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Revista nova nas bancas

Patricia Haddad | Mon, 23 March, 2009 | 07:54 AM

Capa TI Digital nº1

Março começou com mais uma revista nas bancas de todo o país: TI Digital. A nova publicação da Arteccom é voltada para desenvolvedores web, mas tem linguagem acessível a qualquer um que se interesse pelos assuntos abordados. Quem quiser saber um pouco mais de tecnologia e programação encontrará informações suficientes para ficar por dentro das novidades e, quem sabe, acabar se tornando um profissional da área.

O lançamento oficial aconteceu no dia 5 na Livraria da Travessa da Av. Rio Branco, no centro do Rio. Muita gente foi prestigiar o evento, o que deixou a equipe da TI Digital muito satisfeita. Eu, particularmente, fiquei muito feliz de ver tantos amigos por lá. Até autógrafos eu dei! Morrendo de vergonha, nos dois primeiros pedidos eu me limitei a assinar meu nome! Devo um agradecimento melhorzinho ao Tiago Ferretti e ao Bruno Reis Amaral, os dois premiados com um mero rabisco ao lado do expediente!

As fotos do lançamento estão no Flickr. Confiram!

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Arteccom, desenvolvedor, lançamento, publicação, revista, TI Digital, web
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1º LuluzinhaCampRJ

Patricia Haddad | Sun, 22 March, 2009 | 10:14 PM

No dia 7 de março, véspera do Dia Internacional da Mulher, organizamos o primeiro LuluzinhaCamp aqui do Rio. O evento foi criado pela Lu Freitas, lá em São Paulo, e está se expandindo. A Cláudia Mello teve a ideia, convocou algumas ajudantes e… voilá! As CarioCats se reuniram para se conhecer, bater papo, ter dicas de maquiagem, comer e rir, rir muito.

*

Em tempo recorde, a Cláudia conseguiu um lugar, várias Lulus conseguiram brindes para serem sorteados, o Roney, marido da Cláudia, conseguiu lanchinhos e todas nós, juntas, por email, fomos definindo como seria o nosso primeiro LuluzinhaCamp. E praticamente tudo o que planejamos e combinamos previamente aconteceu.

*

É claro que nem tudo foi perfeito. Em pouco tempo, o evento tinha se tornado um SaunaCamp tamanho o calor na sala. Pudera! O recinto já era pequeno. Com um monte de mulheres alvoroçadas, tagarelando e gargalhando, não dava para ser diferente! Mas este foi o primeiro LuluzinhaCamp do Rio. A cada nova edição, é claro que as arestas serão aparadas.

*

Tenho certeza de que todas as meninas saíram satisfeitas de lá. Umas mais, outras menos, mas o saldo final foi positivo. Se o 1º LuluzinhaCamp do Rio não foi exatamente como deveria ser, ou seja, se não foi como os Luluzinhas de SP, pelo menos foi o que nós, dentro da nossa falta de experiência no assunto, achamos que deveria ser.  De tudo o que combinamos em nosso grupo de discussão, apenas o vídeo não conseguimos gravar.

*

A lição que fica é que temos, sim, aqui no Rio, um grande poder de mobilização. Já tínhamos provado isso no Twestival. Basta a gente querer que a gente consegue realizar coisas bacanas por aqui. Com a colaboração de todos tudo se torna possível!

As organizadoras

Mais fotos no Flickr.

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O Twestival foi um sucesso!

Patricia Haddad | Sun, 15 March, 2009 | 09:29 PM

Mais de um mês depois, enfim venho contar como foi a edição carioca do Twestival. E dá para resumir em uma só palavra: SUCESSO. Sim, o evento aqui do Rio de Janeiro superou todas as expectativas e mostrou que nós temos, sim, força de mobilização. Em 13 dias soubemos do que se tratava, o que deveríamos fazer, corremos atrás de tudo e realizamos o encontro com o objetivo de angariar fundos para uma entidade filantrópica, a charity:water.

