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Boa surpresa

Patricia Haddad | Fri, 29 May, 2009 | 09:42 AM

Era para ter sido apenas mais uma quarta-feira, com a diiferença de que eu não teria aula na pós. Era. Não foi. No meio da tarde chegou um email, assim, de repente, como chegam todos os emails. Era do Marcus Gasparian, da Livraria Argumento. John Pizzarelli ia fazer mais um pocket show lá naquela noite. Oi?

Marcus tinha encontrado meu post falando da apresentação do ano passado e teve a delicadeza de me avisar. Não pensei duas vezes! Ouvir o John Pizzarelli de pertinho, naquele clima gostoso, cercada de livros, é oportunidade única. Quem me conhece, sabe que não resisto a livrarias e que gosto muito de jazz (embora continue não entendendo nada do assunto – apenas gosto do som). Portanto, combinação perfeita.

A apresentação desta vez foi mais curta e eu fiz apenas duas fotos durante o show. Preferi curtir mais as músicas e o bom humor de sempre do John. Vou te contar, que artista simpático! No final, claro, fui falar com ele. Dei uma de tiete mesmo, pedi um autógrafo e uma foto. Voltei para casa feliz, com um sorriso nos lábios, muitas lembranças na cabeça e um gostinho de quero mais.

Mais uma vez, meu muito obrigada ao Marcus pela gentileza de ter me avisado do show!

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jazz, John Pizzarelli, Livraria Argumento
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Mais motivos

Patricia Haddad | Fri, 22 May, 2009 | 09:09 AM

Todo mundo já sabe que não apoio a realização dos Jogos Olímpicos de 2016 aqui no Rio de Janeiro por diversos motivos. Nest post tem algumas explicações. Abaixo, mostro apenas mais algumas razões pelas quais defendo Rio 2016 NÃO.

* * *

O aumento do número de vôos no Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio, está causando transtornos aos próprios passageiros. As filas de espera para o embarque chegam a demorar mais de 50 minutos. São poucos guichês para atendimento e o número de funcionários é insuficiente para dar conta …Expandirda demanda. Os problemas, no entanto, ocorrem do lado de fora também. A fila para entrar no estacionamento é sempre longa e encontrar uma vaga é, muitas vezes, difícil. Os passageiros também reclamam do abandono da praça em frente ao terminal, que tem lixo espalhado por vários pontos, além de moradores de rua.

* * *

A demora para a realização de certos procedimentos por parte do Hospital Getúlio Vargas, na Penha, zona norte do Rio, impediu a captação dos órgãos da dona de casa Magali Gomes Grangeão, de 59 anos. A senhora, que desejava doar todos os seus órgãos, teve um aneurisma na noite do último domingo e sua morte cerebral foi constata na segunda-feira, por volta das 12h. O protocolo determina que um novo exame seja feito após 6 horas para confirmar a morte, mas o HGV só o realizou mais de 12 horas depois. Resultado: apenas as córneas puderam ser aproveitadas. Enquanto isso, vejam a situação das listas de espera por órgãos só no estado do Rio, de acordo com a lista divulgada em abril pela Secretaria de estado de Saúde:

  • Córnea – 3.344
  • Coração – 9
  • Pulmão – 4
  • Fígado – 810
  • Pâncreas – 5
  • Rim – 3.556
  • Rim/pâncreas juntos – 25

Rio 2016? Não, obrigada.

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Release Viradão Carioca

Patricia Haddad | Wed, 20 May, 2009 | 03:45 PM

Reproduzo, abaixo, o release oficial do Viradão Carioca para saciar um pouco a curiosidade do povo!

SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA PROMOVE PRIMEIRO ‘VIRADÃO CARIOCA’,

COM MAIS DE 48 HORAS DE PROGRAMAÇÃO ESPALHADAS POR TODA A CIDADE

Pela primeira vez, o Rio de Janeiro será palco de um grande evento multicultural com 48 horas seguidas de intensa programação gratuita ou a preços populares. Criado e coordenado pela Prefeitura do Rio, através da Secretaria Municipal de Cultura, o Viradão Carioca ocupará diversos pontos da cidade – entre praças, ruas, teatros, cinemas, bibliotecas, lonas e centros culturais – com shows, peças, concertos, exposições, leituras, performances, filmes, literatura e circo, entre os dias 5, 6 e 7 de junho. O Viradão tem apoio institucional da Globo Rio e a parceria do Sistema Globo de Rádio e da Infoglobo.

