S.O.B.R.E.T.U.D.O

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Novidade

Patricia Haddad | Mon, 26 January, 2009 | 08:20 PM

Fui convidada para participar de um blog coletivo criado para promover o livro No País de Obama, do jornalista da Globonews Rodrigo Alvarez. No texto, Alvarez conta quem é e como pensa o povo que elegeu o primeiro presidente norteamericano negro. No blog em questão,publiquei o texto Um passo adiante. Cliquem no link, leiam, comentem, recomendem!

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Barack Obama, livro, No País de Obama, Rodrigo Alvarez
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James Blunt + Elton John

Patricia Haddad | Sun, 18 January, 2009 | 12:28 PM

Os cantores britânicos James Blunt e Elton John apresentaram-se ontem à noite em São Paulo.  Cada um entrou pontualmente no palco na hora marcada. O show de Blunt começou às 20h e durou pouco mais que uma hora, enquanto Sir Elton John tocou, a partir das 22h, por quase 2h30. A Rede Globo passou boa parte do show com atraso (não foi ao vivo como muitos pensaram). Cortou algumas músicas e, pior, o bis. No Twitter, as reclamações eram muitas, incluindo sobre as legendas desnecessárias e cheias de erro que a Globo insistiu em colocar. Humpf.

Amanhã será a vez do Rio de Janeiro assistir aos dois artistas. Tomara que o público carioca se anime mais que o paulista. Abaixo, um mapa do local do show. Os vips vão ficar lá atrás, bem distante. Qual a vantagem então, alguém me diz? Bebidinhas e comidinhas liberadas? Prefiro minha pista premium, que ganhei junto com meu primo no concurso do Globo!

Mapa apoteose

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Elton John, James Blunt, Rocket Man, show, turnê
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Se Eu Fosse Você 2

Patricia Haddad | Tue, 06 January, 2009 | 07:45 PM

Se eu fosse você 2Quer se divertir um bocado? Pois então, recomendo o filme Se Eu Fosse Você 2. Engraçado do início ao fim, sem apelação e com atuações fantásticas de Tony Ramos, Glória Pires e Chico Anysio, na sua pequena participação. A história, claro, é pura ficção. Mostra, novamente, uma troca de corpos entre os personagens principais, a exemplo do que aconteceu no primeiro filme, que eu não vi. Como não se trata de uma continuação, não tive qualquer problema em entender este segundo.

Os trejeitos de Tony Ramos são impagáveis. Glória Pires nada delicada também está perfeita. E mesmo aparecendo pouco, um olhar de Chico Anysio muitas vezes é o suficiente para uma boa gargalhada. O restante do elenco também vai bem e se não chega a ser brilhante, também não compromete. Fiquei espantada com o tanto que Isabelle Drummond já cresceu. Outro dia mesmo ela era a Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo e decorava os textos lidos pela mãe, já que nem alfabetizada era ainda. Agora, aos 14 anos, segurou bem o papel da filha dos protagonistas que engravida do namorado.

No final, boa parte dos créditos do filme são exibidos em forma de legenda, enquanto todo o elenco dança animadamente em uma festa de casamento. Não sei se é uma novidade, mas eu pelo menos nunca tinha visto isso. Achei uma solução muito legal. Eu sou do tipo que gosta de ver os créditos até o final, valorizo todos os envolvidos nas filmagens. Tá certo que a maioria das pessoas levantou nesta hora e sequer viu as cenas de dança, mas, mesmo assim, achei bacana a importância que deram aos créditos.

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Chico Anysio, Cinema, filme, Glória Pires, Isabelle Drummond, Se Eu Fosse Você 2, Tony Ramos
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James Blunt

Patricia Haddad | Sun, 04 January, 2009 | 11:23 AM

James BluntJames Hillier Blount, ou simplesmente James Blunt,  é um cantor inglês que já emplacou 3 músicas em novelas brasileiras: You´re Beautiful (ao vivo em Londres) em Belíssima, Same Mistake (ao vivo em Londres) em Duas Caras e agora Carry you Home (ao vivo em Londres) em A Favorita. Infelizmente, os vídeos originais não estão disponíveis devido a uma atitude burra e retrógrada da Warner que, na contramão do século XXI, exigiu a retirada do YouTube de todos os clipes de seus artistas. Mas, deixemos a ridícula Warner de lado, já que o assunto aqui é o talento de James Blunt.

