Choque
Patricia Haddad | Sat, 30 September, 2006 | 12:43 AMTive uma noite agradável, extremamente agradável em todos os sentidos. Reencontrei uma velha amiga de colégio, a quem conheço há 22 anos. Vivi momentos muito bons nas últimas horas. Muito bons.
Acabo de chegar em casa. Olho pra tela do computador do meu pai e vejo sobre o desaparecimento do avião da GOL. A enxaqueca atacou na hora. Foi batata. Pontualidade britânica. Uma angústia, misturada a tristeza, uma coisa ruim causa aperto no coração.
Conheço dois comissários da Gol. Um, Rodrigo, é filho de comissária da Varig conhecida minha. Outro, Felipe, amigo dos tempos de escola, dos mesmos tempos que a amiga que reencontrei lá no primeiro parágrafo.
Rodrigo acaba de falar comigo pelo MSN, diminuindo consideravelmente a angústia. Ele me garante que o Felipe não estava na lista de tripulantes do vôo. Respiro aliviada pelos dois, mas a cabeça ainda roda imaginando o que deve ter acontecido aos 155 149 passagerios mais tripulação técnica e de cabine.
Que Deus abençoe a todos.









Será que foi no vôo de 1 Real ??????
Bjs
PS: Vc vai no Palco MPB da próxima semana?
Eu conhecia uma pessoa q estava no avião.. não era próxima, mas era querida.. o q mais entristece é a situação das familias.. conheço marido e filhos dessa senhora. Como a vida é imprevisível e fragil..
Olha, sinceramente, não sei quanto custou cada passagem daquele vôo. Pode ter sido 1 real, pode ter sido mil. Irrelevante. O único número que importa nesta história é 155: 155 pessoas que deixaram abruptamente esta vida, de maneira estúpida, trágica, dolorosa; 155 famílias destroçadas; 155 MORTES. Desculpe, mas não dá pra ser irônica.
P.S.: sem contar as milhares de outras pessoas, que não tinham nada a ver com o caso, mas que estão consternadas.