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Gol contra novamente – ida

Patricia Haddad | Mon, 27 October, 2008 | 08:01 PM

Que a Gol não era lá modelo de companhia eficiente eu já desconfiava. Aliás, tinha certeza. Uma empresa que adquire a marca VARIG e a joga no lixo é, no mínimo, burra. Levou de bandeja uma mina de diamantes. Teve a faca, o queijo e até a goiabada na mão. Jogou tudo fora. Perdeu dinheiro. Deixou escapar “A OPORTUNIDADE” de entrar para a história da aviação brasileira, reerguendo aquela que era o nosso orgulho. Discurso de apaixonada? Pode ser. Mas pelo breve relato que começo neste post e termino em outro vocês vão ver se não tenho razão.

Sexta-feira, 24 de outubro, tarde. Faltava pouco mais de 12 horas para o meu embarque para São Paulo junto com minha amiga Cíntia. Os bilhetes tinham sido emitidos em 5 de setembro para dois vôos Varig usando milhas do Smiles. Mas um telefonema marca o início do calvário. Tanto o vôo da ida como o da volta tinham sido cancelados e nós seríamos passadas para a Gol. Respirei fundo, reclamei um bocado mas, que remédio?, anotei os novos números e um localizador (código de reserva). “O que devo fazer amanhã?“,pergunto ao atendente. “Dirigir-se ao check-in da Gol para pegar o mini-fim (espécie de voucher).”

Sábado, 6 horas da manhã. Chego no Santos Dumont e sigo o recomendado. No check-in da Gol, conto o que tinha acontecido e o funcionário, sem nem prestar atenção ao final da minha fala, me interrompe e diz que tenho que ir para a Varig. “Veja bem, eu ERA Varig, mas fui TRANSFERIDA para a Gol!” Ele procura minha reserva e não acha. Diz que o localizador anotado no bilhete está errado. “Olha só, este código é AMADEUS. O seu sistema NÃO É AMADEUS. Portanto, você nunca vai achar minha reserva por meio do localizador. Tem que puxar pelo número do vôo e pelo nome“, ensino eu ao funcionário da Gol. Adiantou? Não. Ainda ouvi mais uma vez que tinha alguma coisa errada, tentei ensiná-lo mais outra vez e desisti.

Quando ele finalmente atendeu ao meu conselho, soltou a pérola: “Falta pagar R$142.” Pois é, depois de 10 minutos ele ainda não tinha percebido que os bilhetes eram gratuitos, emitidos com milhas. Agora foi ele quem desistiu e me passou para funcionárias Varig, que também levaram uma pequena surra para resolver o problema. Ninguém conseguia entender o que o atendente do Smiles tinha feito na nossa reserva. Mas, é aquela história. O Smiles agora é da Gol. O que eu queria, então? Atendimento de primeira? Varig e Gol agora são uma empresa só. O que eu queria? Que tudo desse certo?

Depois de meia hora, finalmente fomos para a sala de embarque. Mas, São Pedro, que não é bobo nem nada, também quis contribuir para a odisséia e baixou um nevoeiro em cima do Santos Dumont que provocou um atraso de DUAS HORAS no nosso vôo. Em compensação, acabamos embarcando em aeronave Varig, com equipe Varig e serviço de bordo Varig. Seguimos felizes para São Paulo. Mas voltaríamos à noite…

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atraso, check-in, Gol, mau atendimento, Varig
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