O que mais me impressiona em todas as apresentações ao vivo que estão no YouTube é a sensibilidade com que James canta. Muitas vezes, a impressão que tenho é de que o cantor se sente sozinho no placo, mas isto está longe de parecer uma postura egoísta. Com uma voz inconfundível e diferente, Blunt canta sentindo cada palavra. Ao piano ou ao violão, parece estar realmente dizendo cada um dos versos, querendo mesmo se fazer entender. Entre falsetes emitidos sem esforço algum e momentos mais vigorosos, olha para cima, para os lados e demonstra estar tenso, refletindo as letras densas e cheias de significado. Algumas vezes, termina as apresentações como se estivesse cansado e até um tanto sem graça com os aplausos. Não parece mesmo se sentir uma estrela.

James BluntAlém das três músicas já citadas, outras fizeram sucesso nas rádios aqui, como High, Wisemen e 1973 (confira também esta versão acústica). Outras ainda não devem ser conhecidas do grande público, mas merecem destaque. No Bravery foi escrita quando ele ainda era um soldado das Forças Armadas Britânicas, lutando em Kosovo. Shine On é de uma delicadeza tocante, até mesmo quando fica mais pesada. Já Young Folks não é dele, mas para mim só existe em sua voz. A versão original eu detestei.

Agora em janeiro, James Blunt vai se apresentar aqui no Brasil. Nos dias 17 e 19 ele abre o show de Elton John em São Paulo e no Rio, respectivamente. Dia 27, terá um show solo em Porto Alegre e dia 29, outra apresentação solo em São Paulo. Uma pena mesmo não ter um show apenas dele aqui no Rio. Apesar de gostar do Elton John, preferia ver apenas o James Blunt, até porquê seria bem mais barato. Ah, se rolasse uma promoção ou uma credencial…

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1º ETI – Sucesso!!!

Patricia Haddad | Tue, 02 December, 2008 | 08:39 PM

Passamos a última semana no Twitter fazendo contagem regressiva para o último dia 29. Era um tal de “está preparado?” para cá,  “e aí, tudo pronto para sábado?” para lá, não se falava em outra coisa. Confesso que cheguei a achar que estávamos exagerando na expectativa. Engano meu. Este primeiro Encontro de TI (Tecnologia da Informação), organizado pela Arteccom, foi um sucesso total!

A primeira palestra foi do Guilherme Chapiewski, da Globo.com. O tema era “Linguagens: quais são as mais requisitadas pelas grandes empresas e o valor das formações/certificações”. Guilherme deixou claro que não existe uma única ferramenta ideal. Cada cliente, cada caso vai exigir uma liguagem diferente. E, por isso mesmo, é difícil prever o futuro e saber o que vai estar na moda daqui a alguns anos. Ruby on Rails e Python, por exemplo, tinham caído no esquecimento e voltaram à moda. Enquanto isso, segundo uma edição de dezembro de 2007 da revista InfoWorld, Java está se tornando o novo Cobol, ou seja, algo para (quase) ser esquecido.

A apresentação de Chapiewski foi bem técnica, totalmente fora da minha área de atuação. Mas, acreditem: eu gostei muito de ouvi-lo falar a aproveitei muita coisa. É sempre bom quando a gente ouve alguém bem diferente da gente, que nem conhecíamos, falar algo que, instintivamente já sabíamos. Foi o caso. Quando Guilherme falou que temos que ser multidisciplinar eu quase dei pulinhos. Sempre acreditei que o bom profissional de hoje não pode se limitar à sua área de atuação. Conhecimentos que, teoricamente, nada têm a ver com sua carreira podem se provar muito úteis. Ele citou o próprio caso: fez curso de fluxo de caixa para entender como funciona uma empresa e o que ele sabe sobre outras linguagens o ajudam a ser um programado Java muito melhor.