Boa parte dos cerca de 300 eventos programados acontecerá em locais abertos, como os quatro “palcões” os na Praça Quinze, Santa Cruz, Madureira e Cidade do Samba. Ou ainda nos palcos itinerantes – Viramóvel e Palco sobre rodas – que passarão por bairros como Campo Grande, Pavuna, Méier, Bangu e Leme. A programação ao ar livre se espalha ainda por ruas e praças, como a Rua do Mercado, Praça Tiradentes, Praça do Méier, Praça Afonso Pena, Praia de Copacabana, Lapa, Viaduto de Madureira, entre outros. “A rua é a grande vocação do carioca, que não gosta de praça vazia. O Viradão mostra uma meta da nossa gestão, que é fazer da cultura uma forma de reflexão e transformação da cidade. Nosso lema é a cultura como um direito à cidade e ocupar a rua e os espaços públicos é um passo em direção a isso”, diz a secretária de Cultura, Jandira Feghali.

As atrações especialmente programadas para o ‘Viradão’ serão gratuitas ou com preços populares. Mas toda a cidade vai ser convidada a se mobilizar para o evento, incluindo atrações por adesão.

PALCOS TEMÁTICOS

Cada um dos quatro palcos principais terá um perfil temático que norteará a programação dentro de um conceito específico. As Lonas Culturais da Prefeitura, espalhadas pela Zona Norte e a Zona Oeste, também serão temáticas. A ideia do nome ‘Viradão’ é não só a de ‘virar’ duas noites com programação ininterrupta mas ‘virar’ a cidade culturalmente, apresentando ao público da Zona Sul, eventos e artistas da Zona Norte; ou da Zona Oeste no Centro.

Assim, o palco da Praça Quinze – onde o ‘Viradão Carioca’ começa, no dia 5, sexta-feira, às 21h, com shows de Dudu Nobre, MartNália e “virada” com Marlboro e outros DJs – terá como tema ‘O Rio de Janeiro, fevereiro e março’, e receberá a típica música carioca, do samba ao funk, do pop à MPB.

No palco de Santa Cruz serão celebrados ‘Maestros Soberanos’ de ontem e hoje, como Tom Jobim, Nelson Cavaquinho e Heitor Villa-Lobos.

Na quadra da Portela, em Madureira, o palco ‘No reino de Luiz Gonzaga’ leva para a terra do samba os ritmos nordestinos, com apresentações de grandes nomes da MPB e grupos de forró.

O quarto grande palco será erguido na Cidade do Samba que, pela primeira vez, receberá atrações que não são unicamente ligadas ao Carnaval. Com o tema ‘Outros sambas’, o palco vai mostrar como o ritmo se misturou a outras invenções musicais.

PRAÇA TIRADENTES E SÃO CRISTÓVÃO NO ROTEIRO

O entorno da Praça Tiradentes se transformará no Pólo Contemporâneo Tiradentes, com shows, musicais, exposições e performances. A programação inclui o Teatro Municipal Carlos Gomes – que além de sua programação regular sediará um grande show de MPB e a abertura do Ciclo de Leituras Nelson Rodrigues – e o Teatro João Caetano, da rede estadual de teatros, que sedia o festival de música ‘Rio Follie Journée’. No sábado, às 11h será montada na Praça Tiradentes uma exposição de grandes artistas plásticos contemporâneos, coordenada pela Gentil Carioca, galeria de Ernesto Neto, Marcio Botner e Laura Lima. Em seguida, uma ‘batalha’ de DJs nas ‘juke box’ da rua Luís de Camões, nas cercanias do Centro de Artes Hélio Oiticica, vai agitar a região.

Uma outra “batalha” – a dos repentistas contra os rappers – vai animar a noite do Centro de Tradições Nordestinas, o Pavilhão de São Cristóvão. A entrada na cultura “hip hop” no Pavilhão, habituado a receber eventos ligados à cultura nordestina, como a festa junina que sediará também no mês de junho, espelha a troca de conceitos proposta pelo Viradão para cada espaço.

Os equipamentos culturais da Prefeitura vão estar todos tomados pelo Viradão: no Planetário, na Gávea, leituras literárias e teatrais com grandes nomes da TV e do teatro vão se misturar a um show ao ar livre, tendo a cúpula da instituição como pano de fundo. No Castelinho do Flamengo, projeções na fachada vão celebrar as imagens que fizeram a história do Rio, pertencentes ao Arquivo da Cidade. No Parque das Ruínas, as VJ Nights vão transformar a área ao ar livre em pista de dança, com vista privilegiada da cidade. Na Tijuca, o Centro Coreográfico terá programação intensa, que vai se espalhar pelos palcos da cidade itinerantes da cidade com grupos como Cia Urbana de Dança ou a Arquitetura do Movimento. No Centro de Referência da Música, o roteiro inclui a exibição de “Contratempo”, filme de Malu Mader, com a presença da atriz para um debate.

