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	<title>S.O.B.R.E.T.U.D.O &#187; Opinião</title>
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	<description>Sobre tudo o que vejo; sobretudo, o que me provoca...</description>
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		<title>Sobre o caso Rafael Mascarenhas</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 14:50:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Haddad</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<description><![CDATA[Há mais de uma semana que os noticiários falam da morte do músico Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães e do músico Raul Mascarenhas. Uma tragédia, certamente, mas que a meu ver tem ingredientes um tanto deturpados. Muitos pontos não saem da minha cabeça e decidi escrevê-los aqui. Rafael morreu atropelado enquanto andava de [...]<p><a href="http://www.patriciahaddad.com/sobre-o-caso-rafael-mascarenhas/">Sobre o caso Rafael Mascarenhas</a> foi escrito por <a href="http://www.patriciahaddad.com">Patricia Haddad</a>.  -  S.O.B.R.E.T.U.D.O</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Há mais de uma semana que os noticiários falam da morte do músico Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães e do músico Raul Mascarenhas. Uma tragédia, certamente, mas que a meu ver tem ingredientes um tanto deturpados. Muitos pontos não saem da minha cabeça e decidi escrevê-los aqui.</p>
<p>Rafael morreu atropelado enquanto andava de skate dentro de um túnel interditado para manutenção. Que eu saiba, túneis nunca foram áreas de lazer. Portanto, creio que praticar qualquer atividade dentro deles não seja algo que se possa considerar correto. Se no lugar do filho de uma atriz famosa e de um instrumentista também conhecido estivesse um garoto qualquer, será que já não teriam abordado isto (a questão do local ser proibido) na mídia? Aliás, fosse qualquer outra pessoa não conhecida ou filha de conhecidos, será que teríamos tanta cobertura assim? Fica a pergunta.</p>
<p>O atropelador Rafael Bussamra acusa policiais de terem pedido a quantia de R$ 10 mil para, digamos, esquecerem o caso. O pai dele afirma ter pago R$ 1 mil. Corrupção é crime tanto para quem a propõem como para quem a aceita. No entanto, só ontem ouvi em algum telejornal a informação de que o atropelador e seu pai (e parece que até seu irmão mais velho) podem ser processados por corrupção. Podem? Acho que o destaque para este detalhe tem sido pequeno demais.</p>
<p>Também ontem ouvi que os amigos de Rafael pretendem fazer dois pedidos às autoridades. Um deles é que os túneis interditados para manutenção sejam abertos ao lazer. Ora! Será que precisamos mesmo destes espaços, que só ficam fechados durante as madrugadas? Precisamos que os jovens passem noites inteiras se divertindo em locais insalubres como os túneis desta cidade? Se faltam locais para a prática de certas atividades, que se peça a construção deles em áreas apropriadas!</p>
<p>O segundo pedido é para que o Túnel Acústico, onde ocorreu o acidente, receba o nome de Rafael Mascarenhas. Eu entendo a dor que a mãe deve estar sentindo. Entendo a dor que pai, demais familiares e amigos devem estar sentindo. Entendo o desejo de se fazer homenagens ao garoto. Entendo as flores, a música &#8211; mas não as &#8220;pinturas&#8221; feitas nas paredes do local. Agora, no meu entender, mudar o nome do túnel já ultrapassa um pouco o bom senso. Tivesse sido um dos trabalhadores dos serviços realizados ali (o que seria perfeitamente possível) será que prestariam a mesma homenagem? &#8220;Túnel Acústico Fulano de Tal, que morreu atropelado aqui enquanto trabalhava em área interditada a veículos.&#8221; Mais uma pergunta que fica.</p>
<p>Por último, quero falar do descaso das autoridades. Um dos amigos de Rafael apareceu na tv dizendo que a prática de skate naquele local (e me parece que em outros túneis) é antiga. Há anos jovens usam os túneis interditados para manutenção durante as madrugadas para andar de skate e segundo tal amigo de Rafael nunca ninguém chegou para impedi-los. E aí fico pensando: se o poder público (estado ou prefeitura, não sei ao certo qual dos dois neste caso) já tivesse tomado providências antes talvez Rafael ainda estivesse vivo. Afinal, havia gente trabalhando ali dentro e quem garante que atividades de lazer não poderiam interferir nos serviços?</p>
<p>Fico por aqui, apesar de ainda ter muitas observações a fazer. O assunto é delicado e triste, melhor deixar que cada um tire suas conclusões.</p>
<p><a href="http://www.patriciahaddad.com/sobre-o-caso-rafael-mascarenhas/">Sobre o caso Rafael Mascarenhas</a> foi escrito por <a href="http://www.patriciahaddad.com">Patricia Haddad</a>.  -  S.O.B.R.E.T.U.D.O</p>
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		<title>Respeitando apenas os iguais</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 03:56:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Haddad</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<description><![CDATA[Desde que o mundo é mundo respeito é bom e todo mundo gosta. É a base da convivência em sociedade. Todos têm o direito de ser e pensar o que quiserem, mas têm o dever de entender que isto vale para todos. Portanto, se o cidadão do lado age de modo diferente, no mínimo é [...]<p><a href="http://www.patriciahaddad.com/1174/">Respeitando apenas os iguais</a> foi escrito por <a href="http://www.patriciahaddad.com">Patricia Haddad</a>.  -  S.O.B.R.E.T.U.D.O</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que o mundo é mundo respeito é bom e todo mundo gosta. É a base da convivência em sociedade. Todos têm o direito de ser e pensar o que quiserem, mas têm o dever de entender que isto vale para todos. Portanto, se o cidadão do lado age de modo diferente, no mínimo é preciso <strong>respeitar</strong>. Pode-se discordar, não gostar, mas é preciso <strong>respeitar</strong>. Afinal, ninguém é dono da verdade, ainda que muitos achem que são.</p>
<p>De tempos em tempos, alguns valores e/ou conceitos são destacados pelas pessoas e viram bandeiras. O <strong>respeito </strong>é um deles que há algum tempo virou moda junto com a tal <strong>liberdade de expressão</strong>, ainda mais na era da internet. Vejo pessoas fazendo grandes dissertações sobre esses temas, clamando pelo direito de dizer o que pensam sem sofrer qualquer repressão. E quando algum caso de censura acontece, misericórdia. Chovem críticas ao censor.</p>
<p>Sou da área de comunicação, convivo com profissionais do meio, além de ter outra penca de amigos blogueiros e tuiteiros. Todos adoram escrever e expor suas opiniões, muitas vezes polêmicas. Se um serviço é mal prestado, em questão de minutos constroem um blog para falar mal dos responsáveis, espalham o endereço e difundem em todos os canais possíveis sua insatisfação. Há quem diga que este é o quinto poder; outros, que é um upgrade do quarto. Não importa. O cidadão de hoje tem um poder e tanto nas mãos.</p>
