Anish Kapoor
Patricia Haddad | Tue, 29 August, 2006 | 04:22 PM
Domingo fui ao CCBB ver a exposição do artista plástico anglo-indiano Anish Kapoor. Fui mais pela curiosidade, dado o que eu tinha ouvido falar, do que por gosto. Não sou chegada a coisas meio “cabeça” e não esqueço a péssima experiência que tive em uma Bienal de Artes de São Paulo. O monte de pilhas de papéis e outras coisas sem nexo que vi no Ibirapuera me deixaram traumatizada. Só valeu mesmo pelas companhias, que eram adoráveis. Mas, se aquilo é arte, me desculpem, fico com meus desenhos do jardim de infância.
Mas, Bienal à parte, o fato é que me surpreendi. Ascension é cabeça. E Ascension é legal. Muito legal. Apesar de pequena, a mostra tem tudo para prender o vistante por bastante tempo. Experiência própria. Já fui a exposições bem maiores onde fiquei bem menos tempo. Lá, não. Só na primeira instalação devo ter ficado quase 20 minutos, observando o subir de uma fumaça aprisionada em seu próprio eixo. Isto na primeira vez que parei para observar a obra, pois ainda parei novamente, desta vez no segundo andar, para observá-la de outro ângulo. Incrivelmente, a fumaça não toma conta do espaço e segue firme, rumo à cúpula da rotunda. O tempo passa e a gente fica ali, olhando pro ar…
Além desta primeira obra, que muito justamente dá nome à exposição, há ainda nove outras instalações para se experimentar. Sim, experimentar, pois causam as mais diversas sensações nos visitantes, desde a ilusão do infinito até uma simples gargalhada. É, definitivamente, um programa imperdível e, o que é melhor: GRÁTIS.
No folder distribuído pelo CCBB, há uma parte que chama a atenção:
“…a verdadeira matéria-prima de Kapoor não é matéria, mas tempo, ou melhor, a desaceleração do tempo, invocada pelo impacto de sua arte.”
A julgar pelo tempo que fiquei admirando Ascension, os longos minutos que fiquei assistindo ao vídeo Wounds and Absent objects e todo o resto, o trecho acima citado faz todo o sentido. Tempo é algo que a gente esquece que existe quando visita esta exposição.









Fantástica oportunidade tu tiveste :).
Que pena que não posso ir ao Rio para visitar a amostra.
Cultura, é cultura. Pena que é o que mais falta neste Brasil.
Bjs
Assis