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Chega de CPMF – parte 2

Patricia Haddad | Mon, 13 August, 2007 | 06:56 PM

A CPMF foi criada em 1996 para arrecadar recursos financeiros que seriam usados em melhorias na área da saúde. Única e exclusivamente para esta área. Um de seus principais defensores foi o Dr. Adib Jatene, então Ministro da Saúde. Nesses 11 anos, não me consta que o setor tenha se tornado pródigo, digno de elogios e de ser copiado. Não há uma pessoa que não tenha queixa quanto aos nossos hospitais e postos de saúde, exceto o prizidenti Lula, que em abril de 2006, ao inaugurar as novas instalações do Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, afirmou que o Brasil “não está longe de atingir a perfeição no tratamento de saúde.”

Pensando no assunto durante o dia de hoje, resolvi fazer umas fotos da área externa do Hospital Geral de Bonsucesso, no Rio. Este hospital raramente é citado nos noticiários como exemplo de falta de atendimento. Quase não se fala de seu péssimo estado. Depois de analisarem as imagens abaixo, imaginem qual não deve ser a situação de um Hospital da Posse, por exemplo, praticamente sinônimo de caos, freqüentador assíduo dos noticiários quando o assunto é falta de médicos, falta de medicamentos, falta de equipamentos, falta de atendimento, falta de vergonha na cara dos nossos governantes.

Agora, me respondam: onde é que está a CPMF?

 

HGB

 

HGB   HGB

HGB   HGB

P.S.: CONTINUAM FALTANDO OS MEDICAMENTOS EXCEPCIONAIS QUE O GOVERNO DEVERIA FORNECER GRATUITAMENTE AOS DOENTES RENAIS CRÔNICOS E TRANSPLANTADOS. OS QUE FAZEM HEMODIÁLISE ESTÃO COM A SAÚDE CADA VEZ MAIS FRAGILIZADA, CORRENDO RISCOS DE PIORA, POIS OS REMÉDIOS SÃO COADJUVANTES DO TRATAMENTO NA MÁQUINA. JÁ OS QUE TIVERAM A SORTE DE ENCONTRAR UM DOADO, SEJA FAMILIAR, SEJA APÓS LONGA ESPERA NA FILA, PODEM PERDER O ÓRGÃO TRANSPLANTADO DEVIDO À FALTA DOS MEDICAMENTOS QUE IMPEDEM A REJEIÇÃO. O ASSUNTO É GRAVÍSSIMO, JÁ É DE CONHECIMENTO DO SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO RIO, SÉRGIO CÔRTES, DO MINISTÉRIO PÚBLICO E DO GOVERNO FEDERAL. NO ENTANTO, NADA FOI FEITO AINDA. HÁ MEDICAMENTOS EM FALTA HÁ MAIS DE 6 MESES. ALGUNS SEQUER PODEM SER COMPRADOS EM FARMÁCIAS. OS QUE SÃO VENDIDOS, CUSTAM MAIS DE R$1.500,00 UMA CAIXA, QUE NÃO DURA UM MÊS. E ESTOU FALANDO APENAS DE UM DOS REMÉDIOS. ESTES PACIENTES GERALMENTE TOMAM 5 OU 6 DIFERENTES.

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Chega de CPMF

Patricia Haddad | Mon, 13 August, 2007 | 08:57 AM

 

Chega de CPMF

 

Blogagem coletiva sugerida por http://mataador.blogspot.com/ O objetivo é protestarmos sobre a tentativa deste (des)governo federal de perpetuar a cobrança deste imposto. Cada um escreve o que quiser, seja sobre a história da CPMF, seja sobre a sua trajetória. Por enquanto, prefiro deixar registrada apenas a minha insatisfação. Depois tem mais.

Cansei de

Patrocinar as

Maracutaias

Federais

 

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Rotas, a teia da crise nos ares

Patricia Haddad | Sun, 12 August, 2007 | 09:10 PM

“O fim da Varig foi um desserviço para a sociedade, e ela talvez esteja pagando em crise aérea muito mais do que o prejuízo da empresa. A conta é muito maior que o buraco da Varig.” Esta declaração do professor de Engenharia de produção da Coppe/UFRJ, Elton Fernandes, encerra a matéria publicada hoje no JB e que pode ser lida aqui.

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Bravo!

Patricia Haddad | Sun, 12 August, 2007 | 08:43 PM

Há algum tempo, o Domingão do Faustão promoveu um concurso para escolher a nova cantora para a sua banda. Dentre as 4 finalistas estava Suellen Graciano, cantora que eu havia conhecido nos concursos de calouros do Programa Raul Gil. A candidata Lu Schievano foi a vencedora. Se não me engano, Suellen teve dois votos, enquanto as outras duas candidatas não obtiveram nenhum.