<p>Pois hoje pela manhã eu tomei um susto. O assunto do Twitter era a escolha da sede das Olimpíadas de 2016. Muita gente torcia pelo Rio. Eu disse &#8220;<em>muita gente</em>&#8220;, e não &#8220;<em>todo mundo</em>&#8220;. Até aqui tudo bem. Unanimidade é para poucos. O problema é que grande parte dessa &#8220;<em>muita gente</em>&#8221; a favor simplesmente não está preparada para ser contrariada. Partiram para uma torcida apaixonadamente cega e distribuíram pérolas que custei a acreditar no que estava lendo.</p>
<p>Nunca escondi que não apoiava a escolha do Rio. Há tempos já escrevi nesse blog sobre isso. Obviamente, expus esta minha opinião e fiquei impressionada de verdade com a reação de certas pessoas que simplesmente não conseguem aceitar que há outras que pensam diferente. Pior: muitas são profissionais de comunicação e/ou grandes usuários das mais variadas redes sociais, consideram-se 2.0, mas tiveram um comportamente 0.0.</p>
<p>Li de tudo no Twitter. Li que não apoiar a escolha do Rio era uma enorme bobagem e que pessoas que assim pensavam eram passíveis de um corte de relações. Li que não apoiar o Rio2016 era ser pessimista, participar de movimentos  &#8220;<em>do contra</em>&#8220;, no pior sentido da expressão. Vi gente acusando os &#8220;<em>do contra</em>&#8221; de estarem &#8220;<em>fingindo</em>&#8221; ser politicamente engajados.  Vi pessoas sendo ríspidas com outras, sem que tivessem recebido qualquer mensagem mal-educada antes. Vi gente fazendo gracinha, usando termos chulos, querendo saber como o pessoal &#8220;do contra&#8221; ia reagir à vitória do Rio.</p>
<p>Respondam-me, por favor: é tão difícil entender que não apoiar uma causa não significa que se esteja torcendo contra ela? É complicado demais respeitar a opinião alheia? Em momento algum eu disse que torcia para o Rio perder. Apenas disse que não apoiava. Também nunca disse que quero que tudo dê errado. Pelo contrário. Sempre deixei claro que, uma vez o Rio sendo escolhido, era óbvio que eu torceria para que as nossas olimpíadas fossem as melhores da história. Sim, eu sou brasileira, amo meu país e minha cidade!</p>
<p>Continuo afirmando: não torcia pela vitória do Rio. Mas, também continuo afirmando: se fomos escolhidos, então mãos à obra. Vamos fazer bonito! Vamos batalhar para fazer um senhor evento aqui na nossa cidade. Espero que estas tantas pessoas às quais me referi tenham maturidade para entender que isto não é cuspir no prato em que se comeu, é apenas uma forma coerente de agir. Babaquice &#8211; e burrice &#8211; seria eu agora fazer campanha para que tudo dê errado.</p>
<p>Eu já tinha visto pessoas <strong>binárias</strong>, para as quais só existe o certo e o errado, o sim e o não, o branco e o preto. Que nome podemos dar para quem só reconhece a própria &#8220;<em>verdade absoluta</em>&#8220;?</p>
<p>* * *</p>
<p>P.S.: Nepomuceno, admirado por todos que o conhecem, escreveu um <a title="Post do Nepô sobre as Olimpíadas do Rio" href="http://nepo.com.br/2009/10/02/olimpiada-1-0/" target="_blank">post</a> sobre isso. Nepô não defende o Rio2016. Há, neste momento, 6 comentários, o que é pouco considerando-se o tema e o autor do texto. O curioso é que nenhum o ataca, mesmo discordando. Por que será que as pessoas agem de forma tão diferente?</p>
<p>Intrigante, mas não me surpreende. E isso é preocupante.</p>
<p><a href="http://www.patriciahaddad.com/1174/">Respeitando apenas os iguais</a> foi escrito por <a href="http://www.patriciahaddad.com">Patricia Haddad</a>.  -  S.O.B.R.E.T.U.D.O</p>
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		<title>Descolagem #3</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 15:17:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Haddad</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No último sábado tivemos a terceira edição do Descolagem, a última deste ano, com o tema Tecnologia e Educação: uma nova escola para um novo aluno. Já falei aqui outras vezes sobre o quão fantástico é este evento, realizado no Nave pelo Beto Largman em parceria com o Oi Futuro e a Secretaria de Estado [...]<p><a href="http://www.patriciahaddad.com/descolagem-3/">Descolagem #3</a> foi escrito por <a href="http://www.patriciahaddad.com">Patricia Haddad</a>.  -  S.O.B.R.E.T.U.D.O</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>No último sábado tivemos a terceira edição do <a title="Descolagem no Nave" href="http://www.flickr.com/photos/pmh/3052905172/" target="_blank">Descolagem</a>, a última deste ano, com o tema <strong>Tecnologia e Educação: uma nova escola para um novo aluno</strong>. Já falei aqui outras vezes sobre o quão fantástico é este evento, realizado no <a title="Nave" href="http://www.nave.org.br/category/noticias/" target="_blank">Nave</a> pelo <a title="Beto Largman" href="http://www.flickr.com/photos/pmh/3052909076/" target="_blank">Beto Largman</a> em parceria com o <a title="Oi Futuro" href="http://www.oifuturo.org.br/" target="_blank">Oi Futuro</a> e a Secretaria de Estado de Cultura. Este, no entanto, talvez tenha sido o que mais me fez pensar durante e depois do evento.</p>
<p>A primeira palestrante foi <a title="Patrícia Konder" href="http://www.flickr.com/photos/pmh/3052076807/" target="_blank">Patrícia Konder</a>, diretora pedagógica da Escola Parque, no Rio de Janeiro. Eu diria que, de todos, ela foi a mais tradicional, apesar de mostrar que está preocupada em mudar os conceitos sobre educação que temos hoje em dia. Para a diretora, essa mudança passa até mesmo pelo espaço físico onde alunos aprendem com professores. Não há mais lugar, segundo Patrícia, para aulas apenas expositivas. Concordo com ela. Para mim, aquele famoso <em>cuspe e giz</em> precisa ser banido com urgência. Entra ano, sai ano, milhares de novas tecnologias surgem e a escola, de modo geral, permanece igual: professores que se acham os donos da verdade, detentores de todo o conhecimento do universo, e alunos sentados, imóveis, tentando decorar fórmulas e conceitos. Não dá mais. É preciso se reinventar. A questão é que toda e qualquer transformação necessária &#8211; e inevitável &#8211; é, também, muito difícil. Mudar toda uma forma de pensamento arraigada há anos é tarefa para quem realmente acredita em algo melhor e está disposto a escrever a história daqui para frente.</p>
