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Nova lambança

Patricia Haddad | Wed, 10 September, 2008 | 09:08 PM

Mais uma vez, o pensamento retrógrado de algumas pessoas faz a justiça brasileira meter os pés pelas mãos e tentar tirar o sofá da sala…

Estava eu ontem, dia 9 de setembro, no meio do meu programa na RPB Web, lendo o Twitter como de costume para atender aos pedidos dos coleguinhas. Eis que, de repente, começo a receber informações sobre uma nova polêmica envolvendo a internet. O problema, na verdade, tinha a ver com um site bastante badalado nos últimos tempos: o próprio Twitter!

Antes de mais nada, vamos às apresentações para os não-iniciados. Twitter é uma ferramenta de microblogging, com um quê de Orkut e, vez por outra, ares de MSN. Hein? Ok. Twitter é um site onde você cria sua conta para escrever textos de até 140 caracteres (microblogging). O objetivo original era que as pessoas dissessem o que estavam fazendo no momento, mas pelo menos aqui no Brasil o uso se diversificou bastante e até eventos importantes são cobertos por jornalistas por meio do Twitter. Depois de feito o cadastro, você adiciona, ou melhor, passa a seguir pessoas para ler o que elas escrevem e, da mesma forma, passa a ser seguido por quem se interessa pelo que você digita (Orkut). Não raro, alguns usuários contam detalhes da vida ou marcam encontros (MSN). Outra definição que li uma vez, se não me engano feita pelo @caribe, dizia mais ou menos o seguinte: “Twitter é como a sala do cafezinho, onde as pessoas se encontram para bater papo, trocar idéias e onde um da pitaco na conversa do outro.” (Ah, sim, todos os usuários têm o sinal “@” antes do nome e agora é comum as pessoas se tratarem por seus “arrobas” e não mais por seus nomes.)

Apresentação feita, passemos para a polêmica. Como qualquer rede social, ou melhor, como qualquer coisa na internet, perfis falsos se proliferam por lá. Qualquer um pode criar um email do tipo verafischer @ blablabla.com ou sergiocabral @ blebleble.com e se passar pelas figuras conhecidas. Nenhuma novidade – e só cai nessa quem quer. Da mesma forma, é muito fácil criar contas no Orkut e outros sites de relacionamentos em nome de gente conhecida. No Twitter não é diferente. Um dos usuários mais famosos é o @vitorfasano, que obviamente não é o ator, mas que diverte um bocado o pessoal. Também só acredita que os perfis famosos por lá pertencem aos próprios famosos quem quer.

Acontece que alguém teve a idéia de criar o perfil @LuizianneLins13 como se fosse a candidata do PT (por que será que não me espanto?) à prefeitura de Fortaleza. O criador não é exatamente o que podemos chamar de eleitor da moça. Ao contrário, é, provavelmente, um gaiato insatisfeito e fez isso só para provocar. Luizianne não gostou. Na verdade, deve é ter ficado mordida de raiva por não ter tido antes a brilhante idéia de usar essa fantástica ferramenta a seu favor. Vários candidatos utilizam o microblogging para se divulgar de forma sadia. Luizianne comeu mosca. O que fez a mocinha? Bateu o pezinho e exigiu a retirada do Twitter do ar. Insano? Calma que tem mais! Por mais absurdo que possa parecer, o TRE do Ceará acatou o pedido dela. Isto por si só já seria prova do total desconehcimento do mundo em que vivemos hoje, mas eles foram além. Tiraram do ar o Twitter Brasil, um blog dedicado ao Twitter, mas que nada tem a ver com ele. A história completa pode ser lida aqui.

Não foi a primeira vez que alguém – no caso, a candidata – deu claras demonstrações de despreparo para viver no século 21. Não há futuro. Ele já chegou. Ou estas pessoas pegam esse barco ou vão ficar para trás logo, logo. Ao mesmo tempo, a justiça brasileira também continua desatualizada e incapaz de resolver um problema tão anos 2000. O que tentaram fazer ontem, e ainda por cima acabaram fazendo de forma errada, foi tirar o sofá da sala como fez o português da piada depois de flagrar a esposa sentada nele aos beijos com o vizinho.

É preciso se fazer alguma coisa urgente contra essa burrice desmedida espalhada por aí. E é preciso fazer isso ONTEM.

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Bizarro, Blog, Mundo Digital, Opinião, Política
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luizianne, PT, Twitter, Twitter Brasil
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Quem foi o gênio?

Patricia Haddad | Wed, 03 September, 2008 | 08:52 PM

Brinde da UnimedA moda agora das empresas é dar lápis engraçadinhos de brinde. Este aí eu ganhei da Unimed Rio. A parte de cima faz menção ao logotipo da empresa e acabou se mostrando um verdadeiro elefante branco.

Tá certo, é um brinde, mas não é por isso que não deve ser funcional. E este não é. Reparem na localização da borrachinha no que seria o “topo” do lápis que, não custa lembrar, é de madeira (portanto, não-flexível). Impossível utilizá-la. “Ah, mas quem é que usa essa borrachinha tão pequenininha?” Não importa. Mesmo que seja de enfeite, tem que ser possível de usar, o que não é o caso aqui.

Gostaria imensamente de saber quem foi o gênio do design que bolou este lápis. É só para ter certeza que nunca irei contratar os seus serviços.

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brinde, inútil, lápis, Unimed
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Mas que dia é hoje mesmo?

Patricia Haddad | Sun, 10 September, 2006 | 10:36 AM

MegafoneAcaba de passar aqui em frente de casa um desses carros de som que fazem propaganda do comércio da região.

Entre um anúncio e outro, a musiquinha que toca (espécie de vinheta) é um Jingle Bells em ritmo de… funk!!

Meu Deus!! Natal em ritmo de pancadão? Tsc, tsc, tsc.

Mas, peraí? Natal? Que dia é hoje?

10 de setembro.

Ah, bom.

Hã?

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carro de som, funk, Jingle Bells, propaganda
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Da série “eu não sou preconceituosa” (mas tenho senso crítico)

Patricia Haddad | Sat, 02 September, 2006 | 10:10 AM

Retirado da coluna Gente Boa, Segundo Caderno do Globo, página 3:

Tsunami Gospel

Jovens evangélicos da igreja Sara Nossa Terra fazem a festa Tsunami Gospel, dia 15. As músicas vão do samba ao rock e incorporam o palavreado de cada gênero, mas com conteúdo religioso. Eis um funk: “Eu não sou cachorra/ Sou princesa do Senhor/ Já recebi a benção/ Você é meu varão (homem de Deus).”

Tirem suas próprias conclusões.

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evangélicos, funk, gospel, Sara Nossa Terra, Tsunami Gospel
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