O ponto mais polêmico da palestra foi com relação a certificações. Ele, Guilherme, não dá tanta importância a isso. O famoso “quem sabe faz ao vivo” vale muito mais para ele do que um papel, que pode ser conseguido mediante uma boa capacidade para decorar. Perfeito. Até concordo com isso. O problema é que o número de contratantes que pensam assim hoje em dia ainda é muito pouco. A grande maioria quer pós-graduações, cursos de extensão e outras variantes. Quem até tem vontade de conquistar outros títulos, mas não tem condiçõe$$$, tá cortando um dobrado.

No fim da palestra, Guilherme abriu um espaço para perguntas e a primeira foi logo “qual a linguagem do futuro?” Canário belga, como diria o Dulcetti! Que parte de “não é possível prever o futuro” a criatura não tinha entendido? Se até eu que acho que Python está mais para nome de cobra do que para linguagem de programação entendi que Java está virando o novo Cobol, como é que uma pessoa da área de TI me faz uma pergunta dessa? Vai entender…

A segunda apresentação foi um debate sobre “CMS livres: WordPress x Joomla! x Drupal”. CMS, para quem não sabe, é content management system, ou sistema de gerenciamento de conteúdo. Guilherme Aguiar, que trabalha no Ministério da Cultura, defendeu o WordPress, que é usado no portal do ministério. Ricardo Accioly, da Noix, falou sobre as qualidades do Joomla!. E por último tivemos a apresentação sobre Drupal, feita pelo Paulino Michelazzo, da Fábrica Livre. No final, perguntas sobre os prós e os contras de cada sistema e quais as melhores aplicações para cada um deles.

Na volta do almoço tinha a palestra sobre Google Analytics com o Gustavo Loureiro, mas acabei preferindo assistir à oficina ministrada pelo Bruno Dulcetti. Saí com uma certeza: como eu queria fazer um curso de PHP! Tá, a internet está cheia de tutoriais e muita gente aprende tudo sozinha. Eu sou do tipo que adora um curso e que não tem muita vocação para ser auto-didata. Essa vontade de fazer cursos só aumentou com a última palestra, ministrada por Everaldo Bechara sobre padrões W3C. Cabeça deu nó. Torci muito para ganhar a bolsa de estudos da iLearn no final, ou mesmo do InfNet, mas não rolou. Snif.

As fotos – muitas! – deste evento tão bacana estão no Flickr. E quem tiver escrito sobre o 1º Encontro de TI deixa um comentário que eu coloco o link aqui.

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Descolagem #3

Patricia Haddad | Tue, 25 November, 2008 | 12:17 PM

No último sábado tivemos a terceira edição do Descolagem, a última deste ano, com o tema Tecnologia e Educação: uma nova escola para um novo aluno. Já falei aqui outras vezes sobre o quão fantástico é este evento, realizado no Nave pelo Beto Largman em parceria com o Oi Futuro e a Secretaria de Estado de Cultura. Este, no entanto, talvez tenha sido o que mais me fez pensar durante e depois do evento.

A primeira palestrante foi Patrícia Konder, diretora pedagógica da Escola Parque, no Rio de Janeiro. Eu diria que, de todos, ela foi a mais tradicional, apesar de mostrar que está preocupada em mudar os conceitos sobre educação que temos hoje em dia. Para a diretora, essa mudança passa até mesmo pelo espaço físico onde alunos aprendem com professores. Não há mais lugar, segundo Patrícia, para aulas apenas expositivas. Concordo com ela. Para mim, aquele famoso cuspe e giz precisa ser banido com urgência. Entra ano, sai ano, milhares de novas tecnologias surgem e a escola, de modo geral, permanece igual: professores que se acham os donos da verdade, detentores de todo o conhecimento do universo, e alunos sentados, imóveis, tentando decorar fórmulas e conceitos. Não dá mais. É preciso se reinventar. A questão é que toda e qualquer transformação necessária – e inevitável – é, também, muito difícil. Mudar toda uma forma de pensamento arraigada há anos é tarefa para quem realmente acredita em algo melhor e está disposto a escrever a história daqui para frente.