Muita gente duvidava de que fôssemos capazes de organizar tudo em tão pouco tempo. Para ser sincera, até nós mesmos duvidávamos. Mas deixamos as incertezas de lado e partirmos para as realizações. Troca-troca de emails, ideias daqui, ideias dali, estresses, pedidos, tentativas. À frente de tudo, @claudiaruiva. Incansável, ela sozinha conseguiu mil e uma coisas. Quer dizer, sozinha exatamente, não. Cláudia já estava grávida do @bebêruivo e não sabia!

No dia marcado, 12 de fevereiro, São Pedro ficou chateado por não ter sido convidado e nos banhou com um temporal. Claudia ficou presa em casa, em Niterói, por mais de 2h até conseguir sair. Outras tantas pessoas precisaram desistir do evento por absoluta falta de condições para chegar ao centro da cidade. Ainda assim, com todos os contras, a noite foi só alegria. Muitos sorteios para quem foi, muita diversão e uma boa quantia arrecadada.

De acordo com os resultados que constam da página do charity:water e que eu compilei em uma planilha, o Rio de Janeiro ficou no trigésimo lugar em quantia arrecadada. Levando-se em consideração que 130 cidades de todo o mundo contribuíram para a causa (na verdade, 192 tinham se inscrito, mas 62 não recolheram dinheiro algum), nossa colocação foi excelente. Eu sei que não se trata de uma gincana. O que eu quero mostrar com isto é que nós temos sim competência para nos organizarmos e conseguimos mobilizar uma grande quantidade de pessoas em pouco tempo.

Depois de tudo o que conseguimos em tempo recorde, tenho certeza de que somos capazes de organizar qualquer coisa. Mais ainda: acho que está na hora de as grandes empresas web perceberem nosso potencial e passarem a apostar mais no Rio de Janeiro. Já demos o nosso recado.

As fotos do Twestival podem ser vistas aqui.

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Sou+Web #4

Patricia Haddad | Mon, 15 December, 2008 | 07:51 AM

O tema da quarta e última edição do ano do Sou+Web foi Propriedade Intelectual, Creative Commons e Cultura Livre. Pela primeira vez, participei “twittando“, ou seja, escrevendo diretamente no Twitter (e não no meu já famoso bloquinho de papel!). Isto foi possível graças ao empréstimo do Aspire One (netbook, ou mini notebook) pelo Leanderson (@lesilva), que por sua vez gravou as palestras em vídeo (disponíveis em breve).

O primeiro a se apresentar foi o advogado Antônio Cabral, que falou sobre a crise que atinge não exatamente a cultura, mas a sua forma de produção e distribuição. Citou sites colaborativos, como a Wikipedia e o Flickr, e abordou bastante também a questão do direito autoral. Finalmente consegui entender o que é a licença Creative Commons. Na verdade, ainda tenho dúvida sobre como os “criadores” poderão sobreviver se tudo for de uso livre, mas acho que isso é papo para outro debate.

Depois do Antônio, foi a vez de Oona Castro, coordenadora-executiva do Instituto Overmundo. Oona falou sobre a mudança de visão de grandes empresas, que estão tendo que aprender a lidar com a nova forma de se produzir e disseminar conteúdo. Um bom exemplo que ela deu de como a colaboração pode ser uma grande saída é o Tecnobrega, que movimenta milhões de reais no Pará.

Por último, tivemos Gilberto Almeida, também advogado. Uma das primeiras frases ditas por ele e que me chamou a atenção é de que a vocação do software e da cultura livre não é viver em gueto. Citou o conceito da cauda longa e, muito provavelmente para o espanto de muitos, disse que a tendência é que ela seja cada vez mais curta. Outra coisa interessante dita por ele, e que se aplica em diversos casos, é que o medo provoca uma reação muito forte de extrema proteção (no caso, de conteúdo). Recentemente houve um discussão no Twitter sobre a massificação de blogs e até mesmo do próprio Twitter e vi muita gente se declarando contra isso, numa clara demonstração de que não entenderam ainda o que é a colaboração – ou entenderam até a página 3, que é onde esse povo está.

Quase dei pulinhos quando Gilberto disse que telemarketing é intromissão. Há algum tempo venho planejando um post contra esse spam telefônico proveniente de números restritos ou que exibem apenas uma seqüência de números 1 no identificador de chamadas. A gente não tem direito de escolha, não diz “sim, quero receber ligações”, mas mesmo assim recebemos diversas chamadas a qualquer hora do dia. Insistência (e chatice), seu nome é atendente de telemarketing.