CINEMA NA PRAÇA, ORQUESTRA NA IGREJA

O projeto Cinema na Praça vai se espalhar por várias regiões da cidade. O roteiro de cinema inclui ainda as salas de exibição da Riofilme, caso do Cine Glória, no Memorial Getúlio Vargas, que vai virar a noite com sessões consecutivas de cinema, até o raiar do dia. Em uma parceria com o evento, o Grupo Estação também vai realizar uma Super Maratona no Odeon, convidando os cinéfilos a abrir mão da noite de sono.

A Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) vai dar dois concertos gratuitos na Igreja da Candelária, lembrando com “A criação” os 200 anos da morte de Haydn. Grandes nomes do teatro e da literatura serão celebrados nas bibliotecas municipais e nos centros culturais. O Ciclo de Leituras Nelson Rodrigues, criado em parceria com a Globo Rio, começa com um “corujão” – a sessão de 23h de sexta-feira no Carlos Gomes – e se distribui em outros teatros da Rede Municipal e nas Lonas Culturais, com grandes atores da Rede Globo revisitando os episódios de “A vida como ela é”.

A RUA PARA TODOS

A festa continua na rua, o grande palco do ‘Viradão Carioca’. O bloco Cordão do Boitatá, famoso por seu desfile no domingo de carnaval, na Praça Quinze, ocupará a região em dose dupla: no sábado, coordena na Rua do Mercado um Arraial para Santo Antônio, primeiro santo junino, com a presença do Rio Maracatu e da cantora Clara Becker e barraquinhas de quitutes. No domingo, às 8h, faz a Alvorada com o Boitatá no Palcão Praça Quinze.

No Méier e na Praça Afonso Penna, na Tijuca, “estátuas vivas” vão mostrar para o público passante um pouco da obra de Rodin e Camille Claudel, numa homenagem ao Ano da França no Brasil. Os monumentos arquitetônicos franceses serão o tema do concurso de escultura de areia que vai se realizar na Praia de Copacabana.

No domingo, a orla se agita com dois desfiles: no primeiro, as bandas da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e dos fuzileiros navais se reúne para um grande concerto no Forte de Copacabana, depois de marcharem ao lado do público. Depois dos militares, é a vez dos grupos artísticos formados pelas Lonas Culturais da periferia mostrarem seus trabalhos para os banhistas. Oficinas com a bateria e a bateria mirim do Império Serrano vão ser oferecidas no Bairro Peixoto e no Parque da Catacumba. “A ocupação da rua vai dar o tom da nossa gestão. O ‘Viradão’ é um cartão de visitas”, explica Jandira Feghali.

Viradão Carioca no Twitter: @viradaocarioca

Outras informações pelo email viradaocarioca arroba gmail ponto com

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Cartas Entre Amigos

Patricia Haddad | Tue, 19 May, 2009 | 11:17 PM

Qual foi a última vez que você escreveu uma carta? Aliás, qual foi a última vez que você usou papel e caneta para registrar um fato, uma ideia? Não, recadinho para alguém dizendo “fulano ligou” não vale. Pergunto qual foi a última vez que você, que está lendo este post agora, dedicou-se a escrever um texto usando papel e caneta – ou lápis, tanto faz. Anos, não é mesmo?

Lembro que já tive o hobby de escrever cartas, lá pelo fim da adolescência. Correspondi-me por algum tempo com uma americana e escrevia as cartas em forma de diário durante alguns dias. Contava das coisas que aconteciam aqui, o que passava na tv, as diversões de fim de semana. Era uma delícia caprichar na caligrafia, prestar atenção para não errar e ter que rasurar. Demorava até meu envelope chegar lá, assim como demorava para o dela chegar.

Veio a internet. Email. Poucas palavras rapidamente digitadas, erros deletados, envio instantâneo em tempo real. E lá se foi aquele encantamento. Ok. Reconheço que há emails e emails. Eu mesma já escrevi verdadeiros capítulos de livro. Mas, no geral, as mensagens de correio eletrônico são curtas, escritas com muitas abreviações. Vc sabe do q tô falando e tb deve escrever assim.