Fiquei chateada, pois torcia muito pela Suellen. Não apenas por ser uma artista excepcional, mas por não lhe terem dado o devido valor no Raul Gil. Isso não chega a ser nenhuma novidade. Afinal, talentos raríssimos já passaram por lá e foram desclassificados, como Raíza, Rafael Siano e André Vilella, enquanto coisas como William Borjazz e Ricky Vallen foram campeões, gravaram cd’s e mereceram tratamento de astros internacionalmente conhecidos. Sem comentários. Mas o fato é que Suellen ficou em segundo lugar. A vencedora tinha mais experiência, era mais velha, mais despachada. Pensando bem, deixar mais de duas mil candidatas para trás não foi nada mal para Suellen.

Depois de trabalhar por dois domingos, Lu Schievano foi demitida do programa, há quase um mês, por crises de estrelismo, segundo o que foi divulgado por aí. Ninguém sabia o que o programa faria. O mais justo seria chamar a Suellen, mas tudo era possível, até mesmo desistirem de ter uma cantora na banda. Pois a justiça foi feita e Suellen foi contratada. Mudou o visual, ficou com ar mais adulto e encarou a estréia com uma segurança que pouco se vê.

Hoje Faustão contou um pouco da história dela e que eu não conhecia. Suellen foi deixada na porta de uma casa ainda bebê e adotada pela família vizinha. Os depoimentos dos pais e da irmã mais velha levaram a cantora às lágrimas. Fausto pediu, então, que ela cantasse a capella um trecho da Ave Maria. Completamente arrepiada, quem foi às lágrimas fui eu.

Muito sucesso e carreira longa à Suellen!

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Bla, bla, bla
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Ele sabe. Mas ele não sabe.

Patricia Haddad | Sun, 12 August, 2007 | 06:40 PM

O trecho abaixo foi retirado de uma notícia publicada no Globo Online no dia 10 de agosto. O link original é este. 

Globo Online 10ago07

Como vocês podem observar, Lula diz que poderia ter usado exemplos de governos passados como Geisel, Collor, Itamar e Sarney. Ou seja: ele conhece tão bem a história destes seus antecessores que poderia tê-las usado, caso quisesse. Isto posto,  pergunto: por que cargas d’água Lula só não sabe nada a respeito do seu próprio governo?

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É de chorar

Patricia Haddad | Wed, 08 August, 2007 | 10:12 PM

Texto do antropólogo Roberto DaMatta publicado na página 7 da edição de hoje de O Globo. Cliquem na imagem para ampliá-la e tornar possível a leitura. Ou, se preferirem, leiam a versão que transcrevi abaixo, e que me foi gentilmente enviada pela minha amiga Simone “Kate” Assumpção. Depois, leiam o que escrevi ao final.

Roberto DaMatta - Uma carta do filho morto

Uma carta do filho morto

Querido Papai,

Dois brutais acidentes aéreos me trazem do espaço onde vivo. É incrível que, em apenas um ano após a minha morte, um falecimento súbito agenciado pelo assassinato da Varig, pela instituição de um duopólio e pelo descalabro aéreo que se seguiu, a aviação brasileira tenha chegado a tal descontrole. O colapso ultrapassou as piores previsões, mesmo para quem está na eternidade e vive na beatitude de um tempo sem relógio. Uma existência sem rotina, exceto quando alguma alma chega ou parte para o céu, quando ouço o soluço de vossas saudades e orações, ou quando algo terrível ocorre neste vosso mundo de ambições e desejos.

Repito o lugar-comum da comunicação entre os mortos e os vivos: estou bem. Mas os primeiros tempos foram duros. Somos proibidos de olhar para vocês porque a saudade que os mortos têm dos vivos é insuportável. Só depois da conquista de um certo radicalismo espiritual, que nos cega e ensurdece tanto quanto o Lula gostaria de ficar, é que somos liberados para algum tipo de comunicação. A mais popular são os sonhos, a mais mentirosa é feita por pessoas, a mais satisfatória é a da imaginação, daí esta carta. Tudo o que aprendi se concentra numa frase.

Papai, creia-me, só o amor vence a morte. 

Entendo bem o vosso sofrimento. Sei da saudade da Rita, da Serena, da Vitória e do Jerônimo. Lamento muito não ter podido me despedir naquele 27 de julho em que fui chamado e, como um suspiro, fiz a jornada para este mundo que vocês teimam em chamar de “outro” – esse espaço pelo qual a vida não teria plenitude.