Durante as considerações finais, um grande momento! Oona disse que sequer temos um marco regulatório cível para a internet e já estamos a caminho de um marco regulatório criminal com este projeto de lei do Azeredo. Segundo ela, corremos um risco muito grande se o texto for aprovado. Alguém duvida disso? Como eu já falei em posts anteriores, parece aquela piada do português que quer tirar o sofá da sala só porque pegou sua mulher sentada nele com o amante. Pensem direitinho, vocês que estão lendo este post e que sabem a quantas anda este projeto, se não estão se preocupando com a coisa errada.

Todos os tweets enviados durante esta 4ª edição do Sou+Web estão neste link, criado com o Google Docs (estou evoluindo!). As fotos estão no Flickr.

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Manhãs Digitais #1

Patricia Haddad | Wed, 26 November, 2008 | 10:31 PM

Aos poucos, o Rio de Janeiro vai ganhando mais e mais eventos extremamente úteis e interessantes para quem lida com comunicação, tecnologia e web. Já tivemos três Descolagens este ano, tivemos um BlogCampRJ, no próximo sábado teremos o 1º Encontro de TI e hoje foi a vez da primeira edição do Manhãs Digitais, realizado pela Simplesmente em parceria com a AmCham. O tema deste encontro foi Web 2.0 – Novas perspectivas para as organizações.

O primeiro a falar foi o Nino Carvalho. Segundo ele, a internet deu um poder aos clientes que ninguém jamais imaginou. Isso é verdade. Aquela história de que uma pessoa insatisfeita fala mal de determinado produto ou serviço para dez pessoas foi potencializada com a rede. Em questão de minutos espalhamos nossas críticas por email, no Orkut, no Twitter, no blog e pronto: o mundo fica sabendo do caso com todos os detalhes. A grande questão, como bem lembrou o Nino, é que estas empresas, incluindo as grandes, ainda não estão preparadas para lidar com essa avalanche de informações geradas pelos clientes. E ele ainda arriscou uma previsão: quem não souber usar a internet para dialogar com seu público não vai resistir por mais que cinco anos. Esperemos por 2014!

Um outro ponto interessante citado pelo Nino é que o novo consumidor é mais malandro e não clica em anúncios tão facilmente quanto antes. Por isso, é cada vez mais necessário pensar em ações de marketing diferenciadas, que atinjam as pessoas por outros meios, como os vídeos virais e os posts no Twitter. Outra verdade para mim. Foi-se o tempo em que eu clicava em algum daqueles anúncios do Google (AdSense). Os pop-ups (chatos p’ra caramba!) que aparecem em alguns sites também (OGlobo, Uol) são solenemente ignorados. Mas ainda não estou imune a outras formas de propaganda. Portanto, fica a dica para as empresas que queiram me vender produtos ou conceitos: sejam criativos e me surpreendam!

Com toda essa diversidade, tanto de formas de comunicação como de perfis do público-alvo, surge um problema: como criar relacionamentos sólidos neste novo mundo? Não é fácil. Eu acredito que o primeiro passo seja entender que hoje em dia o importante não é atingir números estratosféricos de clientes, mas aquelas 100 ou 150 pessoas que são de fato relevantes para o negócio. A empresa que focar nos perfis realmente importantes terá mais chances de acertar e de conquistar a fidelidade de seus consumidores.

A segunda palestrante foi Vanessa Nunes. De outro jeito, e de forma bem humorada, ela tocou novamente naquela questão do poder que a internet deu às pessoas hoje. Antigamente, quais as ferramentas que tínhamos? Carta, telefone. Hoje, criamos blogs e comunidades em redes de relacionamento para demonstrar nossa insatisfação. Já existe até mesmo site especializado em registrar reclamações: o Reclame Aqui. E como tudo isso está sendo indexado, é cada vez mais provável que uma simples busca no Google retorne resultados negativos sobre a empresa antes mesmo do site oficial.