<p>Em seguida, tivemos a apresentação de <a title="Paulo Blikstein" href="http://www.flickr.com/photos/pmh/3052078631/" target="_blank">Paulo</a> <a title="Site de Paulo Blikstein" href="http://www.blikstein.com/paulo/" target="_blank">Blikstein</a>, professor em Stanford na área de novas tecnologias para educação. Paulo tem um trabalho belíssimo voltado para populações de baixa renda e que mistura arte com tecnologia. No telão, ele exibiu alguns destes trabalhos e eu confesso que me emocionei com os resultados que vi. Ali, no Descolagem, Paulo falou do pensamento computacional e fez uma experiência com a participação do público. Primeiro, com a ajuda do Largman, desenhou um círculo em um quadro, improvisando um compasso com duas canetas e um pedaço de barbante. Pediu, então, que alguém da platéia calculasse a área, utilizando a conhecida fórmula <em>Pi</em> R<sup>2</sup> Depois, fez <a title="Disparos com balas de tinta" href="http://www.flickr.com/photos/pmh/3052916066/" target="_blank">disparos aleatórios de balas de tinta</a> contra o tal quadro, usando uma <a title="Arma de paintball" href="http://www.flickr.com/photos/pmh/3052080363/" target="_blank">arma de paintball</a>. Em seguida, <a title="Mackeenzy participa da experiência" href="http://www.flickr.com/photos/pmh/3052917718/" target="_blank">solicitou</a> a <a title="Camila participa da experiência" href="http://www.flickr.com/photos/pmh/3052083625/" target="_blank">três</a> <a title="Vicente participa da experiência" href="http://www.flickr.com/photos/pmh/3052084457/" target="_blank">participantes</a> que fizessem um determinado número de pontos, também aleatórios, no mesmo quadro, usando giz e canetas. <a title="Cálculo da área do círculo" href="http://www.flickr.com/photos/pmh/3052085437/" target="_blank">No final</a>, Paulo contou o total de pontos feitos, quantos estavam dentro do círculo desenhado e, com uma regra de três mostrou que daquela forma era possível achar a área do círculo ou de qualquer outra forma geométrica. O pensamento computacional transforma as coisas complicadas em tarefas mais simples. E com aquilo que parecia brincadeira, mas que é usado em estudos de mecância quântica e estatística, Paulo nos provou que matemática não é sinônimo de fórmulas decoradas, como muitos professores já me fizeram acreditar ao longo dos meus anos de estudo.</p>
<p>Enquanto o <a title="Lens Kraftone" href="http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&amp;friendid=370227056" target="_blank">Lens Kraftone</a> preparava os equipamentos para a sua apresentação musical, abriu-se para perguntas do público. O primeiro a se manifestar foi Antônio, um professor, também sociólogo, que estava sentado ao eu lado. Antônio questionou se a sua profissão vai deixar de existir. Para ele, os discursos da Patrícia e do Paulo levam a crer que os professores não serão mais os detentores do conhecimento e que serão então substituídos pelas novas tecnologias. A impressão que tive foi a de que ele não entendeu nada do que foi dito pelos dois primeiros palestrantes. Em momento algum se falou no fim do professor, mas na mudança da sua forma de atuar. O professor do futuro, que para mim já chegou, não é mais um ser supremo, dotado de todo o conhecimento necessário. Não! Os profissionais de educação precisam entender que todos nós, independentemente de nossas profissões, estamos em aprendizado contínuo. A cada dia surgem coisas novas. A cada dia temos a oportunidade de aprender alguma coisa, de mudarmos de opinião, de aprimorarmos conceitos. Quem achar que nada disso é importante vai ficar para trás. Quem não souber aproveitar as chances que surgem a todo instante vai pender o bonde da história e não terá lugar nesse novo mundo que está surgindo.</p>
<p>Momento de descontração. Hora do <a title="Lens Kraftone no Descolagem" href="http://www.flickr.com/photos/pmh/3052086325/" target="_blank">Lens Kraftone</a>, um grupo que faz música com os joysticks do Wii. Para quem não sabe, Wii é um novo tipo de videogame que no lugar daqueles tradicionais comandos com uma haste que movimentávemos para frente, para trás e para os lados, utliza acessórios que fazem o jogador se movimentar de verdade. Para jogar tênis, por exemplo, é preciso imitar um tenista e dar raquetadas no ar, segurando, claro, o controle do jogo. Pois este grupo, o Lens Kraftone, transformou os movimentos feitos com este joysticks diferentes em sinais de midi representando notas musicais, gerando, então, música. O resultado é surpreendente e contagiante! Os integrantes estão mesmo de parabéns pelo trabalho!</p>
<p>Antes do último palestrante, <a title="Caribé fala do movimento contra o projeto de lei do Azeredo" href="http://www.flickr.com/photos/pmh/3052925070/" target="_blank">Caribé</a> falou um pouco sobre o movimento de ciberativismo contra o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo. Há, na internet, diversos textos sobre este assunto. Eu mesma já escrevi aqui no blog sobre o caso, que é seríssimo (leia <a title="Internauta não é sinônimo de criminoso" href="http://www.patriciahaddad.com/?p=489" target="_blank">aqui</a>, <a title="Liberdade na internet com os dias contados" href="http://www.patriciahaddad.com/?p=490" target="_blank">aqui</a>, <a title="E o projeto mudou" href="http://www.patriciahaddad.com/?p=495" target="_blank">aqui</a> e <a title="Nunca antes na história deste país" href="http://www.patriciahaddad.com/?p=502" target="_blank">aqui</a>). Recomendo a leitura <a title="Texto do Caribé" href="http://xocensura.wordpress.com/2008/11/23/ministerio-publico-quer-implantar-o-estado-vigilantista/" target="_blank">deste texto</a> do Caribé, onde será possível entender melhor o que está se passando e o que poderá acontecer. Precisamos nos engajar e a hora é agora. Já chega deste (des)governo fazendo e acontecendo, enxergando as coisas por lentes tortas e turvas, tomando atitudes nada democráticas e implantando uma verdadeira ditadura civil neste país.</p>
<p>Chegou a hora então do encerramento triunfal dos Descolagens deste ano. <a title="Luli Radfahrer" href="http://www.flickr.com/photos/pmh/3052926026/" target="_blank">Luli Radfahrer</a>, Ph.D. em Comunicação Digital, fez sua <em>performance</em>. Luli é ligado em 440v &#8211; 220v é pouco. Ninguém viu, mas tenho certeza de que ele estava conectado a alguma mega-super-tera-ultra bateria. Falar na velocidade em que ele falou, sem interrupções, por mais de uma hora, não é tarefa para simples mortais. Utilizando uma história em quadrinhos projetada no telão, Luli mostrou que as novas tecnologiais digitais ainda são praticamente desconhecidas pelas escolas. Pior: muitos professores teimam em ignorá-las e em proibir o uso de novas formas de comunicação interativa simplesmente porque têm <strong>MEDO DO DESCONHECIDO</strong>! Sim, eu sei que tudo aquilo que não se conhece gera, sim, medo. Mas este medo tem que ser saudável, tem que servir de estímulo para se ir adiante. Trancar-se dentro de sua redoma segura e afastar-se do mundo atual só tornará qualquer um que aja deste jeito em uma pessoa cada vez mais anti-social, mais infeliz, mais fora da realidade.</p>
<p>Em um determinado momento, Luli disse que não adianta se falar da capital da Eslovênia nas escolas se esta informação não tem nenhuma conexão com a realidade do aluno. Voltei no tempo. Tentei me lembrar do que aprendi no primário, no ginásio e no científico e o que de fato eu ainda me recordo. Muito pouca coisa. Mas uma coisa eu nunca esqueci: desde pequena eu sempre me questionei a necessidade de aprender tudo aquilo que me era &#8220;ensinado&#8221;, da forma como era &#8220;ensinado&#8221;, e também sempre senti falta de outros ensinamentos. Tive que decorar como as flores se reproduzem, sob pena de não passar de ano, mas nunca tive acesso a noções básicas de Direito, por exemplo. Assuntos que fazem parte do nosso dia-a-dia são ignorados, ou pelo menos sempre foram ignorados nos meus tempos de colégio &#8211; e olha que estudei em bons colégios.</p>