Em seguida, tivemos a apresentação de Paulo Blikstein, professor em Stanford na área de novas tecnologias para educação. Paulo tem um trabalho belíssimo voltado para populações de baixa renda e que mistura arte com tecnologia. No telão, ele exibiu alguns destes trabalhos e eu confesso que me emocionei com os resultados que vi. Ali, no Descolagem, Paulo falou do pensamento computacional e fez uma experiência com a participação do público. Primeiro, com a ajuda do Largman, desenhou um círculo em um quadro, improvisando um compasso com duas canetas e um pedaço de barbante. Pediu, então, que alguém da platéia calculasse a área, utilizando a conhecida fórmula Pi R2 Depois, fez disparos aleatórios de balas de tinta contra o tal quadro, usando uma arma de paintball. Em seguida, solicitou a três participantes que fizessem um determinado número de pontos, também aleatórios, no mesmo quadro, usando giz e canetas. No final, Paulo contou o total de pontos feitos, quantos estavam dentro do círculo desenhado e, com uma regra de três mostrou que daquela forma era possível achar a área do círculo ou de qualquer outra forma geométrica. O pensamento computacional transforma as coisas complicadas em tarefas mais simples. E com aquilo que parecia brincadeira, mas que é usado em estudos de mecância quântica e estatística, Paulo nos provou que matemática não é sinônimo de fórmulas decoradas, como muitos professores já me fizeram acreditar ao longo dos meus anos de estudo.

Enquanto o Lens Kraftone preparava os equipamentos para a sua apresentação musical, abriu-se para perguntas do público. O primeiro a se manifestar foi Antônio, um professor, também sociólogo, que estava sentado ao eu lado. Antônio questionou se a sua profissão vai deixar de existir. Para ele, os discursos da Patrícia e do Paulo levam a crer que os professores não serão mais os detentores do conhecimento e que serão então substituídos pelas novas tecnologias. A impressão que tive foi a de que ele não entendeu nada do que foi dito pelos dois primeiros palestrantes. Em momento algum se falou no fim do professor, mas na mudança da sua forma de atuar. O professor do futuro, que para mim já chegou, não é mais um ser supremo, dotado de todo o conhecimento necessário. Não! Os profissionais de educação precisam entender que todos nós, independentemente de nossas profissões, estamos em aprendizado contínuo. A cada dia surgem coisas novas. A cada dia temos a oportunidade de aprender alguma coisa, de mudarmos de opinião, de aprimorarmos conceitos. Quem achar que nada disso é importante vai ficar para trás. Quem não souber aproveitar as chances que surgem a todo instante vai pender o bonde da história e não terá lugar nesse novo mundo que está surgindo.

Momento de descontração. Hora do Lens Kraftone, um grupo que faz música com os joysticks do Wii. Para quem não sabe, Wii é um novo tipo de videogame que no lugar daqueles tradicionais comandos com uma haste que movimentávemos para frente, para trás e para os lados, utliza acessórios que fazem o jogador se movimentar de verdade. Para jogar tênis, por exemplo, é preciso imitar um tenista e dar raquetadas no ar, segurando, claro, o controle do jogo. Pois este grupo, o Lens Kraftone, transformou os movimentos feitos com este joysticks diferentes em sinais de midi representando notas musicais, gerando, então, música. O resultado é surpreendente e contagiante! Os integrantes estão mesmo de parabéns pelo trabalho!

