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Sobre tudo o que vejo; sobretudo, o que me provoca…
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É só falar alô

Patricia Haddad | Fri, 06 August, 2010 | 08:57 PM

Nos dias de hoje, cada vez mais estamos sujeitos a atendimentos toscos, de péssima qualidade. Investir em treinamento parece ser sinônimo de falência para muitas empresas.

Querendo fazer uma determinada consulta no site da Caixa Econômica Federal hoje à tarde, vi que precisava de uma tal senha internet. Quem não a possui, deve usar a senha do Cartão Cidadão para criar uma. Acontece que não lembrava da minha senha do tal cartão. Liguei para o SAC: 0800-726-0101. Eram 17h40. A Cláudia me atendeu. Depois que expliquei o que precisava, ela disse que era necessário fazer a solicitação de outro cartão (mas eu só queria a senha!) e me pede para confirmar alguns dados: meu nome completo, o da minha mãe, minha data de nascimento.

- A senhora pode me confirmar seu endereço?
- Rua João da Silva, número 98, apartamento 101, Ipanema, Rio. (obviamente, meu endereço não é este)
- Ah… A senhora então não mora mais na rua João… da Silva… número 98 barra 101… (as reticências significam pausas da mocinha, que lia tudo bem devagar)
- Mas, não foi exatamente isso que te falei? Rua João da Silva, 98, apartamento 101…  (ela me cortou)
- A senhora disse apartamento, aqui está barra. Noventa-e-oito-barra-cento-e-um.

[pausa para um longo e profundo suspiro]

Eu sei que você está rindo. Eu também adoraria rir, caso isso fosse uma piada. Mas, o diálogo acima só não é idêntico porque mudei o endereço.

Muitos poderão dizer que foi uma exceção. Sim, quero crer que ninguém mais neste país desconhece o uso da barra separando o número do prédio do número do apartamento. No entanto, a história acima serve de exemplo para o péssimo atendimento que temos recebido nos chamados call centers. Os pobres atendentes são treinados à exaustão para agirem de determinada maneira, seguindo literalmente um script. Tudo funciona muito bem, desde que você, o outro ator da cena, também desempenhe seu papel a contento. O problema é quando algo sai diferente.

Experimente: na próxima vez que algum serviço de telemarketing te ligar e o coitado do outro lado perguntar “Sr/Sra fulano(a)? Tudo bem com o(a) senhor(a)?” responda um melancólico e sonoro não. É batata. Ou ele vai responder “Que bom!”, pois presume que você terá respondido “Tudo!”, ou vai se engasgar, se for um dos raros tipos que presta um mínimo de atenção na sua fala. Foi o que aconteceu hoje. A moça deve ser treinada para ir conferindo palavra por palavra quando precisar confirmar dados. Ela não é treinada para compreender a mensagem, mas para fazer um confronto. Por isso, para a atendente, “número 98, apartamento 101″ não é a mesma coisa que “98/101″.

De quem é a culpa? Da empresa – neste caso em questão, da Caixa Econômica. Ainda que o serviço seja terceirizado, a responsabilidade é da Caixa. Eu, cliente, liguei para a Caixa e esperava receber desta empresa um atendimento satisfatório. Cabe às empresas de modo geral prover as informações necessárias para que os funcionários que prestam serviços para elas consigam satisfazer as necessidades de seus clientes. Do contrário, é o nome da empresa – a marca – que estará em jogo. Pouco me importa qual empresa de telemarketing a Caixa contratou. Para mim, a Caixa tem péssimo atendimento e pronto.

Investir em treinamento, em reciclagem, não pode jamais ser encarado como custo. É, na verdade, um ganho. Funcionários bem treinados perdem menos tempo e não geram frustação nos clientes. Apesar disso, acho que muita empresa ainda acha que não precisa gastar dinheiro com isso e que basta saber falar alô e ler um script para atender seu público. Não basta. Um simples telefonema para o SAC é uma excelente oportunidade de relacionamento, e relacionamento é uma troca, é conversa, é escutar, raciocinar e decidir qual a melhor solução para o problema apresentado. Não é, portanto, um jogo de 7 erros.