<p>Saí do Nave com a esperança de que aquelas pessoas que ouviram tudo aquilo que foi dito lá dentro disseminem essas novas idéias. Espero que elas de fato acreditem que é preciso mudar e coloquem a mão na massa. Já será um começo. A tarefa será árdua, haverá sempre alguém que irá se recusar a aceitar que os tempos mudaram, que não podemos mais viver hoje em dia como vivíamos nas décadas de 40, 50, 60. Haverá sempre alguém que condenará as novas tecnologias, que as culpará de coisas horríveis, esquecendo-se de que o que temos à disposição hoje em dia são tão-somente novos instrumentos. Cabe a nós todos usá-los de forma útil, sábia. Cabe a nós também, especialmente a quem lida com estas novidades hoje em dia, tornar tudo isso acessível a todos.</p>
<p>Hércules precisará fazer hora extra e encarar um décimo terceiro trabalho.</p>
<p>* * *</p>
<p>Mais Descolagem:</p>
<ul>
<li>Minhas fotos no <a title="Minhas fotos do Descolagem no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/pmh/sets/72157609823321228/" target="_blank">Flickr</a></li>
<li>Outras fotos no <a title="Outras fotos do Descolagem no Flickr" href="http://www.flickr.com/search/?q=descolagem3&amp;w=all" target="_blank">Flickr</a></li>
<li><a title="Cobertura ao vivo do Descolagem feita pela @maffalda" href="http://www.nave.org.br/2008/11/24/descolagem-3-debateu-sobre-o-futuro-da-educacao/" target="_blank">Cobertura ao vivo</a> feita pela @maffalda</li>
<li><a title="Blog do Carlos Nepomuceno" href="http://cnepomuceno.wordpress.com/2008/11/24/o-sistema-quer-uma-nova-escola/" target="_blank">Texto</a> de Carlos Nepomuceno</li>
<li>Resumo em <a title="Vídeo" href="http://videolog.uol.com.br/video?388560" target="_blank">Vídeo</a></li>
<li>Vídeos da apresentação de Paulo Blikstein, por @lesilva: <a title="Vídeo Paulo Blikstein" href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=387824" target="_blank">aqui</a> e <a title="Vídeo Paulo Blikstein" href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=387832" target="_blank">aqui</a></li>
<li>Vídeos da apresentação de Luli Radfahrer, por @lesilva: <a title="Vídeo 1 do Luli Radfahrer" href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=388297" target="_blank">aqui</a>, <a title="vídeo 2 do Luli Radfahrer" href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=388031" target="_blank">aqui</a>, <a title="Vídeo 3 do Luli Radfahrer" href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=388314" target="_blank">aqui</a>, <a title="Vídeo 4 do Luli Radfahrer" href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=388339" target="_blank">aqui</a>, <a title="Vídeo 5 do Luli Radfahrer" href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=388346" target="_blank">aqui</a> e <a title="Vídeo 6 do Luli Radfahrer" href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=388362" target="_blank">aqui</a></li>
<li>Vídeos Lens Kraftone: <a title="Lens Kraftone - vídeo 1" href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=388448" target="_blank">aqui</a>, <a title="Lens Kraftone - vídeo 2" href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=388470" target="_blank">aqui</a> e <a title="Lens Kraftone - vídeo 3" href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=388469" target="_blank">aqui</a></li>
</ul>
<p>Se mais alguém tiver links para inserir nesta lista, é só deixar nos comentários.</p>
<p><a href="http://www.patriciahaddad.com/descolagem-3/">Descolagem #3</a> foi escrito por <a href="http://www.patriciahaddad.com">Patricia Haddad</a>.  -  S.O.B.R.E.T.U.D.O</p>
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		<title>Consciência em falta</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 12:55:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Haddad</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu quero é cota para ser humano. Ser humano branco, negro, amarelo, marrom, ocre, lilás ou rosa-choque. Dizem que somos um país ainda racista &#8211; e é verdade. Há mesmo um grande preconceito velado escondido em muitos de nós. A questão é: de onde parte esta segregação entre brancos e negros? Dos primeiros? Não. Os [...]<p><a href="http://www.patriciahaddad.com/919/">Consciência em falta</a> foi escrito por <a href="http://www.patriciahaddad.com">Patricia Haddad</a>.  -  S.O.B.R.E.T.U.D.O</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Eu quero é cota para ser humano.<br />
Ser humano branco, negro, amarelo, marrom, ocre, lilás ou rosa-choque.</em></strong></p>
<p>Dizem que somos um país ainda racista &#8211; e é verdade. Há mesmo um grande preconceito velado escondido em muitos de nós. A questão é: de onde parte esta segregação entre brancos e negros? Dos primeiros? Não. Os chamados afro-descendentes são os maiores culpados por ainda persistir esta ridícula diferenciação por cores. Não fosse a sua insistência em se criar cota para eles nos mais diversos segmentos talvez muita gente não prestasse mais tanta atenção no tom de suas peles.</p>
<p>Não lembro exatamente qual foi a primeira cota criada, mas a que mais me incomodava, até então, era a das universidades. Ora! Por que tem que haver reserva de vagas por conta da cor da pessoa? Acaso os negros são menos inteligentes? &#8220;Ah, mas vai nas favelas e você vai ver que a maioria dos moradores é de negros e eles não têm oportunidade de chegar ao ensino superior!&#8221;, dizem os defensores deste absurdo. Coitado, então, de quem deu o azar de nascer pobre e&#8230; branco! Este é verdadeiramente um excluído. Não tem dinheiro e, para piorar a sua situação, é branco e não pode se beneficiar das cotas. Quer preconceito maior do que este?</p>
<p>Agora, como se não bastasse, a câmara de vereadores do Rio estabeleceu que <a title="20% de vagas para afro-descendentes na prefeitura do Rio" href="http://extra.globo.com/rio/materias/2008/11/19/lei_cria_cota_racial_para_cargos_de_confianca-586478838.asp" target="_blank">20% das vagas em cargos de confiança, também chamados comissionados, em todos os órgãos da prefeitura sejam destinadas a afro-descendentes</a>. A discriminação vai além e determina que metade seja para homens e metade, para mulheres.A lei abrange todas as esferas dos poderes Executivo e Legislativo, além das empresas que participam de licitações para a prestação de serviços ao município.</p>
<p>César Maia já havia vetado este descalabro, mas a Câmara dos Vereadores derrubou a proibição. A prefeitura ainda pode recorrer, mas isto será tarefa para o próximo prefeito, Eduardo Paes. Enquanto isso, teremos que conviver com mais esta aberração, mais esta discriminação descarada apoiada pelos próprios negros. Para eles, esta medida segregatória é sinônimo de tentativa de igualdade. Ora, ora, sejamos racionais! Chega de hipocrisia. Atitudes assim só reforçam o preconceito. Dividem o mundo em preto e branco como se não existisse uma infinidade de pardos e mestiços, como se o bonito da raça humana não fosse a sua imensa diversidade.</p>
<p>Em vez de se preocuparem tanto com a chamada &#8220;Consciência Negra&#8221;, deviam era se preocupar tão somente com a CONSCIÊNCIA. Consciência ampla, geral e irrestrita, se me entendem. O que falta em todos nós é apenas consciência. Não tem nada disso de cor, de raça, de ascendência. Se nós nos preocupássemos verdadeiramente com coisas sérias não teríamos situações absurdas como a relatada pela <a title="Saúde no Brasil está falida!" href="http://fernandafreitas.wordpress.com/2008/11/17/imagens-falam-mais-que-mil-palavras/" target="_blank">Fernanda Freitas</a> em seu blog. Com licença do palavreado, mas pr&#8217;o inferno com as cotas raciais! Eu quero é cotas HUMANAS!</p>