Por último, tivemos o Carlos Nepomuceno. Logo no início, uma frase marcante: “Se tudo muda, nada muda.” Para Nepomuceno, os seres humanos sempre viveram eras de conhecimento porque isso sempre foi uma necessidade. Quando deixamos de viver em silêncio e passamos a grunhir, percebemos que era preciso evoluir e assim começamos a falar. Com o passar do tempo, as palavras já eram muitas e surgiu a necessidade de anotá-las, o que nos levou em direção à escrita. Assim passamos de uma época de escassez de informação para tempos de abundância. E é somente entendendo todo este processo e tendo uma visão histórica que vamos conseguir entender de fato a internet e saber o que mudará na sociedade em sua função e o que permanecerá igual.

A lição que fica é que nós temos que nos adaptar ao novo ambiente de conhecimento. Ou pegamos esse trem ou vamos ficar parados no tempo e no espaço. Estamos passando por uma revolução semelhante à de 1450, quando Gutemberg inventou a imprensa. Quem não conseguir entender isso vai ficar para trás. Tudo bem, nem todo mundo tem que estar na frente. No entanto, é preciso ter uma coisa muito clara na cabeça: quem não quiser caminhar junto com esta nova era, não atrapalhe o caminho daqueles que querem encabeçar a fila, que querem verdadeiramente escrever a história daqui para a frente.

* * *

Esqueci de levar a câmera para fazer fotos, mas o Nepomuceno me encarregou de usar a dele. Assim que elas estiverem no ar coloco links aqui. As fotos que fiz com a câmera do Nepomuceno estão aqui.

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AmCham, carlos Nepomuceno, conhecimento, Internet, Manhãs Digitais, Nino Carvalho, Simplesmente, Vanessa Nunes
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Descolagem #3

Patricia Haddad | Tue, 25 November, 2008 | 12:17 PM

No último sábado tivemos a terceira edição do Descolagem, a última deste ano, com o tema Tecnologia e Educação: uma nova escola para um novo aluno. Já falei aqui outras vezes sobre o quão fantástico é este evento, realizado no Nave pelo Beto Largman em parceria com o Oi Futuro e a Secretaria de Estado de Cultura. Este, no entanto, talvez tenha sido o que mais me fez pensar durante e depois do evento.

A primeira palestrante foi Patrícia Konder, diretora pedagógica da Escola Parque, no Rio de Janeiro. Eu diria que, de todos, ela foi a mais tradicional, apesar de mostrar que está preocupada em mudar os conceitos sobre educação que temos hoje em dia. Para a diretora, essa mudança passa até mesmo pelo espaço físico onde alunos aprendem com professores. Não há mais lugar, segundo Patrícia, para aulas apenas expositivas. Concordo com ela. Para mim, aquele famoso cuspe e giz precisa ser banido com urgência. Entra ano, sai ano, milhares de novas tecnologias surgem e a escola, de modo geral, permanece igual: professores que se acham os donos da verdade, detentores de todo o conhecimento do universo, e alunos sentados, imóveis, tentando decorar fórmulas e conceitos. Não dá mais. É preciso se reinventar. A questão é que toda e qualquer transformação necessária – e inevitável – é, também, muito difícil. Mudar toda uma forma de pensamento arraigada há anos é tarefa para quem realmente acredita em algo melhor e está disposto a escrever a história daqui para frente.

Em seguida, tivemos a apresentação de Paulo Blikstein, professor em Stanford na área de novas tecnologias para educação. Paulo tem um trabalho belíssimo voltado para populações de baixa renda e que mistura arte com tecnologia. No telão, ele exibiu alguns destes trabalhos e eu confesso que me emocionei com os resultados que vi. Ali, no Descolagem, Paulo falou do pensamento computacional e fez uma experiência com a participação do público. Primeiro, com a ajuda do Largman, desenhou um círculo em um quadro, improvisando um compasso com duas canetas e um pedaço de barbante. Pediu, então, que alguém da platéia calculasse a área, utilizando a conhecida fórmula Pi R2 Depois, fez disparos aleatórios de balas de tinta contra o tal quadro, usando uma arma de paintball. Em seguida, solicitou a três participantes que fizessem um determinado número de pontos, também aleatórios, no mesmo quadro, usando giz e canetas. No final, Paulo contou o total de pontos feitos, quantos estavam dentro do círculo desenhado e, com uma regra de três mostrou que daquela forma era possível achar a área do círculo ou de qualquer outra forma geométrica. O pensamento computacional transforma as coisas complicadas em tarefas mais simples. E com aquilo que parecia brincadeira, mas que é usado em estudos de mecância quântica e estatística, Paulo nos provou que matemática não é sinônimo de fórmulas decoradas, como muitos professores já me fizeram acreditar ao longo dos meus anos de estudo.