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atendimento, Caixa Econômica Federal, SAC, telemarketing
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Freud explica?

Patricia Haddad | Tue, 27 July, 2010 | 11:03 PM

No início de abril, disse que estava voltando. Pois é, eu acreditei mesmo que estava voltando, mas, como vocês podem perceber, não escrevi mais nada desde então. Assunto não falta. As três esferas do governo me inspiram diariamente. E talvez seja justamente isso que tenha me afastado do blog.

Acho que me censurei. Nunca tive a pretensão de receber milhares de visitas ou me tornar pro-blogger. Esse espaço era apenas minha válvula de escape e acho que perdi um pouco da disposição em falar das coisas que me provocam. São, geralmente, assuntos polêmicos, a maioria referente à política e eu… eu acho que me censurei.

Sei que preciso voltar. Dia após dia ouço coisas e começo a imaginar o texto. E então lembro que não tenho vontade de escrever aqui. Não aconteceu nada de concreto que justifique isso. Apenas formou-se um bloqueio. E sei que não sou a única, pois já li um post em outro blog relatando a mesma coisa.

Hoje vi que preciso escrever. Reli muitos posts e senti saudade da blogueira que eu era. Sem promessas, digo que vou tentar.

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Voltando

Patricia Haddad | Thu, 08 April, 2010 | 09:48 PM

Estou voltando a blogar mais uma vez. Depois de mais um longo período de ausência, decidi que precisava voltar a escrever. Vontade eu até tinha, mas os assuntos eram tantos, e sempre com um viés tão político, que uma certa preguiça simplesmente me impedia de digitar qualquer palavra.

Escrever não é fácil. Jogar palavras em uma folha de papel ou em um post, isto sim é fácil. Dependendo do assunto a ser abordado, os cuidados com o texto precisam ser ainda maiores. O que mais tem hoje em dia é empresa e profissional que não tem o mínimo preparo para lidar com críticas, e ao primeiro sinal de opinião negativa, recorrem à justiça.

Escândalos do governo, declarações estapafúrdias do presidente, de ministros, de governadores, decisões descabidas, muita coisa me dava vontade de escrever. Ao mesmo tempo, os assuntos eram tão desgastantes que foram ficando para trás. E assim perdi a oportunidade de dar minha opinião sobre casos importantes e polêmicos.

Hoje, no entanto, decidi voltar. Os 140 caracteres do Twitter não me bastam para comentar os últimos acontecimentos. E eu sinto essa vontade de falar, de comentar, de expressar minhas opiniões. Portanto, faço nova tentativa de não abandonar este blog. Torçam para que siga em frente, caso gostem de ler meus escritos.

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2º Twestival Rio

Patricia Haddad | Thu, 03 September, 2009 | 11:19 PM

http://riodejaneiro.twestival.com

Na próxima sexta-feira, dia 11 de setembro, um monte de gente bacana vai se reunir no restaurante Estação República para participar do 2º Twestival Rio. Muitos já se conhecem pessoalmente e até convivem. Outros, só se conhecem pelos “arrobas” (o sinal de @ é usado antes do nome de usuário no Twitter). E outros ainda sequer sabem quem irão encontrar por lá. Certo é que vão comer um belo rodízio de pizza, em um local com wi-fi liberado (u-hu!), e se divertir muito. Certo é, também, que além de fazer uma social, a galera vai concorrer a muitos brindes que serão sorteados.

Ok. Tudo muito bem, mas… qual o objetivo disso tudo? Apenas se confraternizar? Não. O Twestival é um evento mundial que tem um objetivo maior: fazer o bem a alguém. Em fevereiro, na primeira edição, angariamos recursos para a Charity:Water, organização que abre poços artesianos em locais onde não há água potável. Desta vez, cada cidade participante vai ajudar uma instituição local e nós escolhemos a Sociedade Viva Cazuza. A casa abriga 22 criaças que possuem o vírus do HIV e ao contrário do que muita gente pensa, a situação financeira lá não é nada confortável.