O educador Gabriel Chalita e o padre Fábio de Melo são amigos. Ambos com currículo invejável, capazes de pensar sobre a vida atual de forma densa, mas, ao mesmo tempo, simples. Queriam escrever juntos um livro sobre os medos contemporâneos que afligem o homem: morte, solidão, fracasso, paixão. E decidiram fazer isso de uma forma singela: trocando cartas!

Em 18 correspondências trocadas, Gabriel e padre Fábio abordaram suas inquietações e visões sobre o mundo em que vivemos. O resultado foi Cartas Entre Amigos, um livro de 240 páginas, lançado aqui no Rio no último dia 14 na Academia Brasileira de Letras. Centenas de pessoas foram prestigiar a nova obra dos autores e pegar um autógrafo também, claro. Devido à quantidade de pessoas, o processo acabou sendo um tanto automatizado e rápido. Poucos tiveram o privilégio de trocar uma palavra com eles – e eu NÃO fui uma delas. Uma pena.

O fato mais curioso foi a reação da estudante Ana Beatriz, de 19 anos. Acompanhada das amigas Fernanda, de 15 anos, e Camila, de 16, a moça que frequenta a paróquia de São Sebastião, em Itaipu, Niterói, ficou extremamente emocionada ao ver o padre Fábio de Melo. Caiu no choro. Há mais de um mês ela aguardava o dia em que poderia vê-lo de perto. “Ele é simples, apesar de toda a fama. É inteligente e sensível. Sempre arranja soluções simples para os problemas. Na verdade, não resolve os problemas em si, mas dá palavra de consolo.“

Ana conheceu o trabalho do padre há pouco tempo, por meio da Canção Nova. Reconhece que a beleza e o fato do padre ser jovem atraem muita gente. No entanto, ela acredita que quando se conhece o padre Fábio mais de perto é possível perceber que ele não é apenas uma imagem bonita. No próximo sábado, dia 23, Ana estará no Canecão para apreciar o trabalho como cantor do padre Fábio de Melo.

Mais fotos minhas aqui e do Bruno (“o fotógrafo”) aqui.

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Olímpiadas? Já temos!

Patricia Haddad | Fri, 01 May, 2009 | 11:50 PM

O COI, Comitê Olímpico Internacional, está há uns três dias no Rio para avaliar a cidade, candidata a sede das Olimpíadas de 2016. A maior parte do tempo os integrantes do COI passaram trancafiados nas suntuosas instalações do Copacabana Palace. Mas, hoje parece que saíram para fazer algumas visitas. Hoje, feriado, trânsito livre e povo pelas ruas em festas promovidas por emissoras de tv.

Nunca escondi que sou contra a realização dos jogos olímpicos aqui no Rio. Já escrevi sobre isso em 10 de agosto do ano passado e ainda fiz mais um comentário em 24 de setembro. Falando como brasileira, que ama seu país, e como carioca, que acha a cidade linda, é claro que eu acharia gostaria muito que um evento desta magnitude fosse realizado aqui. Mas, eu tenho bom senso. E, definitivamente, nós não temos condições de sediar coisa alguma.

Aliás, para falar a verdade, nós até já vivemos em uma olimpíada. Corrida com obstáculos, pulando buracos em calçadas e ruas; maratona atrás de atendimento médico; 100 metros rasos fugindo de assaltantes; canoagem quando chove; tiro ao alvo, praticado por criminosos que não têm paciência para esperar suas vítimas saírem do carro; arremesso de multas a torto e direito;  arremesso de gente, também, por carros que não respeitam os sinais (e a guarda municipal não está nem aí para isso*); ginástica para encontrar vagas em escolas públicas. Tenho certeza de que com mais uns 5 minutos eu completo a lista de jogos olímpicos que já praticamos aqui diariamente.

Por essas e outras é que não posso apoiar esta candidatura. Rio 2016: tô fora. É tudo uma farsa, uma politicagem de dar nojo. No site do Ministério dos Esportes, por exemplo, há uma bela enquete, que na verdade nem se pode chamar de enquete. Existe apenas a opção de você dizer “sim” para o Rio 2016. Fosse uma campanha séria, com o objetivo de realmente saber a opinião pública, haveria também a possibilidade de respondermos “não”. Mais manipulador, impossível.

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2016, jogos olímpicos, Olimpíadas, rio2016
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Mais um hiato

Patricia Haddad | Fri, 01 May, 2009 | 11:23 PM

Sim, passei por mais um longo intervalo sem escrever.

Sim, mais um dos meus hiatos aqui no blog.

Não, não o abandonei de vez.

Não, não houve nada.

Apenas trabalho.

Muito trabalho.

Voltei.

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