Enquanto o Lens Kraftone preparava os equipamentos para a sua apresentação musical, abriu-se para perguntas do público. O primeiro a se manifestar foi Antônio, um professor, também sociólogo, que estava sentado ao eu lado. Antônio questionou se a sua profissão vai deixar de existir. Para ele, os discursos da Patrícia e do Paulo levam a crer que os professores não serão mais os detentores do conhecimento e que serão então substituídos pelas novas tecnologias. A impressão que tive foi a de que ele não entendeu nada do que foi dito pelos dois primeiros palestrantes. Em momento algum se falou no fim do professor, mas na mudança da sua forma de atuar. O professor do futuro, que para mim já chegou, não é mais um ser supremo, dotado de todo o conhecimento necessário. Não! Os profissionais de educação precisam entender que todos nós, independentemente de nossas profissões, estamos em aprendizado contínuo. A cada dia surgem coisas novas. A cada dia temos a oportunidade de aprender alguma coisa, de mudarmos de opinião, de aprimorarmos conceitos. Quem achar que nada disso é importante vai ficar para trás. Quem não souber aproveitar as chances que surgem a todo instante vai pender o bonde da história e não terá lugar nesse novo mundo que está surgindo.

Momento de descontração. Hora do Lens Kraftone, um grupo que faz música com os joysticks do Wii. Para quem não sabe, Wii é um novo tipo de videogame que no lugar daqueles tradicionais comandos com uma haste que movimentávemos para frente, para trás e para os lados, utliza acessórios que fazem o jogador se movimentar de verdade. Para jogar tênis, por exemplo, é preciso imitar um tenista e dar raquetadas no ar, segurando, claro, o controle do jogo. Pois este grupo, o Lens Kraftone, transformou os movimentos feitos com este joysticks diferentes em sinais de midi representando notas musicais, gerando, então, música. O resultado é surpreendente e contagiante! Os integrantes estão mesmo de parabéns pelo trabalho!

Antes do último palestrante, Caribé falou um pouco sobre o movimento de ciberativismo contra o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo. Há, na internet, diversos textos sobre este assunto. Eu mesma já escrevi aqui no blog sobre o caso, que é seríssimo (leia aqui, aqui, aqui e aqui). Recomendo a leitura deste texto do Caribé, onde será possível entender melhor o que está se passando e o que poderá acontecer. Precisamos nos engajar e a hora é agora. Já chega deste (des)governo fazendo e acontecendo, enxergando as coisas por lentes tortas e turvas, tomando atitudes nada democráticas e implantando uma verdadeira ditadura civil neste país.

Chegou a hora então do encerramento triunfal dos Descolagens deste ano. Luli Radfahrer, Ph.D. em Comunicação Digital, fez sua performance. Luli é ligado em 440v – 220v é pouco. Ninguém viu, mas tenho certeza de que ele estava conectado a alguma mega-super-tera-ultra bateria. Falar na velocidade em que ele falou, sem interrupções, por mais de uma hora, não é tarefa para simples mortais. Utilizando uma história em quadrinhos projetada no telão, Luli mostrou que as novas tecnologiais digitais ainda são praticamente desconhecidas pelas escolas. Pior: muitos professores teimam em ignorá-las e em proibir o uso de novas formas de comunicação interativa simplesmente porque têm MEDO DO DESCONHECIDO! Sim, eu sei que tudo aquilo que não se conhece gera, sim, medo. Mas este medo tem que ser saudável, tem que servir de estímulo para se ir adiante. Trancar-se dentro de sua redoma segura e afastar-se do mundo atual só tornará qualquer um que aja deste jeito em uma pessoa cada vez mais anti-social, mais infeliz, mais fora da realidade.