Para contribuir com a causa basta fazer uma doação em dinheiro por meio da Vakinha, que aceita contribuições via cartão de crédito ou boleto bancário. O serviço trabalha com o sistema do PagSeguro do Uol, que nos isentou das taxas administrativas. Portanto, todo o montante depositado lá vai diretamente para a Sociedade, até porque a conta foi aberta em nome deles mesmos. Todo mundo que participar vai concorrer ao sorteio de brindes e quem ainda for no eventodo dia 11 irá concorrer a outros tantos!

Se você se interessou pela causa, divulgue para seus amigos. Se tem condições de ajudar, mas ficou com alguma dúvida, é só deixar um comentário. Terei um enorme prazer em responder! Quer saber quais as mídias e blogs que nos apoiam divulgando a causa? É só visitar o nosso site! Se quiser saber quem está contribuindo de alguma outra forma, basta visitar esta outra página do nosso site também. Hum… já sei! A dúvida é: quem são essas pessoas que tocam este Twestival? A resposta também está no site! ;-)

* * *

[atualizado em 04/09/09]

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O que passou

Patricia Haddad | Sat, 22 August, 2009 | 12:09 PM

Sim, estou tentando colocar este blog em dia.

Não, não lembro de tudo o que ocorreu nestes últimos tempos.

Portanto, peço a ajuda dos nobres amigos para me ajudar a enumerar tudo o que rolou desde a última vez que escrevi de verdade por aqui (esqueçam a teia de aranha). Vou enumerar alguns que lembro, mas se puderem dar uma força na minha mamória RAM, agradeço.

  • 2º LuluzinhaCampRJ
  • Sou+Web (algumas edições, preciso enumerá-las)
  • Find
  • Palestras na ESPM
  • Palestra no Ibmec
  • CIT2009

E aí, quem lembra de mais alguma coisa? Colaborem, please. Ainda hoje quero tentar atualizar isso para colocar em seguida o #Descolagem de hoje.

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É, tá juntando teia…

Patricia Haddad | Sun, 09 August, 2009 | 10:56 PM

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Sou+Web #7

Patricia Haddad | Mon, 01 June, 2009 | 04:31 PM
Nino Carvalho, Simone, Roney, The Best e cassano

Nino Carvalho, Simone, Roney, The Best e Cassano

Depois de alguns adiamentos, finalmente tivemos a 7ª edição do Sou+Web. Desta vez, o evento não aconteceu na Facha, mas no auditório da Abav. Número recorde de participantes, com gente sentada até no chão. O tema desta vez foi Twitter como ferramenta de Marketing e os debatedores foram @_thebest_, @lebravo, @s1mone e @rcassano. A moderação ficou a cargo do @roneyb.

De modo geral, foi mais um ótimo evento. Mas, talvez na contramão de muita gente, eu vou confessar: esperava um pouquinho mais. Falamos bastante do Twitter, sim, mas não exatamente do seu uso como ferramenta de marketing. Ou melhor: não tanto quanto eu esperava. Podíamos ter explorado um pouco mais o uso que as empresas estão fazendo do serviço.

Pode ser apenas uma opinião minha, mas no final das contas fiquei com aquela sensação de “tá faltando alguma coisa”. O que não faltou mesmo foi o nosso tradicional #NoL, ou seja, almoço. Lá fomos nós pro Estação República, no Catete, continuar nossa socialização.

E ainda dizem que nerds não saem de casa…

Mais fotos no Flickr.

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Facha, sou+web, soumaisweb
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Boa surpresa

Patricia Haddad | Fri, 29 May, 2009 | 09:42 AM

Era para ter sido apenas mais uma quarta-feira, com a diiferença de que eu não teria aula na pós. Era. Não foi. No meio da tarde chegou um email, assim, de repente, como chegam todos os emails. Era do Marcus Gasparian, da Livraria Argumento. John Pizzarelli ia fazer mais um pocket show lá naquela noite. Oi?