<p>Para terminar, recomendo a leitura da belíssima e bastante apropriada <a title="Comentários no post sobre Consciência Negra" href="http://www.patriciahaddad.com/?p=384#comments" target="_blank">opinião</a> deixada hoje pelo leitor <a title="Pausa prum Café" href="http://pausaprumcafe.blogspot.com/" target="_blank">Luis Henrique</a> no meu texto sobre <a title="Consciência Negra" href="http://www.patriciahaddad.com/?p=384" target="_blank">Consciência Negra</a> do ano passado. Neste momento, é o penúltimo comentário. Procurem. Leiam. Reflitam. E me digam se estamos errados.</p>
<p><a href="http://www.patriciahaddad.com/919/">Consciência em falta</a> foi escrito por <a href="http://www.patriciahaddad.com">Patricia Haddad</a>.  -  S.O.B.R.E.T.U.D.O</p>
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		<title>Aniversário sem graça</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 23:53:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Haddad</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje, dia de eleições municipais em todo o país, a Constituição Federal completa 20 anos e nós pouco temos a comemorar. Passadas duas décadas, 66 dos 250 artigos aprovados em 5 de outubro de 1988 continuam no papel. Por não terem sido regulamentados pelo Congresso Nacional, nunca puderam ser colocados em prática. Tenho certeza de [...]<p><a href="http://www.patriciahaddad.com/aniversario-sem-graca/">Aniversário sem graça</a> foi escrito por <a href="http://www.patriciahaddad.com">Patricia Haddad</a>.  -  S.O.B.R.E.T.U.D.O</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, dia de eleições municipais em todo o país, a Constituição Federal completa 20 anos e nós pouco temos a comemorar. Passadas duas décadas, 66 dos 250 artigos aprovados em 5 de outubro de 1988 continuam no papel. Por não terem sido regulamentados pelo Congresso Nacional, nunca puderam ser colocados em prática. Tenho certeza de que Ulysses Guimarães, que fez com que a nova Carta Magna se tornasse uma realidade, jamais imaginou que todo aquele árduo trabalho ficasse incompleto. Tenho certeza, também, de que se Ulysses Guimarães não tivesse morrido em 93, esta história teria uma trajetória diferente.</p>
<p>Todos os governos brasileiros destes últimos 20 anos têm culpa no cartório. Todos foram negligentes. Mas nós também fomos. Pouco fizemos neste tempo todo para mudar o que vemos de errado. E que não me venham falar dos caras-pintadas do Collor, porque aquele movimento não foi espontâneo, como expliquei em um <a title="Post onde falo do movimento dos caras-pintadas" href="http://www.patriciahaddad.com/?p=256" target="_blank">post de 15 de março de 2007</a> e também em outro de <a title="Outro post sobre o movimento dos caras-pintadas" href="http://www.patriciahaddad.com/?p=344" target="_blank">16 de agosto do mesmo ano</a>. Apenas muito recentemente uma parcela da população começou a levantar a voz, a demonstrar a insatisfação, a reclamar e a denunciar. Foram os usuários de internet, mais especificamente os blogueiros, que começaram a mostrar que nem só de massa manipulável é feito o povo brasileiro. Infelizmente, este grupo de pessoas ainda é pequeno e rema verdadeiramente contra a maré para se fazer ouvir.</p>
<p>Parte desta acomodação que eu percebo na população em geral pode ser traduzida em algumas imagens que fiz hoje. Ruas imundas, banhadas de santinhos de candidatos porcalhões. Até dentro de zonas eleitorais eu vi lixo no chão. Lixo esse que na primeira chuva vai parar no bueiro, aquele que entope e inunda as ruas e que faz todo mundo reclamar da prefeitura no meio do temporal. Ora! Tá certo que nossos governantes (de todas as esferas) estão a léguas de serem eficientes. Mas enquanto não fizermos a nossa parte, enquanto acharmos que jogar um papelzinho no chão (dentre outras coisas) não é nada demais, pouco vai adiantar ter uma Constituição bacana.</p>
<p style="text-align: center;"><a title="Santinhos no chão dentro de uma zona eleitoral" href="http://farm4.static.flickr.com/3268/2914399557_291ae486df_o.jpg" target="_blank"><img title="Sujeira de políticos dentro de uma zona eleitoral" src="http://farm4.static.flickr.com/3268/2914399557_44281349d6_m.jpg" alt="Sujeira de políticos dentro de uma zona eleitoral" width="240" height="180" /></a> <a title="Santinhos que vão entupir os bueiros" href="http://farm4.static.flickr.com/3211/2914400249_226d09ee11_o.jpg" target="_blank"><img title="Santinhos prontos para entupir os bueiros" src="http://farm4.static.flickr.com/3211/2914400249_a5ca1e0d76_m.jpg" alt="Sujeirada nas ruas" width="240" height="180" /></a></p>
<p>Clique nas fotos acima para vê-las ampliadas e clique <a title="Fotos de boca de urna" href="http://www.flickr.com/search/?q=%22boca%20de%20urna%22&amp;w=40918689%40N00" target="_blank">aqui</a> para ver outras.</p>
<p><a href="http://www.patriciahaddad.com/aniversario-sem-graca/">Aniversário sem graça</a> foi escrito por <a href="http://www.patriciahaddad.com">Patricia Haddad</a>.  -  S.O.B.R.E.T.U.D.O</p>
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		<title>Nova lambança</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 00:08:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Haddad</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mais uma vez, o pensamento retrógrado de algumas pessoas faz a justiça brasileira meter os pés pelas mãos e tentar tirar o sofá da sala&#8230; Estava eu ontem, dia 9 de setembro, no meio do meu programa na RPB Web, lendo o Twitter como de costume para atender aos pedidos dos coleguinhas. Eis que, de repente, começo [...]<p><a href="http://www.patriciahaddad.com/nova-lambanca/">Nova lambança</a> foi escrito por <a href="http://www.patriciahaddad.com">Patricia Haddad</a>.  -  S.O.B.R.E.T.U.D.O</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Mais uma vez, o pensamento retrógrado de algumas pessoas faz a justiça brasileira meter os pés pelas mãos e tentar tirar o sofá da sala&#8230;</em></strong></p>
<p>Estava eu ontem, dia 9 de setembro, no meio do meu programa na <a title="Página com links para os posts dos programas" href="http://www.patriciahaddad.com/?page_id=706" target="_blank">RPB Web</a>, lendo o <a title="Twitter" href="http://www.twitter.com" target="_blank">Twitter</a> como de costume para atender aos pedidos dos coleguinhas. Eis que, de repente, começo a receber informações sobre uma nova polêmica envolvendo a internet. O problema, na verdade, tinha a ver com um site bastante badalado nos últimos tempos: o próprio Twitter!</p>