Em um determinado momento, Luli disse que não adianta se falar da capital da Eslovênia nas escolas se esta informação não tem nenhuma conexão com a realidade do aluno. Voltei no tempo. Tentei me lembrar do que aprendi no primário, no ginásio e no científico e o que de fato eu ainda me recordo. Muito pouca coisa. Mas uma coisa eu nunca esqueci: desde pequena eu sempre me questionei a necessidade de aprender tudo aquilo que me era “ensinado”, da forma como era “ensinado”, e também sempre senti falta de outros ensinamentos. Tive que decorar como as flores se reproduzem, sob pena de não passar de ano, mas nunca tive acesso a noções básicas de Direito, por exemplo. Assuntos que fazem parte do nosso dia-a-dia são ignorados, ou pelo menos sempre foram ignorados nos meus tempos de colégio – e olha que estudei em bons colégios.

Saí do Nave com a esperança de que aquelas pessoas que ouviram tudo aquilo que foi dito lá dentro disseminem essas novas idéias. Espero que elas de fato acreditem que é preciso mudar e coloquem a mão na massa. Já será um começo. A tarefa será árdua, haverá sempre alguém que irá se recusar a aceitar que os tempos mudaram, que não podemos mais viver hoje em dia como vivíamos nas décadas de 40, 50, 60. Haverá sempre alguém que condenará as novas tecnologias, que as culpará de coisas horríveis, esquecendo-se de que o que temos à disposição hoje em dia são tão-somente novos instrumentos. Cabe a nós todos usá-los de forma útil, sábia. Cabe a nós também, especialmente a quem lida com estas novidades hoje em dia, tornar tudo isso acessível a todos.

Hércules precisará fazer hora extra e encarar um décimo terceiro trabalho.

* * *

Mais Descolagem:

  • Minhas fotos no Flickr
  • Outras fotos no Flickr
  • Cobertura ao vivo feita pela @maffalda
  • Texto de Carlos Nepomuceno
  • Resumo em Vídeo
  • Vídeos da apresentação de Paulo Blikstein, por @lesilva: aqui e aqui
  • Vídeos da apresentação de Luli Radfahrer, por @lesilva: aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui
  • Vídeos Lens Kraftone: aqui, aqui e aqui

Se mais alguém tiver links para inserir nesta lista, é só deixar nos comentários.

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Beto Largman, Caribé, ciberativismo, descolagem, Eduardo Azeredo, educação, Lens Kraftone, Luli Radfahrer, Nave, novas tecnologias, Patrícia Konder, Paulo Blikstein
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Palestras pela internet

Patricia Haddad | Mon, 06 October, 2008 | 09:46 PM

Vocês já ouviram ou já participaram de uma palestra pela internet? Bom, eu tive esta experiência hoje e vou dizer: foi muito bom! Não conhecia a AulaVox e foi uma grata surpresa ver como tudo funciona tão direitinho. Alguns dos eventos oferecidos são pagos; outros são gratuitos e o único trabalho é fazer um rápido cadastro e baixar um programinha direto do próprio site. Isto, claro, é feito apenas no primeiro acesso. Tudo simples, sem muitas complicações.

Na hora do evento escolhido, uma sala virtual é aberta e então o palestrante começa a falar. Há um espaço para chat entre os participantes, que também podem pedir para falar, desde que, claro, disponham de um microfone. Há também uma grande área onde podem ser exibidos slides de apoio sobre o tema. Não sei se há alguma opção com vídeo. Procurei esta informação, mas ainda não encontrei.

Entusiasmada com a novidade, divulgo-a no Twitter. Meu amigo Assis, que volta e meia aparece aqui nos comentários deste blog, me diz que isso é relativamente comum mundo afora. Para mim, foi uma completa novidade. E como o tema também era excelente, não tinha como eu não achar fantástica mais esta forma de interatividade, de uso eficiente das ferramentas digitais que temos hoje em dia.

O tema de hoje foi Criação de ambientes para o sucesso profissional, com o professor de Educação Física e consultor Leonardo Allevato. Comecei a ouvir o que ele tinha a dizer e, quando percebi, tinha tudo a ver com o que escrevi sobre o livro Como transformar sonhos em realidade. Muitos conceitos se encaixavam, se completavam, e cada vez fui tendo mais certeza de que quando mudamos de atitude abrimos a porta para que outras tantas mudanças positivas aconteçam.

