Mais motivos
Patricia Haddad | Fri, 22 May, 2009 | 09:09 AMTodo mundo já sabe que não apoio a realização dos Jogos Olímpicos de 2016 aqui no Rio de Janeiro por diversos motivos. Nest post tem algumas explicações. Abaixo, mostro apenas mais algumas razões pelas quais defendo Rio 2016 NÃO.
* * *
O aumento do número de vôos no Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio, está causando transtornos aos próprios passageiros. As filas de espera para o embarque chegam a demorar mais de 50 minutos. São poucos guichês para atendimento e o número de funcionários é insuficiente para dar conta da demanda. Os problemas, no entanto, ocorrem do lado de fora também. A fila para entrar no estacionamento é sempre longa e encontrar uma vaga é, muitas vezes, difícil. Os passageiros também reclamam do abandono da praça em frente ao terminal, que tem lixo espalhado por vários pontos, além de moradores de rua.
* * *
A demora para a realização de certos procedimentos por parte do Hospital Getúlio Vargas, na Penha, zona norte do Rio, impediu a captação dos órgãos da dona de casa Magali Gomes Grangeão, de 59 anos. A senhora, que desejava doar todos os seus órgãos, teve um aneurisma na noite do último domingo e sua morte cerebral foi constata na segunda-feira, por volta das 12h. O protocolo determina que um novo exame seja feito após 6 horas para confirmar a morte, mas o HGV só o realizou mais de 12 horas depois. Resultado: apenas as córneas puderam ser aproveitadas. Enquanto isso, vejam a situação das listas de espera por órgãos só no estado do Rio, de acordo com a lista divulgada em abril pela Secretaria de estado de Saúde:
- Córnea – 3.344
- Coração – 9
- Pulmão – 4
- Fígado – 810
- Pâncreas – 5
- Rim – 3.556
- Rim/pâncreas juntos – 25
Rio 2016? Não, obrigada.





Não tenho qualquer queixa quanto à organização. Cheguei por volta das 18h e vi bastante policiamento. Vários PMs e guardas municipais espalhados, além de pessoas da produção, indicando a entrada para cada setor. Não enfrentei fila e as roletas, pelo menos as da pista premium, eram amplas. Durante os shows o som estava ótimo. Alto, sim, mas não ensurdecedor. Não saí com os ouvidos entupidos como costuma ocorrer em eventos assim. E apesar de estar muito na frente, pude perceber que a qualidade dos telões era excelente.
O cantor entrou no palco às 20h15. Para os padrões brasileiros, pode-se dizer que o show foi praticamente pontual. Em qualquer casa de espetáculos aqui o atraso é de no mínimo meia hora. Mas, voltando ao James Blunt, se há uma palavra para descrever a performance dele é surpreendente. Para quem é fã como eu e está acostumado a ver os vídeos no YouTube de apresentações como as da BBC de Londres, foi uma grata surpresa descobrir que Blunt não é apenas um garoto tímido. Elétrico do início ao fim, o ex-soldado conseguiu cativar o público. Alguns jornalistas andaram dizendo que o show foi morno, mas não é isso que se vê, por exemplo,
Tinha visto o show de São Paulo do dia 17, transmitido (com delay, e não ao vivo) pela Globo, e pensado “vou dormir de tédio nesse show”. Pela tv, a apresentação de Sir Elton John tinha sido morna. Não conhecia boa parte das músicas tocadas no início, senti falta de agudos em Rocket Man e Goodbye Yellow Brick Road, não ouvi o público cantando e ainda fiquei sem o bis, que a Globo simplesmente cortou.
O musical Sassaricando voltou aos palcos cariocas com uma novidade. Além das noites de sexta, sábado e domingo, agora também tem apresentação às 17h toda quinta-feira. E, logo na estréia do novo horário, o
Aída Aires levou o marido e o filho adolescente para assistir ao musical. Moradora da Ilha do Governador, a família diz que prefere programas mais cedo porque voltar para casa tarde da noite está muito perigoso. O casal Sônia e Marcos Barros Freitas também levou o filho Marcos Roberto, de 11 anos, para ver a apresentação. Sônia queria muito ver o espetáculo, mas a decisão só veio depois de saber por um telejornal que haveria esta apresentação às 17h. À noite, a família tem muito medo de sair, mais uma vez devido à violência.
Bem humorado, Sérgio Cabral, um dos autores de Sassaricando, disse que o horário das 17h era civilizado. E, o melhor: permitia assistir à novela das 8! Assistindo pela primeira vez a reestréia do espetáculo, Cabral afirmou que a maior prova de que a alternativa funciona era a casa cheia. Com todos os lugares ocupados, a sessão vespertina de Sassaricando foi realmente, um sucesso!