Antes do último palestrante, Caribé falou um pouco sobre o movimento de ciberativismo contra o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo. Há, na internet, diversos textos sobre este assunto. Eu mesma já escrevi aqui no blog sobre o caso, que é seríssimo (leia aqui, aqui, aqui e aqui). Recomendo a leitura deste texto do Caribé, onde será possível entender melhor o que está se passando e o que poderá acontecer. Precisamos nos engajar e a hora é agora. Já chega deste (des)governo fazendo e acontecendo, enxergando as coisas por lentes tortas e turvas, tomando atitudes nada democráticas e implantando uma verdadeira ditadura civil neste país.

Chegou a hora então do encerramento triunfal dos Descolagens deste ano. Luli Radfahrer, Ph.D. em Comunicação Digital, fez sua performance. Luli é ligado em 440v – 220v é pouco. Ninguém viu, mas tenho certeza de que ele estava conectado a alguma mega-super-tera-ultra bateria. Falar na velocidade em que ele falou, sem interrupções, por mais de uma hora, não é tarefa para simples mortais. Utilizando uma história em quadrinhos projetada no telão, Luli mostrou que as novas tecnologiais digitais ainda são praticamente desconhecidas pelas escolas. Pior: muitos professores teimam em ignorá-las e em proibir o uso de novas formas de comunicação interativa simplesmente porque têm MEDO DO DESCONHECIDO! Sim, eu sei que tudo aquilo que não se conhece gera, sim, medo. Mas este medo tem que ser saudável, tem que servir de estímulo para se ir adiante. Trancar-se dentro de sua redoma segura e afastar-se do mundo atual só tornará qualquer um que aja deste jeito em uma pessoa cada vez mais anti-social, mais infeliz, mais fora da realidade.

Em um determinado momento, Luli disse que não adianta se falar da capital da Eslovênia nas escolas se esta informação não tem nenhuma conexão com a realidade do aluno. Voltei no tempo. Tentei me lembrar do que aprendi no primário, no ginásio e no científico e o que de fato eu ainda me recordo. Muito pouca coisa. Mas uma coisa eu nunca esqueci: desde pequena eu sempre me questionei a necessidade de aprender tudo aquilo que me era “ensinado”, da forma como era “ensinado”, e também sempre senti falta de outros ensinamentos. Tive que decorar como as flores se reproduzem, sob pena de não passar de ano, mas nunca tive acesso a noções básicas de Direito, por exemplo. Assuntos que fazem parte do nosso dia-a-dia são ignorados, ou pelo menos sempre foram ignorados nos meus tempos de colégio – e olha que estudei em bons colégios.

Saí do Nave com a esperança de que aquelas pessoas que ouviram tudo aquilo que foi dito lá dentro disseminem essas novas idéias. Espero que elas de fato acreditem que é preciso mudar e coloquem a mão na massa. Já será um começo. A tarefa será árdua, haverá sempre alguém que irá se recusar a aceitar que os tempos mudaram, que não podemos mais viver hoje em dia como vivíamos nas décadas de 40, 50, 60. Haverá sempre alguém que condenará as novas tecnologias, que as culpará de coisas horríveis, esquecendo-se de que o que temos à disposição hoje em dia são tão-somente novos instrumentos. Cabe a nós todos usá-los de forma útil, sábia. Cabe a nós também, especialmente a quem lida com estas novidades hoje em dia, tornar tudo isso acessível a todos.

Hércules precisará fazer hora extra e encarar um décimo terceiro trabalho.

* * *

Mais Descolagem:

  • Minhas fotos no Flickr
  • Outras fotos no Flickr
  • Cobertura ao vivo feita pela @maffalda
  • Texto de Carlos Nepomuceno
  • Resumo em Vídeo
  • Vídeos da apresentação de Paulo Blikstein, por @lesilva: aqui e aqui
  • Vídeos da apresentação de Luli Radfahrer, por @lesilva: aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui
  • Vídeos Lens Kraftone: aqui, aqui e aqui

Se mais alguém tiver links para inserir nesta lista, é só deixar nos comentários.