Marcus tinha encontrado meu post falando da apresentação do ano passado e teve a delicadeza de me avisar. Não pensei duas vezes! Ouvir o John Pizzarelli de pertinho, naquele clima gostoso, cercada de livros, é oportunidade única. Quem me conhece, sabe que não resisto a livrarias e que gosto muito de jazz (embora continue não entendendo nada do assunto – apenas gosto do som). Portanto, combinação perfeita.

A apresentação desta vez foi mais curta e eu fiz apenas duas fotos durante o show. Preferi curtir mais as músicas e o bom humor de sempre do John. Vou te contar, que artista simpático! No final, claro, fui falar com ele. Dei uma de tiete mesmo, pedi um autógrafo e uma foto. Voltei para casa feliz, com um sorriso nos lábios, muitas lembranças na cabeça e um gostinho de quero mais.

Mais uma vez, meu muito obrigada ao Marcus pela gentileza de ter me avisado do show!

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jazz, John Pizzarelli, Livraria Argumento
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Mais motivos

Patricia Haddad | Fri, 22 May, 2009 | 09:09 AM

Todo mundo já sabe que não apoio a realização dos Jogos Olímpicos de 2016 aqui no Rio de Janeiro por diversos motivos. Nest post tem algumas explicações. Abaixo, mostro apenas mais algumas razões pelas quais defendo Rio 2016 NÃO.

* * *

O aumento do número de vôos no Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio, está causando transtornos aos próprios passageiros. As filas de espera para o embarque chegam a demorar mais de 50 minutos. São poucos guichês para atendimento e o número de funcionários é insuficiente para dar conta …Expandirda demanda. Os problemas, no entanto, ocorrem do lado de fora também. A fila para entrar no estacionamento é sempre longa e encontrar uma vaga é, muitas vezes, difícil. Os passageiros também reclamam do abandono da praça em frente ao terminal, que tem lixo espalhado por vários pontos, além de moradores de rua.

* * *

A demora para a realização de certos procedimentos por parte do Hospital Getúlio Vargas, na Penha, zona norte do Rio, impediu a captação dos órgãos da dona de casa Magali Gomes Grangeão, de 59 anos. A senhora, que desejava doar todos os seus órgãos, teve um aneurisma na noite do último domingo e sua morte cerebral foi constata na segunda-feira, por volta das 12h. O protocolo determina que um novo exame seja feito após 6 horas para confirmar a morte, mas o HGV só o realizou mais de 12 horas depois. Resultado: apenas as córneas puderam ser aproveitadas. Enquanto isso, vejam a situação das listas de espera por órgãos só no estado do Rio, de acordo com a lista divulgada em abril pela Secretaria de estado de Saúde:

  • Córnea – 3.344
  • Coração – 9
  • Pulmão – 4
  • Fígado – 810
  • Pâncreas – 5
  • Rim – 3.556
  • Rim/pâncreas juntos – 25

Rio 2016? Não, obrigada.

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Release Viradão Carioca

Patricia Haddad | Wed, 20 May, 2009 | 03:45 PM

Reproduzo, abaixo, o release oficial do Viradão Carioca para saciar um pouco a curiosidade do povo!

SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA PROMOVE PRIMEIRO ‘VIRADÃO CARIOCA’,

COM MAIS DE 48 HORAS DE PROGRAMAÇÃO ESPALHADAS POR TODA A CIDADE

Pela primeira vez, o Rio de Janeiro será palco de um grande evento multicultural com 48 horas seguidas de intensa programação gratuita ou a preços populares. Criado e coordenado pela Prefeitura do Rio, através da Secretaria Municipal de Cultura, o Viradão Carioca ocupará diversos pontos da cidade – entre praças, ruas, teatros, cinemas, bibliotecas, lonas e centros culturais – com shows, peças, concertos, exposições, leituras, performances, filmes, literatura e circo, entre os dias 5, 6 e 7 de junho. O Viradão tem apoio institucional da Globo Rio e a parceria do Sistema Globo de Rádio e da Infoglobo.