<p>Antes de mais nada, vamos às apresentações para os não-iniciados. Twitter é uma ferramenta de <strong>microblogging</strong>, com um quê de <strong>Orkut </strong>e, vez por outra, ares de <strong>MSN</strong>. Hein? Ok. Twitter é um site onde você cria sua conta para escrever textos de até 140 caracteres (<em>microblogging</em>). O objetivo original era que as pessoas dissessem o que estavam fazendo no momento, mas pelo menos aqui no Brasil o uso se diversificou bastante e até eventos importantes são cobertos por jornalistas por meio do Twitter. Depois de feito o cadastro, você adiciona, ou melhor, passa a seguir pessoas para ler o que elas escrevem e, da mesma forma, passa a ser seguido por quem se interessa pelo que você digita (<em>Orkut</em>). Não raro, alguns usuários contam detalhes da vida ou marcam encontros (<em>MSN</em>). Outra definição que li uma vez, se não me engano feita pelo @caribe, dizia mais ou menos o seguinte: &#8220;Twitter é como a sala do cafezinho, onde as pessoas se encontram para bater papo, trocar idéias e onde um da pitaco na conversa do outro.&#8221; (<em>Ah, sim, todos os usuários têm o sinal &#8220;@&#8221; antes do nome e agora é comum as pessoas se tratarem por seus &#8220;arrobas&#8221; e não mais por seus nomes.</em>)</p>
<p>Apresentação feita, passemos para a polêmica. Como qualquer rede social, ou melhor, como qualquer coisa na internet, perfis falsos se proliferam por lá. Qualquer um pode criar um email do tipo <span style="text-decoration: underline;">verafischer @ blablabla.com</span> ou <span style="text-decoration: underline;">sergiocabral @ blebleble.com</span> e se passar pelas figuras conhecidas. Nenhuma novidade &#8211; e só cai nessa quem quer. Da mesma forma, é muito fácil criar contas no Orkut e outros sites de relacionamentos em nome de gente conhecida. No Twitter não é diferente. Um dos usuários mais famosos é o @vitorfasano, que obviamente não é o ator, mas que diverte um bocado o pessoal. Também só acredita que os perfis famosos por lá pertencem aos próprios famosos quem quer.</p>
<p>Acontece que alguém teve a idéia de criar o perfil <a title="Perfil falso de Luizianne no Twitter" href="http://twitter.com/LuizianneLins13" target="_blank">@LuizianneLins13</a> como se fosse a <a title="Site da candidatura de Luizianne Lins à prefeitura de Fortaleza" href="http://www.luizianne13.can.br/" target="_blank">candidata</a> do PT (por que será que não me espanto?) à prefeitura de Fortaleza. O criador não é exatamente o que podemos chamar de eleitor da moça. Ao contrário, é, provavelmente, um gaiato insatisfeito e fez isso só para provocar. Luizianne não gostou. Na verdade, deve é ter ficado mordida de raiva por não ter tido antes a brilhante idéia de usar essa fantástica ferramenta a seu favor. Vários candidatos utilizam o microblogging para se divulgar de forma sadia. Luizianne comeu mosca. O que fez a mocinha? Bateu o pezinho e exigiu a retirada do Twitter do ar. Insano? Calma que tem mais! Por mais absurdo que possa parecer, o TRE do Ceará acatou o pedido dela. Isto por si só já seria prova do total desconehcimento do mundo em que vivemos hoje, mas eles foram além. Tiraram do ar o <a title="Twitter Brasil" href="http://www.twitterbrasil.org/" target="_blank">Twitter Brasil</a>, um blog dedicado ao Twitter, mas que nada tem a ver com ele. A história completa pode ser lida <a title="Twitter Brasil fora do ar" href="http://www.twitterbrasil.org/2008/09/09/justica-e-internet-mais-um-episodio-equivocado/">aqui</a>.</p>
<p>Não foi a primeira vez que alguém &#8211; no caso, a candidata &#8211; deu claras demonstrações de despreparo para viver no século 21. Não há futuro. Ele já chegou. Ou estas pessoas pegam esse barco ou vão ficar para trás logo, logo. Ao mesmo tempo, a justiça brasileira também continua desatualizada e incapaz de resolver um problema tão anos 2000. O que tentaram fazer ontem, e ainda por cima acabaram fazendo de forma errada, foi tirar o sofá da sala como fez o português da piada depois de flagrar a esposa sentada nele aos beijos com o vizinho.</p>
<p>É preciso se fazer alguma coisa urgente contra essa burrice desmedida espalhada por aí. E é preciso fazer isso <strong>ONTEM</strong>.</p>
<p><a href="http://www.patriciahaddad.com/nova-lambanca/">Nova lambança</a> foi escrito por <a href="http://www.patriciahaddad.com">Patricia Haddad</a>.  -  S.O.B.R.E.T.U.D.O</p>
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		<title>Rio 2016? Tô fora!</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Aug 2008 15:42:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Haddad</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca fui daquelas pessoas que bradam por aí que é um absurdo realizar certos eventos grandiosos, seja no Rio, seja no Brasil. Pelo contrário: sempre achei que shows em Copacabana como o dos Rolling Stones ou o Pan do Rio eram excelentes oportunidades de dar visibilidade ao país lá fora e atrair mais turistas. Por isso mesmo, até ontem à tarde eu torcia para que o Rio ganhasse o direito de sediar as Olimpíadas de 2016, mesmo tendo o Lula (desculpem-me, leitores!) como garoto propaganda desta campanha lá em Pequim. Pois ontem à noite mudei de idéia.</p>
<p>Fui ao Galeão (perdão, Tom Jobim, mas o Galeão sempre será Galeão para mim) emitir um bilhete. Cheguei pouco antes das 8 da noite e enfrentei uma fila de mais de <span style="text-decoration: line-through;">cinco</span> doze minutos (meu pai cronometrou) para entrar no estacionamento do terminal 2. Motivo: apenas um único guichê, daqueles em que um funcionário precisa digitar dados do veículo em um sistema e aguardar a impressão do tíquete, estava aberto. Não bastasse isso, havia desorganização, com muitos motoristas querendo furar a fila. Lá na frente, uns 4 seguranças da Infraero batiam papo ao lado das cabines. Dar uma mãozinha e ficar lá atrás orientando os carros para quê?</p>
<p>Lá dentro é pior. Sinto vergonha alheia por ver o estado de abandono do aeroporto internacional da principal porta de entrada do turismo brasileiro. O acesso ao terminal em si é deserto, mal iluminado. Os banheiros estão em petição de miséria. As opções de lanches são poucas e caras e não são nada atraentes. Na hora de pagar a taxa de embarque, um susto: R$35,04 (sim, 4 centavos) para embarcar no Santos Dumont em direção a Congonhas e voltar. Um assalto. Se ao menos nossos aeroportos fossem de primeiro mundo, eu saberia onde o dinheiro é empregado. Definitivamente, não é o caso.</p>
<p>Na hora de ir embora, outra fila, desta vez um pouco mais demorada apesar de 2 guichês abertos. Acontece que o volume de carros saindo ao mesmo tempo era grande. Lembro que há algum tempo atrás o pagamento do estacionamento era feito em um quiosque dentro do terminal. Não sei porquê agora é direto na saída, o que é um retrocesso. Há uns dois meses estive lá e fiquei mais de 5 minutos na fila. Na hora de pagar, haviam se passado 2 minutos da primeira hora e fui obrigada a pagar por mais <strong>uma hora</strong>, mesmo estando &#8220;atrasada&#8221; devido à lerdeza do atendimento. Por que não adotam sistema igual ao dos shoppings? O tíquete de entrada deveria ser fornecido por uma cancela automática e o pagamento deveria ser feito em guichês dentro do aeroporto.</p>