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Beto Largman, Caribé, ciberativismo, descolagem, Eduardo Azeredo, educação, Lens Kraftone, Luli Radfahrer, Nave, novas tecnologias, Patrícia Konder, Paulo Blikstein
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Marketing Digital e Novas Mídias

Patricia Haddad | Sun, 16 November, 2008 | 10:27 PM

Na última quarta-feira fui a mais uma palestra gratuita no Infnet. O tema era Introdução ao Marketing Digital e Novas Mídias. Todas as outras que já assisti – e olha que não foram poucas de 2004 para cá! – foram excelentes. Esta, no entanto, ficou aquém do que eu esperava.

Logo no início foram exibidos dois comerciais antigos (bota antigo nisso!) do Hollywood: um com música de Tina Turner e outro com Phenomena II. Segundo Gustavo Loureiro, o palestrante, tratava-se de propagandas convencionais, com alto custo de produção. Em seguida, mostrou um viral da Pirelli chaaaaaato, com mais de 8 minutos de duração, de produção caríssima, mas custo zero de veiculação, já que foi só pela internet.

Veio a pergunta: quem é o consumidor digital? A resposta: é quem está no Orkut, nos blogs, no Twitter etc. Por isso, um novo mercado está se abrindo para quem trabalha com marketing: buzz monitor. Eu tinha me esquecido que a palestra era para iniciantes e, se realmente a maioria ali era de iniciantes, pode ser que isso tenha sido uma grande novidade. Para mim e para meus amigos, todos heavy users de Twitter, tudo foi mais do mesmo. Temos amigos que trabalham só com mídias sociais, estamos em várias dessas redes, enfim: conhecemos tudo isso e mais um pouco.

Aqui cabe um detalhe: o Twitter foi mostrado como sendo quase um diarinho virtual mesmo. Os exemplos eram do tipo “estou mostrando um vídeo”, “vamos embora daqui a pouco” e outros semelhantes. Para os iniciantes, esta nova mídia deve ter passado a impressão de ser uma mera brincadeirinha. Ledo engano. O Twitter já é utilizado para inúmeros fins realmente úteis, como a cobertura de eventos, por exemplo, incluindo a própria palestra. Se o Gustavo tivesse tido a idéia de usar o search e fazer uma busca pelo termo (tag, como chamamos) #infnet teria lido o que nós já tínhamos escrito sobre o que estava acontecendo ali.

Ainda falando sobre todas essas novidades que invadiram a internet nos últimos tempos, Gustavo Loureiro disse que a pessoa hoje conversa no MSN ao mesmo tempo em que entra no Orkut para responder a um scrap, isso enquanto baixa emails, ouve música no iPod, escreve no Twitter e responde a um SMS. Tudo isso, claro, com a tv ligada funcionando como trilha de fundo. Essa coisa de tudo ao mesmo tempo agora acabou com o conceito de marketing de interrupção, que aliás, começou a sumir com o surgimento do controle remoto, que nos permite mudar de canal durante os intervalos.

Outra pergunta jogada para a platéia: a internet é mídia de massa ou de nicho? Levando-se em consideração o número de usuários, é de massa. Mas considerando-se a segmentação existente, é de nicho. Huuuum! E sobre o Orkut: muitas empresas já o utilizam como um SAC 2.0. DOIS PONTO ZERO? Jura que ouvi de novo este conceito? Quanto virá a 2.0.1.27 beta?

Eis que chegou o melhor momento, o de falar de… banners! Sim, falamos de banners, este mega-fantástico-super-hiper hype recurso de marketing digital de mil novecentos e… e quê mesmo, hein? Sei lá. Faz tanto tempo! Ok, não serei radical. Banners ainda existem e, acreditem!, ainda são usados. Portanto, ainda cabem ser citados em palestras do tipo. Mas ficar nisso apenas não dá. Juro que senti falta de outros exemplos de Marketing Digital – e não estou falando do velho email marketing que, claro, também foi citado. Também queria ver exemplos de novas mídias. Twitter, para quem de fato trabalha com mídias e comunicação em geral, já deixou de ser novidade faz tempo.