Boa parte dos cerca de 300 eventos programados acontecerá em locais abertos, como os quatro “palcões” os na Praça Quinze, Santa Cruz, Madureira e Cidade do Samba. Ou ainda nos palcos itinerantes – Viramóvel e Palco sobre rodas – que passarão por bairros como Campo Grande, Pavuna, Méier, Bangu e Leme. A programação ao ar livre se espalha ainda por ruas e praças, como a Rua do Mercado, Praça Tiradentes, Praça do Méier, Praça Afonso Pena, Praia de Copacabana, Lapa, Viaduto de Madureira, entre outros. “A rua é a grande vocação do carioca, que não gosta de praça vazia. O Viradão mostra uma meta da nossa gestão, que é fazer da cultura uma forma de reflexão e transformação da cidade. Nosso lema é a cultura como um direito à cidade e ocupar a rua e os espaços públicos é um passo em direção a isso”, diz a secretária de Cultura, Jandira Feghali.

As atrações especialmente programadas para o ‘Viradão’ serão gratuitas ou com preços populares. Mas toda a cidade vai ser convidada a se mobilizar para o evento, incluindo atrações por adesão.

PALCOS TEMÁTICOS

Cada um dos quatro palcos principais terá um perfil temático que norteará a programação dentro de um conceito específico. As Lonas Culturais da Prefeitura, espalhadas pela Zona Norte e a Zona Oeste, também serão temáticas. A ideia do nome ‘Viradão’ é não só a de ‘virar’ duas noites com programação ininterrupta mas ‘virar’ a cidade culturalmente, apresentando ao público da Zona Sul, eventos e artistas da Zona Norte; ou da Zona Oeste no Centro.

Assim, o palco da Praça Quinze – onde o ‘Viradão Carioca’ começa, no dia 5, sexta-feira, às 21h, com shows de Dudu Nobre, MartNália e “virada” com Marlboro e outros DJs – terá como tema ‘O Rio de Janeiro, fevereiro e março’, e receberá a típica música carioca, do samba ao funk, do pop à MPB.

No palco de Santa Cruz serão celebrados ‘Maestros Soberanos’ de ontem e hoje, como Tom Jobim, Nelson Cavaquinho e Heitor Villa-Lobos.

Na quadra da Portela, em Madureira, o palco ‘No reino de Luiz Gonzaga’ leva para a terra do samba os ritmos nordestinos, com apresentações de grandes nomes da MPB e grupos de forró.

O quarto grande palco será erguido na Cidade do Samba que, pela primeira vez, receberá atrações que não são unicamente ligadas ao Carnaval. Com o tema ‘Outros sambas’, o palco vai mostrar como o ritmo se misturou a outras invenções musicais.

PRAÇA TIRADENTES E SÃO CRISTÓVÃO NO ROTEIRO

O entorno da Praça Tiradentes se transformará no Pólo Contemporâneo Tiradentes, com shows, musicais, exposições e performances. A programação inclui o Teatro Municipal Carlos Gomes – que além de sua programação regular sediará um grande show de MPB e a abertura do Ciclo de Leituras Nelson Rodrigues – e o Teatro João Caetano, da rede estadual de teatros, que sedia o festival de música ‘Rio Follie Journée’. No sábado, às 11h será montada na Praça Tiradentes uma exposição de grandes artistas plásticos contemporâneos, coordenada pela Gentil Carioca, galeria de Ernesto Neto, Marcio Botner e Laura Lima. Em seguida, uma ‘batalha’ de DJs nas ‘juke box’ da rua Luís de Camões, nas cercanias do Centro de Artes Hélio Oiticica, vai agitar a região.