Nas próximas três segundas-feiras deste mês Leonardo Allevato dará outras palestras igualmente gratuitas e sempre às 9h da manhã. Segue o calendário:

  • 13/10/2008 – Atividade física na 3ª idade: vivendo mais e melhor
  • 20/10/2008 – Marketing pessoal: seu produto é você
  • 27/10/2008 – Violência escolar: o papel da Educação Física

Clique nos links acima para fazer a inscrição nas palestras. É sempre bom fazer isso com antecedência para não se atrasar na hora e perder o início das palestras.

Um aviso: neste link há uma informação de que é necessário utilizar o navegador Internet Explorer. No meu trabalho, consegui acessar sem problema algum utilizando o FireFox, e que não era a versão mais nova. Já aqui em casa, só consegui entrar na sala de demonstração pelo Internet Explorer. Por isso, é bom mesmo fazer um teste antes. Encontrando problemas, é só entrar em contato com o pessoal da AulaVox.

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Nova lambança

Patricia Haddad | Wed, 10 September, 2008 | 09:08 PM

Mais uma vez, o pensamento retrógrado de algumas pessoas faz a justiça brasileira meter os pés pelas mãos e tentar tirar o sofá da sala…

Estava eu ontem, dia 9 de setembro, no meio do meu programa na RPB Web, lendo o Twitter como de costume para atender aos pedidos dos coleguinhas. Eis que, de repente, começo a receber informações sobre uma nova polêmica envolvendo a internet. O problema, na verdade, tinha a ver com um site bastante badalado nos últimos tempos: o próprio Twitter!

Antes de mais nada, vamos às apresentações para os não-iniciados. Twitter é uma ferramenta de microblogging, com um quê de Orkut e, vez por outra, ares de MSN. Hein? Ok. Twitter é um site onde você cria sua conta para escrever textos de até 140 caracteres (microblogging). O objetivo original era que as pessoas dissessem o que estavam fazendo no momento, mas pelo menos aqui no Brasil o uso se diversificou bastante e até eventos importantes são cobertos por jornalistas por meio do Twitter. Depois de feito o cadastro, você adiciona, ou melhor, passa a seguir pessoas para ler o que elas escrevem e, da mesma forma, passa a ser seguido por quem se interessa pelo que você digita (Orkut). Não raro, alguns usuários contam detalhes da vida ou marcam encontros (MSN). Outra definição que li uma vez, se não me engano feita pelo @caribe, dizia mais ou menos o seguinte: “Twitter é como a sala do cafezinho, onde as pessoas se encontram para bater papo, trocar idéias e onde um da pitaco na conversa do outro.” (Ah, sim, todos os usuários têm o sinal “@” antes do nome e agora é comum as pessoas se tratarem por seus “arrobas” e não mais por seus nomes.)

Apresentação feita, passemos para a polêmica. Como qualquer rede social, ou melhor, como qualquer coisa na internet, perfis falsos se proliferam por lá. Qualquer um pode criar um email do tipo verafischer @ blablabla.com ou sergiocabral @ blebleble.com e se passar pelas figuras conhecidas. Nenhuma novidade – e só cai nessa quem quer. Da mesma forma, é muito fácil criar contas no Orkut e outros sites de relacionamentos em nome de gente conhecida. No Twitter não é diferente. Um dos usuários mais famosos é o @vitorfasano, que obviamente não é o ator, mas que diverte um bocado o pessoal. Também só acredita que os perfis famosos por lá pertencem aos próprios famosos quem quer.

Acontece que alguém teve a idéia de criar o perfil @LuizianneLins13 como se fosse a candidata do PT (por que será que não me espanto?) à prefeitura de Fortaleza. O criador não é exatamente o que podemos chamar de eleitor da moça. Ao contrário, é, provavelmente, um gaiato insatisfeito e fez isso só para provocar. Luizianne não gostou. Na verdade, deve é ter ficado mordida de raiva por não ter tido antes a brilhante idéia de usar essa fantástica ferramenta a seu favor. Vários candidatos utilizam o microblogging para se divulgar de forma sadia. Luizianne comeu mosca. O que fez a mocinha? Bateu o pezinho e exigiu a retirada do Twitter do ar. Insano? Calma que tem mais! Por mais absurdo que possa parecer, o TRE do Ceará acatou o pedido dela. Isto por si só já seria prova do total desconehcimento do mundo em que vivemos hoje, mas eles foram além. Tiraram do ar o Twitter Brasil, um blog dedicado ao Twitter, mas que nada tem a ver com ele. A história completa pode ser lida aqui.

