Festival Internacional de Televisão
Patricia Haddad | Sun, 09 November, 2008 | 10:09 PMNesta última semana, aconteceu aqui no Rio mais uma edição do Festival Internacional de Televisão, organizado pelo IETV – Instituto de Estudos em Televisão. Na abertura, na segunda-feira, foram exibidos dois pilotos internacionais vencedores em festivais do gênero: The Apllicants, uma paródia de O Aprendiz, vencedor na Suíça; e Hit Factor, melhor série dramática no Festival de Nova York deste ano. O primeiro achei chato. O segundo eu queria mais!
Na terça, tivemos o debate sobre novas mídias e novas demandas de conteúdo. Participantes: Alberto Magno, diretor da M1nd; Adriana Alcântara, gerente de conteúdo de tv da Oi; Luiz Noronha, da Conspiração Filmes; e Luis Renato Olivalves, diretor de interatividade da Band. Este último fez, sem dúvida, a melhor apresentação, apesar de um pouquinho longa. Na verdade, como ele foi o último, todos nós já estávamos bastante cansados, já que o debate começou com um atraso de mais de meia hora.
O dia mais esperado pela grande maioria do público era quarta. Motivo? Sabrina Sato. Ok, Marcelo Tas e Marcelo Adnet também atraem muita gente, mas a japa do Pânico foi a responsável por boa parte dos marmanjos presentes. Além dos já citados, estiveram no debatesobre novas formas de humor Diego Barredo, diretor do CQC; Rachel Affonso, gerente de programação da MTV; e Anderson, outro integrante do Pânico. Que me desculpem todos, mas não gosto deste tipo de humor. Na verdade, até achei o Adnet muito engraçado e acredito que suas peças sejam mesmo imperdíveis. Tas também é um profissional indescritível, mas eu não gosto do CQC (pronto falei!). Sobre o Pânico eu nem falo. Resta reclamar do atraso de mais de um hora para o início do evento, sem uma informação sequer sobre o motivo de tanta espera.
Sexta-feira acabou sendo o dia mais produtivo para mim. O 7º Encontro Internacional de Televisão aconteceu no Sesc, no Flamengo, em um espaço muito mais propício para eventos deste porte. José Araripe Jr., gerente de projetos especiais da TV Brasil, e Reinaldo Volpato, gerente executivo da TV Brasil, foram os primeiros a falar – não sem um atraso de mais de 45 minutos para o início. Explicaram o motivo da criação da tevê pública, mas eu ainda não me convenci. Está certo que nenhuma tevê se faz em menos de três anos, mas então que não tivessem feito tanto oba-oba quando de seu lançamento, já que sabiam que as coisas demorariam para acontecer. Fiz uma pergunta a eles: por que a retirada de programas como o Direito em Debate? “Isso sempre acontece, muitas vezes é necessário retirar um programa da grade e tem sempre alguém que não fica satisfeito”, respondeu Araripe. Ok, mas por que justo um programa onde era possível debater coisas que o governo certamente não gostaria que debatêssemos? Pena que não me lembrei de perguntar o porquê de se exibir filmes com cenas de sexo explícito em uma tevê pública.
Ainda na parte da manhã, Ana Lúcia Gomes falou sobre o Canal Futura. Os vídeos e os slides mostrados foram excelentes! Após um intervalo para almoço, as mesas recomeçaram com – adivinhem! – mais atraso. Desta vez, pouco mais de meia hora. No primeiro debate, Paulo Mendonça, diretor-geral do Canal Brasil, e Wilson Cunha, diretor-geral do Multishow, falaram sobre oportunidades para produção independente em tv por assinatura. Logo depois, tivemos a mesa sobre audiência, posicionamento e novos conteúdos. Os participantes deste último debate foram Elisa Ayub, da RedeTV!; Fernando Sugueno, da Band; e Cris Lobo, da MTV.
O saldo da semana foi extremamente positivo e eu já espero por outros eventos como este. No entanto, fica meu apelo à organização para que realmente haja organização nos próximos encontros. As inscrições prévias que tivemos que fazer não foram levadas em consideração e o resultado foi muita discussão lá no Oi Futuro. Aliás, por falar em Oi Futuro, o prédio é belíssimo, mas totalmente inadequado para um festival deste porte. É preciso pensar em outro local mais amplo e em novas formas de se gerenciar as inscrições, de modo que elas realmente façam sentido!









Excelente post. Até pensei em ir, mas depois desisti. Os relatos no Twitter sobre o Festival foram desestimulantes. Fica para uma próxima.
Eu só fui na quarta feira e posso diser que foi muito legal, apesar que Sabrina só agregou a beleza mesmo. Em compensação o Tas, Adnet e a Raquel fizeram a diferença.