas grandes empresas e o valor das formações/certificações”. Guilherme deixou claro que não existe uma única ferramenta ideal. Cada cliente, cada caso vai exigir uma liguagem diferente. E, por isso mesmo, é difícil prever o futuro e saber o que vai estar na moda daqui a alguns anos. Ruby on Rails e Python, por exemplo, tinham caído no esquecimento e voltaram à moda. Enquanto isso, segundo uma edição de dezembro de 2007 da revista InfoWorld, Java está se tornando o novo Cobol, ou seja, algo para (quase) ser esquecido.

A apresentação de Chapiewski foi bem técnica, totalmente fora da minha área de atuação. Mas, acreditem: eu gostei muito de ouvi-lo falar a aproveitei muita coisa. É sempre bom quando a gente ouve alguém bem diferente da gente, que nem conhecíamos, falar algo que, instintivamente já sabíamos. Foi o caso. Quando Guilherme falou que temos que ser multidisciplinar eu quase dei pulinhos. Sempre acreditei que o bom profissional de hoje não pode se limitar à sua área de atuação. Conhecimentos que, teoricamente, nada têm a ver com sua carreira podem se provar muito úteis. Ele citou o próprio caso: fez curso de fluxo de caixa para entender como funciona uma empresa e o que ele sabe sobre outras linguagens o ajudam a ser um programado Java muito melhor.

O ponto mais polêmico da palestra foi com relação a certificações. Ele, Guilherme, não dá tanta importância a isso. O famoso “quem sabe faz ao vivo” vale muito mais para ele do que um papel, que pode ser conseguido mediante uma boa capacidade para decorar. Perfeito. Até concordo com isso. O problema é que o número de contratantes que pensam assim hoje em dia ainda é muito pouco. A grande maioria quer pós-graduações, cursos de extensão e outras variantes. Quem até tem vontade de conquistar outros títulos, mas não tem condiçõe$$$, tá cortando um dobrado.

No fim da palestra, Guilherme abriu um espaço para perguntas e a primeira foi logo “qual a linguagem do futuro?” Canário belga, como diria o Dulcetti! Que parte de “não é possível prever o futuro” a criatura não tinha entendido? Se até eu que acho que Python está mais para nome de cobra do que para linguagem de programação entendi que Java está virando o novo Cobol, como é que uma pessoa da área de TI me faz uma pergunta dessa? Vai entender…

A segunda apresentação foi um debate sobre “CMS livres: WordPress x Joomla! x Drupal”. CMS, para quem não sabe, é content management system, ou sistema de gerenciamento de conteúdo. Guilherme Aguiar, que trabalha no Ministério da Cultura, defendeu o WordPress, que é usado no portal do ministério. Ricardo Accioly, da Noix, falou sobre as qualidades do Joomla!. E por último tivemos a apresentação sobre Drupal, feita pelo Paulino Michelazzo, da Fábrica Livre. No final, perguntas sobre os prós e os contras de cada sistema e quais as melhores aplicações para cada um deles.

Na volta do almoço tinha a palestra sobre Google Analytics com o Gustavo Loureiro, mas acabei preferindo assistir à oficina ministrada pelo Bruno Dulcetti. Saí com uma certeza: como eu queria fazer um curso de PHP! Tá, a internet está cheia de tutoriais e muita gente aprende tudo sozinha. Eu sou do tipo que adora um curso e que não tem muita vocação para ser auto-didata. Essa vontade de fazer cursos só aumentou com a última palestra, ministrada por Everaldo Bechara sobre padrões W3C. Cabeça deu nó. Torci muito para ganhar a bolsa de estudos da iLearn no final, ou mesmo do InfNet, mas não rolou. Snif.

As fotos – muitas! – deste evento tão bacana estão no Flickr. E quem tiver escrito sobre o 1º Encontro de TI deixa um comentário que eu coloco o link aqui.

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1º ETI, Arteccom, Encontro de TI, ETI
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