<p>Enquanto isso, você, amigo leitor, que tem um notebook e é destemido, pode ir navegar na internet à beira da praia de Copacabana. Como todos sabem, equipamentos eletrônicos e areia foram feitos um para o outro e a orla do Rio, especialmente na zona sul, é lugar de segurança máxima. Por essas e outras é que acho um insulto que aquele senhor que se acha o dono do Brasil esteja lá em Pequim, acompanhado do Cabralzinho-que-adora-bicicleta, querendo trazer as Olimpíadas para cá. É assim que pretendem receber turistas e esportistas de todas as partes do mundo? Isto é uma afronta à inteligência de qualquer um. Não contem comigo para torcer pelo &#8220;Rio 2016&#8243;. Tô fora!</p>
<p><a href="http://www.patriciahaddad.com/infrazero/">Rio 2016? Tô fora!</a> foi escrito por <a href="http://www.patriciahaddad.com">Patricia Haddad</a>.  -  S.O.B.R.E.T.U.D.O</p>
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		<title>Dois anos</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 12:18:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Haddad</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sexta-feira, 28 de julho de 2006. Devido à falta de coisas para fazer no trabalho, tirei uma folga. A crise da Varig já estava insustentável. Fazia uns 25 anos que não acreditava mais no Papai Noel, mas continuava apostando que o governo faria alguma coisa para evitar que a primeira tentativa de se usar a [...]<p><a href="http://www.patriciahaddad.com/564/">Dois anos</a> foi escrito por <a href="http://www.patriciahaddad.com">Patricia Haddad</a>.  -  S.O.B.R.E.T.U.D.O</p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sexta-feira, 28 de julho de 2006. Devido à falta de coisas para fazer no trabalho, tirei uma folga. A crise da Varig já estava insustentável. Fazia uns 25 anos que não acreditava mais no Papai Noel, mas continuava apostando que o governo faria alguma coisa para evitar que a primeira tentativa de se usar a Nova Lei de Falências desse errado. Papai Noel, pelo menos, nunca me deixou na mão.</p>
<p>À tarde, visitando uma tia com meus pais, recebo uma ligação. Uma colega de trabalho me avisava que nosso setor tinha acabado e que eu não deveria comparecer ao meu plantão de final de semana. &#8220;Tem certeza?&#8221; Sim, ela tinha certeza. O &#8220;Patrão&#8221; em pessoa tinha feito o doce comunicado. Deveria apenas me apresentar na segunda-feira para formalizar a minha demissão. Quem estava lá na companhia naquela sexta-feira já estava sendo despedido. As próximas 48 horas duraram quase 11 anos e meio.</p>
<p>Segunda-feira, 31 de julho de 2006. Tremendo, chorando muito, com uma raiva e uma tristeza descomunais, assinei aquela folha de papel que me dizia que meus serviços não era mais necessários. O crachá, que por 11 anos e meio ostentei orgulhosa no peito, foi devolvido como se nunca tivesse me pertencido. Deve ter ido parar em alguma caixa, junto com os outros milhares igualmente entregues pelos meus colegas, e todos devem ter sido destruídos. Incrédula, via pela primeira vez uma verdadeira demissão em massa como jamais achei que pudesse acontecer. Por baixo, cinco mil pessoas de uma mesma empresa desempregadas de uma hora para a outra.</p>
<p>Os dias seguintes foram horríveis. Quem tem querosene de aviação na veia como eu sabe que não foi fácil aceitar o fim da Varig. Ninguém conseguia acreditar que a Varig, aquela empresa com quase 80 anos de tradição, aquela que era sinônimo de segurança estava chegando ao fim. Não era possível que a tal da Nova Lei de Falências estivesse dando errado. Estava. Por mais que insistam em dizer até hoje que deu certo, eu afirmo: deu errado. Quem mandou achar que este (des)governo faria mesmo alguma coisa? O Coelhinho da Páscoa, pelo menos, nunca esqueceu meu ovo de chocolate.</p>
<p>Na imprensa só se ouvia o governo falar que haveria uma (milagrosa) solução de mercado. As demais empresas absorveriam os passageiros e os funcionários. E assim vivemos meses de confusões nos aeroportos. O caos se instalou de tal forma que até hoje viajar de avião é motivo de insegurança. &#8220;Será que vai sair na hora?&#8221; Nunca se sabe. O setor se degringolou para, provavelmente, nunca mais voltar ao que era. As congêneres, em particular as duas maiores &#8211; Tam e Gol &#8211; não deram conta do recado.</p>
<p>Para piorar, em 29 de setembro daquele ano um avião da Gol foi atingido por um Legacy. O boeing caiu, matando 154 pessoas. O jatinho aterrissou momentos depois com pequenas avarias na asa. Até hoje não há uma resposta definitiva sobre o caso, não se sabe o quê exatamente provocou a tragédia. O que se sabe, que veio à tona com este acidente, é que nosso controle aéreo está defasado, que nossos controladores são praticamente analfabetos em inglês, que há uma grande área de sombra na região da Amazônia e que a posição do transponder nos Legacys não é a mais apropriada. Os pilotos americanos continuam sendo os algozes. Mais fácil culpar os yankees, né?</p>
<p>A aviação brasileira continuou decaindo. O que um dia foi motivo de orgulho para todos os brasileiros agora era motivo de chacota. Tudo dava errado. Não houve ninguém que conseguisse atender à solicitação do respeitabilíssimo presidente desta república, que queria &#8220;<em>prazo, dia e hora</em>&#8221; para o fim do caos nos aeroportos. Não era para menos. A experiência de quase 80 anos tinha sido descartada, jogada no lixo como se não prestasse, como se não valesse nada.</p>
<p>Como se uma tragédia não tivesse sido suficiente para se aprender alguma lição, um avião da Tam pousa, não consegue parar e se choca contra um prédio da própria empresa. Quem seriam os culpados? Os pilotos, claro! Imagina se este (des)governo tem alguma responsabilidade! Claro que não. Ninguém inspeciona nada, ninguém controla nada, ninguém se importa de a pista de Congonhas é curta demais para suportar um Airbus lotado em dia de chuva. Segue-se uma palhaçada generalizada, CPI aqui, CPI ali, Anac lá, Infraero acolá, Tam em lugar algum, mas, enquanto isso, culpa-se os pilotos. Voltarão para se defender?<br />
Os ex-funcionários seguiam desempregados e sem receber seus direitos trabalhistas. Seriam absorvidos pelo mercado, tinha vaticinado o (des)governo. Não é preciso muita inteligência para saber que se Lula prometeu, não era para acreditar. Mas o pior mesmo foi ver o (des)governo do Partido dos Trabalhadores deixar tantos trabalhadores na mão. Até hoje não representamos absolutamente nada para aquele senhor que se apoderou do planalto central. O ilustríssimo só se interessa por aquilo que pode ser re$olvido com uma bol$a e$mola qualquer. Não é o nosso caso.</p>
<p>Lá se vão dois anos. Muitas pessoas tentam refazer suas vidas de outras maneiras. Nem todos conseguem. Quem passou da barreira dos 40 está penando para conseguir uma oportunidade nesta terra onde quem se orgulha de ser semi-analfabeto chega à presidência da república, enquanto é preciso ter o segundo grau completo e disputar com gente com diploma universitário para varrer rua. Nestes dois anos vi o MST pintar e bordar com a anuência do ex-sindicalista. Vi outras tantas coisas já narradas neste blog. E tive cada vez mais certeza de que nunca antes na história deste país tivemos tanto cinismo e cara-de-pau a serviço de meia-dúzia de barbudos hipócritas, verdadeiros ditadores civis.</p>