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Show

Patricia Haddad | Sun, 14 September, 2008 | 07:57 PM

Astros de Todos os Tempos

A Rádio Rio de Janeiro apresenta

ASTROS DE TODOS OS TEMPOS!

A Rádio Rio de Janeiro comemora seus 37 anos no próximo domingo, 21 de setembro,
com um show repleto de grandes artistas.

Agnaldo Timóteo, Ellen de Lima, Renato e seus Blue Caps e muito mais!

Local: Teatro Lemos Cunha
Estrada do Galeão, s/n, Portuguesa, Ilha do Governador.

Informações sobre os locais de venda de ingressos: 3386-1400

Convidem a família, tios, avós, vizinhos! Não percam! O show promete!

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Agnaldo Timóteo, Rádio Rio de Janeiro, show
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S.O.B.R.E.T.U.D.O na RPB Web #7

Patricia Haddad | Mon, 25 August, 2008 | 01:47 PM

Mais uma segunda-feira, mais um dia de S.O.B.R.E.T.U.D.O, o blog que virou programa de rádio na RPB Web. A partir das 16, eu, Patricia Haddad, estou na www.rpb.com.br aguardando a sua participação pelo MSN radiorpb @ hotmail.com (é tudo junto, viu, gente? Separei o @ só para evitar que aqueles robôs chatos pesquem o endereço para enviar spam). Quem usa o Twitter pode participar também, mas não pode esquecer de usar a tag #radiorpb, senão eu não consigo achar as mensagens. Para quem quiser me seguir, eu sou a @pathaddad por lá!

No programa de hoje já tem uma música garantida: será do Aerosmith, pedido do meu amigo Tiago Dias. Vai ter também Ana Carolina, pedido da Aninha, também conhecida como minha mãe! E vai ter o seu pedido, feito pelo MSN ou pelo Twitter. Em breve estudo novas formas de contato. E para quem quiser conhecer parte da galera que faz a RPB Web, é só clicar aqui. Na descrição da galeria tem as instruções para visualizar cada foto.

Quero aproveitar para deixar aqui uma pergunta: você é a favor da realização das Olimpíadas de 2016 aqui no Rio? Responda nos comentários, mas justifique o seu “sim” ou “não“, ok? Respostinha monossilábica não tem graça! Vamos botar lenha na fogueira! Hoje vou pedir a participação de todo mundo nessa questão e amanhã eu faço comentários no ar.

Até daqui a pouco, pessoas!

* * *

Gente, o programa hoje bombou! Valeu mesmo pela participação, mas eu quero MAIS! Enquanto isso, alguns vídeos de hoje:

  • Always something there to remind me
  • I’m out of love
  • Destination Anywhere (ao vivo no Hard Rock café Rio)
  • Africa
  • Kids in America
  • Lift me Up
  • Call me when you’re sober!
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Bienal do Livro SP

Patricia Haddad | Sat, 16 August, 2008 | 12:44 PM

12:40 – E cá estou eu na Bienal do Livro SP com Cíntia Brand. Vôo tranqüilo com a Varig(!), chegada fácil ao Anhembi com direito a reencontro com meu irmão do coração, Ric. Por enquanto, tudo o que posso dizer é que não tenho mais braços para carregar tanto press kit. Vou lançar a sugestão: fabricantes de malas, patrocinem os próximos eventos do gênero e dêem malinhas de “aeromoça” para os jornalistas. Aquelas pequenas porém com rodinhas, sabem? A Abav já faz algo semelhante, mas apenas para os agentes de viagem. Os pobres jornalistas que vão cobrir e são assediados pelos assessores são obrigados a carregar kilos de material durante todo o evento. Nossos bracinhos agradecem a atenção dispensada. 

* * *

18:51 – É humanamente impossível visitar toda a feira, participar de todos os eventos, aproveitar tudo 100% em tão pouco tempo. Acreditem: não vimos tudo e já temos que seguir para Congonhas. Mas tem muita coisa legal anotada no bloquinho para contar depois com calma! Nos falamos no Rio!

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