Não foi a primeira vez que alguém – no caso, a candidata – deu claras demonstrações de despreparo para viver no século 21. Não há futuro. Ele já chegou. Ou estas pessoas pegam esse barco ou vão ficar para trás logo, logo. Ao mesmo tempo, a justiça brasileira também continua desatualizada e incapaz de resolver um problema tão anos 2000. O que tentaram fazer ontem, e ainda por cima acabaram fazendo de forma errada, foi tirar o sofá da sala como fez o português da piada depois de flagrar a esposa sentada nele aos beijos com o vizinho.

É preciso se fazer alguma coisa urgente contra essa burrice desmedida espalhada por aí. E é preciso fazer isso ONTEM.

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O ditado estava certo

Patricia Haddad | Sun, 07 September, 2008 | 10:28 PM

Dizem por aí que só costumamos dar o devido valor às coisas quando as perdemos. Guardadas as devidas proporções, foi só ficar dois dias sem acesso à administração do meu blog para que eu sofresse de uma (leve) crise de abstinência. Logo eu, que volta e meia esqueço que este espaço existe e fico um bom tempo sem nada escrever!

Segundo o Cris Dias, do Vilago, o problema foi causado por algum plugin. Ele desabilitou todos diretamente no servidor e eu consegui entrar. A recomendação foi para que eu ativasse um a um novamente para ver quem era o maledetto causador da discórdia. Foi o que fiz. Com medo de mais uma reação histérica minha, nenhum dos plugins deu erro. Humpf.

Fico eu aqui pensando: o cáspita do plugin vai dar problema novamente quando lhe der nos bytes? Assim, do nada, de repente, ele vai resolver barrar minha entrada na administração do blog novamente? Tipo… na hora em que eu mais precisar blogar? Devo excomungar todos os plugins existentes na blogosfera? Seriam os deuses astronautas?

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Descolagem #2 vem aí!

Patricia Haddad | Tue, 02 September, 2008 | 02:08 PM

Descolagem #2No próximo sábado vai acontecer aqui no Rio a segunda edição do Descolagem, em evento muito bacana que rolou pela primeira vez no dia 05 de julho. A partir das 15h, no NAVE – Núcleo Avançado de Educação – gente das mais variadas áreas vão discutir o tema “Interfaces: o homem e a máquina falando a mesma língua“. A realização é do Oi Futuro, instituto de responsabilidade social da Oi, em parceria com a Secretaria de estado de Cultura. A curadoria é do jornalista e blogueiro Beto Largman.

Participam desta edição o coletivo de design e moda OEstúdio; o cosmólogo, pesquisador e filósofo Luiz Alberto Oliveira; e os diretores da empresa de design interativo 32bits, Danilo Medeiros e Daniel Morena. Na mediação dos bate-papos, ao lado do Beto, Cris Dias, pioneiro da internet no Brasil e diretor do Vilago, onde este blog mora feliz!

Eu não fui ao primeiro Descolagem e – pasmem! – adorei não ter ido. Não, não achei o evento ruim. Pelo contrário! A explicação para o que parece ser uma contradição está neste post que escrevi no dia seguinte. Desta vez, no entanto, apesar de continuar desprovida de notebooks e afins para poder participar ativamente, eu vou. Não posso perder em hipótese nenhuma a chance de conhecer pessoalmente gente tão bacana que já confirmou presença, além, é claro, de conhecer o próprio Nave.

Se você que acabou de ler este texto quer embarcar nessa nave também, escreva para descolagem [@] gmail.com e peça a sua inscrição. Mas corra, porque as vagas são limitadas! Se você não é do Rio, ou simplesmente não puder ir, não se preocupe. Haverá diversas transmissões ao vivo no dia. É só se conectar no site do Nave!

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