<p>Por agora, chega. E olha que nem citei os aposentados do Aerus. Por isso mesmo, aviso que este texto poderá sofrer modificações ao longo do dia. Todas serão identificadas.</p>
<p><a href="http://www.patriciahaddad.com/564/">Dois anos</a> foi escrito por <a href="http://www.patriciahaddad.com">Patricia Haddad</a>.  -  S.O.B.R.E.T.U.D.O</p>
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		<title>Desrespeito com profissionais</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 23:21:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Haddad</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vira e mexe vejo os dubladores fazendo campanhas de incentivo à dublagem, reclamando que não são respeitados, reivindicando o reconhecimento da profissão. Eu sempre os apoiei. Acho uma arte muito bacana e até necessária. Muita gente torce a cara para filmes que não têm o som original. Para mim, no entanto, todos os filmes exibidos [...]<p><a href="http://www.patriciahaddad.com/desrespeito-com-profissionais/">Desrespeito com profissionais</a> foi escrito por <a href="http://www.patriciahaddad.com">Patricia Haddad</a>.  -  S.O.B.R.E.T.U.D.O</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Vira e mexe vejo os dubladores fazendo campanhas de incentivo à dublagem, reclamando que não são respeitados, reivindicando o reconhecimento da profissão. Eu sempre os apoiei. Acho uma arte muito bacana e até necessária. Muita gente torce a cara para filmes que não têm o som original. Para mim, no entanto, todos os filmes exibidos nos cinemas deveriam ter versões dubladas. Assim, pessoas que não falam inglês e têm dificuldades para ler legendas poderiam assisti-los sem problemas. </p>
<p>Eis que hoje eu estava lendo a revista Programa, encartada no Jornal do Brasil, quando vejo a crítica do Rubens Lima Jr. sobre o filme Space Chimps &#8211; Micos no Espaço. Não bastasse todos os problemas técnicos da fraca animação, a versão brasileira conseguiu ficar ainda pior. A dublagem de dois dos principais personagens foi feita por Priscila e Yudi, dupla infantil que apresenta o programa Bom Dia &amp; Cia no SBT. Segundo o crítico, nenhum dos dois tem a menor intimidade com a arte de interpretar.</p>
<p>Os dubladores não têm nada a ver com isso. São vítimas. A culpa é dos diretores de dublagem, dos estúdios, que teimam em colocar pseudo-astros em uma função que exige técnica apurada e talento. Fazem tudo para colocar nomes famosos (famosos?) nos cartazes, esquecendo-se da qualidade do produto final. Isto é um desrespeito, um insulto aos verdadeiros profissionais que fazem da dublagem brasileira uma das melhores do mundo.</p>
<p><a href="http://www.patriciahaddad.com/desrespeito-com-profissionais/">Desrespeito com profissionais</a> foi escrito por <a href="http://www.patriciahaddad.com">Patricia Haddad</a>.  -  S.O.B.R.E.T.U.D.O</p>
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		<title>E São Pedro brigou com o Momo&#8230; Parte 1</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Feb 2008 13:26:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Haddad</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[As previsões diziam que o carnaval inteiro seria de chuva. Eu, que já tinha comprado apetrechos carnavalescos, como asinha de borboleta, boás e colares de havaiana, comecei a achar que a culpada era eu. Sem falar na camiseta com vários botões pretos pregados, para sair no Bola Preta. Quem mandou querer bancar a engraçadinha no [...]<p><a href="http://www.patriciahaddad.com/e-sao-pedro-brigou-com-o-momo-parte-1/">E São Pedro brigou com o Momo&#8230; Parte 1</a> foi escrito por <a href="http://www.patriciahaddad.com">Patricia Haddad</a>.  -  S.O.B.R.E.T.U.D.O</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>As previsões diziam que o carnaval inteiro seria de chuva. Eu, que já tinha comprado apetrechos carnavalescos, como asinha de borboleta, boás e colares de havaiana, comecei a achar que a culpada era eu. Sem falar na camiseta com vários botões pretos pregados, para sair no Bola Preta. Quem mandou querer bancar a engraçadinha no carnaval?</p>
<p>Pois eis que, na sexta-feira, um sol de rachar toma conta da cidade maravilhosa. Confiante de que o tempo continua propício aos festejos, combino a folia de sábado. E lá fui <a target="_blank" href="http://www.flickr.com/photos/pmh/2243080020/" title="Eu e Cacau vindas do Bola Preta">eu e minha amiga Cacau</a> para o <a target="_blank" href="http://www.flickr.com/photos/pmh/2236691370/" title="Bola Preta">Cordão da Bola Preta</a>, um dos mais tradicionais blocos carnavalescos do Rio.</p>
<p>O bom do Bola Preta é que só tocam marchinhas. Aliás, isso foi inclusive falado ao microfone. Ordens da diretoria: apenas marchinhas poderiam ser tocadas. Que maravilha! Brincar ao som daquelas músicas que têm mesmo cara de carnaval. Sambas de enredo também são legais, mas as marchinhas são insuperáveis.</p>
<p>Outra boa notícias: o Cordão ganhou nova sede. Por causa de enormes dívidas, o Bola Preta foi despejado de sua famosa sede, ali ao lado do Municipal. Agora ganharam um local próprio na Rua do Lavradio. Melhor em algum lugar do que em nenhum, mas aposto que aquele prédio da esquina da Evaristo da Veiga com 13 de maio continuará sendo sempre um ponto de referência. &#8220;<em>Onde te encontro?</em>&#8221; &#8220;<em>Me espera ali, no </em><strong>Bola Preta</strong>.&#8221; E está marcado o encontro para as cercanias da Cinelândia.</p>
<p>Agora, vamos a parte péssima da coisa. Pular o carnaval ao som do Bola Prte está impossível. Eu, pelo menos, já desisti. Ano que vem não vou. Não há mais lugar para foliões, só para ambulantes. Pelo meio da Avenida Rio Branco, centenas de carrinhos com isopores gigantes, vendedores com caixas e caixas de bebidas, tudo estrategicamente colocado para impedir que as pessoas brinquem. Não há como andar pela rua. São três passos e uma esbarrada num carrinho. Mais cinco passos, e você acaba de chutar um isopor. Outros quatro passos, e você dá de cara com uma carrocinha de cachorro quente. dali mesmo você já avista o próximo obstáculo: o vendedor de churrasquinho. Definitivamente, tô fora.</p>
<p>A prefeitura tem que tomar medidas drásticas urgentemente, ou a alegria de se pular carnaval como antigamente vai voltar a ser apenas uma vaga lembrança na memória dos mais velhos. Há que se organizar esses blocos maiores e coibir a instalação de ambulantes no meio da avenida. Fiscais devem circular pelos blocos retirando estes vendedores do meio do caminho. Parece difícil, mas não é. Com planejamento, é possível criar locais específicos para a venda de bebidas e comilanças. E o público poderá, enfim, se divertir a valer sem dar dez topadas por minutos em alguma caixa de cerveja.</p>
<p>Mais fotos <a target="_blank" href="http://www.flickr.com/photos/pmh/sets/72157603850324204/" title="Fotos do carnaval 2008">aqui</a>.</p>
<p><a href="http://www.patriciahaddad.com/e-sao-pedro-brigou-com-o-momo-parte-1/">E São Pedro brigou com o Momo&#8230; Parte 1</a> foi escrito por <a href="http://www.patriciahaddad.com">Patricia Haddad</a>.  -  S.O.B.R.E.T.U.D.O</p>
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