Uma outra “batalha” – a dos repentistas contra os rappers – vai animar a noite do Centro de Tradições Nordestinas, o Pavilhão de São Cristóvão. A entrada na cultura “hip hop” no Pavilhão, habituado a receber eventos ligados à cultura nordestina, como a festa junina que sediará também no mês de junho, espelha a troca de conceitos proposta pelo Viradão para cada espaço.

Os equipamentos culturais da Prefeitura vão estar todos tomados pelo Viradão: no Planetário, na Gávea, leituras literárias e teatrais com grandes nomes da TV e do teatro vão se misturar a um show ao ar livre, tendo a cúpula da instituição como pano de fundo. No Castelinho do Flamengo, projeções na fachada vão celebrar as imagens que fizeram a história do Rio, pertencentes ao Arquivo da Cidade. No Parque das Ruínas, as VJ Nights vão transformar a área ao ar livre em pista de dança, com vista privilegiada da cidade. Na Tijuca, o Centro Coreográfico terá programação intensa, que vai se espalhar pelos palcos da cidade itinerantes da cidade com grupos como Cia Urbana de Dança ou a Arquitetura do Movimento. No Centro de Referência da Música, o roteiro inclui a exibição de “Contratempo”, filme de Malu Mader, com a presença da atriz para um debate.

CINEMA NA PRAÇA, ORQUESTRA NA IGREJA

O projeto Cinema na Praça vai se espalhar por várias regiões da cidade. O roteiro de cinema inclui ainda as salas de exibição da Riofilme, caso do Cine Glória, no Memorial Getúlio Vargas, que vai virar a noite com sessões consecutivas de cinema, até o raiar do dia. Em uma parceria com o evento, o Grupo Estação também vai realizar uma Super Maratona no Odeon, convidando os cinéfilos a abrir mão da noite de sono.

A Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) vai dar dois concertos gratuitos na Igreja da Candelária, lembrando com “A criação” os 200 anos da morte de Haydn. Grandes nomes do teatro e da literatura serão celebrados nas bibliotecas municipais e nos centros culturais. O Ciclo de Leituras Nelson Rodrigues, criado em parceria com a Globo Rio, começa com um “corujão” – a sessão de 23h de sexta-feira no Carlos Gomes – e se distribui em outros teatros da Rede Municipal e nas Lonas Culturais, com grandes atores da Rede Globo revisitando os episódios de “A vida como ela é”.

A RUA PARA TODOS

A festa continua na rua, o grande palco do ‘Viradão Carioca’. O bloco Cordão do Boitatá, famoso por seu desfile no domingo de carnaval, na Praça Quinze, ocupará a região em dose dupla: no sábado, coordena na Rua do Mercado um Arraial para Santo Antônio, primeiro santo junino, com a presença do Rio Maracatu e da cantora Clara Becker e barraquinhas de quitutes. No domingo, às 8h, faz a Alvorada com o Boitatá no Palcão Praça Quinze.

No Méier e na Praça Afonso Penna, na Tijuca, “estátuas vivas” vão mostrar para o público passante um pouco da obra de Rodin e Camille Claudel, numa homenagem ao Ano da França no Brasil. Os monumentos arquitetônicos franceses serão o tema do concurso de escultura de areia que vai se realizar na Praia de Copacabana.

No domingo, a orla se agita com dois desfiles: no primeiro, as bandas da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e dos fuzileiros navais se reúne para um grande concerto no Forte de Copacabana, depois de marcharem ao lado do público. Depois dos militares, é a vez dos grupos artísticos formados pelas Lonas Culturais da periferia mostrarem seus trabalhos para os banhistas. Oficinas com a bateria e a bateria mirim do Império Serrano vão ser oferecidas no Bairro Peixoto e no Parque da Catacumba. “A ocupação da rua vai dar o tom da nossa gestão. O ‘Viradão’ é um cartão de visitas”, explica Jandira Feghali.

Viradão Carioca no Twitter: @viradaocarioca

Outras informações pelo email viradaocarioca arroba gmail ponto com

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