Tava demorando…
Patricia Haddad | Thu, 16 November, 2006 | 04:27 PMComeçou o sensacionalismo. Na Rede TV, agora, está a mãe da modelo Carolina Reston, que morreu vítima de anorexia e hoje estampa a capa de quase todos os jornais impressos. Na verdade, o sensacionalismo começou ontem à noite, quando esta mesma senhora estava no programa do Gilberto Barros. A mãe, talvez pela origem humilde, chama os repórteres e entrevistadores de “moço”. Dá pena.
É óbvio que o assunto ANOREXIA é grave e tem mais é que ser discutido mesmo abertamente em todos os meios possíveis de comunicação. Não só essa doença, mas também a BULIMIA e, principalmente, a DITADURA DA MODA. Esta sim é a principal vilã. Agora, expor a família desse jeito, deixar a imagem da mãe chorando na tela com aquela voz cavernosa do repórter dizendo “Carolina, que só comia tomate, pesava 40 kilos…” beira a maldade.
O que todos nós estamos precisando é de esclarecimentos sobre o que leva uma pessoa, especialmente mulheres, a chegar a este ponto que Carolina chegou. É preciso que se preste atenção ao que está ocorrendo, o que está fazendo com que mais e mais pessoas, na sua maioria do sexo feminino, queiram ser o mais magra possível. Debater o problema em si, com causas e conseqüências, e não este caso de maneira isolada.
Da minha parte, posso dizer que nunca levei jeito para dietas mirabolantes e, por isso, acredito estar muito longe do perfil de uma anoréxica ou bulímica em potencial. A palavra “regime” me causa calafrios. Dieta é palavra fora do meu cardápio, apesar de precisar urgentemente de uma reeducação alimentar e alguns kilos a menos por questões meramente de saúde. Claro que a estética também conta, mas neurose com esses assuntos não é comigo.
Uma publicitária está dando entrevista agora à Rede TV e disse que tudo começa com a contagem de calorias. Pois eu não faço a menor idéia de quantas calorias tem nem um grão de arroz, nem um Serenata de Amor. Não sei medir isso. Sei, sim, medir o tamanho das roupas nas vitrines. Estão cada vez menores. São cada vez mais feitas para… magras! Bem magras! Muito magras. Saiu fora do padrão-neurótico-de-beleza… dá-lhe camisetão com calça de ginástica…
Alguém tem que dar um basta. Ou “alguéns”.
São 18:40 de sexta. Faz exatamente 40 horas e 40 minutos que estou com enxaqueca. Sim, queridos, mais de um dia. No momento nem é uma dor assim tão forte, mas é uma dor que incomoda, que incapacita. Por isso resolvi escrever um pouco sobre esse problema que atinge milhares de pessoas, mas que outras milhares acham que é bobagem, frescura, uma simples “dorzinha de cabeça”. Aliás, esse 