Nem os sábios entendem esse nada que todos experimentam, mas não transmitem. Esse vazio que, para alguns, revela o absurdo de viver. Esse absurdo que estabelece as crenças e acentua ainda mais a intensidade desta coisa que chamamos amor e solidariedade – isso que eu aprendi com vocês e passei aos meus, na família que constituí e não posso mais acompanhar neste mundo sem alento e com raros oásis que, por isso mesmo é vida.

Agora vejo tudo com nitidez: fui levado pelo caos aéreo. Quando chegava dos meus vôos, nos velhos e bons tempos da antiga Varig, eu dizia que a coisa estava feia. Lembra-se do dia em que falei que a morte da Varig era como ver a morte de uma pessoa? Pois é Papai, quem estava para morrer era eu e, junto comigo, todos os que abraçaram a profissão de “aviador” e não de mero piloto de empresas descuidadas daquilo que, por desilusão e conflito, arrebatou-me de vocês: o orgulho e a confiança na companhia, que – mesmo nos piores momentos da crise – tinha cuidado com a segurança da tripulação, dos passageiros e do equipamento.* Tanto que repassamos o nosso fundo de pensão para a Varig, mas este governo o seqüestrou e até hoje a Rita e as crianças nada receberam.

Não era preciso virar espírito para saber que a má vontade do governo para com a Varig, que a recusa em ajudá-la, que o apelo mentirosamente neutro ao mercado como – aí, sim – o grande agente regulador da vida brasileira, ia resultar em tragédia, colapso e paralisia. Impossível sem a malha da Varig, justo a empresa que tinha mais experiência em voar no Brasil, sustentar e atender, como mostrou o vergonhoso “apagão aéreo” a imensa demanda por vôos, aeroportos seguros, controladores, aviões e aviadores.

Pior, porém, que o apagão foi ver o sonambulismo gerencial do qual somente agora o governo parece estar despertando. Este governo que tudo sabia e prometia.Outro dia encontrei um tal do Tony Fry. Um sujeito ligado a um escritor chamado James Michener que entende tudo de pista de pouso, pois serviu na marinha dos Estados Unidos no Pacífico Sul, na década de 40. Intuindo a minha suave perplexidade, pois não tenho mais angústia, ele comentava que nós, brasileiros, não sabemos tomar decisões ou dividir responsabilidade. Na guerra do Pacífico – complementou -, os japoneses começaram vencendo, mas reagimos e, no final, construímos uma pista de pouso em três semanas! Felizmente vocês nunca entraram numa guerra, pois, se entrassem, as informações mais secretas certamente vazariam. E, até decidirem contra-atacar, a vitória seria do inimigo. Não fosse um querubim lembrar onde estávamos, eu teria quebrado a cara desse ianque abusado com uma harpa.

Papai, esses acidente são resultados de um contexto. Else comprovam que tudo o que é humano é político, mas que o político num mundo movido a lucro requer controle e eficiência. Ou seja, demanda uma política paradoxalmente voltada para a despolitização partidária e mesquinha. Só uma firme orientação política despolitizada pode deter a brutalidade das forças do mercado, colocando-o ao lado dos cidadãos-consumidores. Sem isso, vocês vão entrar na fase do assassinato estatal.

“Nenhum aviador”, dizia nossa padroeira, Nossa Senhora de Loreto outro dia, “pode comandar uma máquina tão complicadamente perfeita num ambiente de insinuações, acobertamento de falcatruas e sem bendito mea culpa”. O sistema só vai se recuperar quando ficar entendido que o político partidário, como você me ensinou, não é tudo neste mundo maravilhoso que um dia foi também meu.

Um beijo na Rita, nas crianças, irmãos, sobrinhos, cunhados, tias e na Mamãe.

Um abraço saudoso e preocupado do seu filho,

Comandante Rodrigo DaMatta. 

* Grifo meu      

* * *

Lembro bem do dia 27 de julho. Naquela tarde, assisti a uma entrevista do sempre brilhante Roberto DaMatta no programa Sem Censura, transmitido pela TVE. Roberto precisou sair mais cedo do programa, pois iria a uma missa de sétimo dia de um amigo. À noite, fiquei sabendo em uma das comunidades sobre a Varig no Orkut que o comandante Rodrigo DaMatta havia sofrido um ataque fulminante à tarde. Tinha sido informado de que, muito provavelmente, o dia seguinte seria o último na Varig para milhares de funcionários. Enquanto seu pai dava entrevista em um programa de tevê, nosso comandante sucumbiu à dor de ver a Estrela Brasileira sendo apagada sem dó nem piedade.O comandante estava certo, infelizmente. No dia seguinte, sexta-feira, 28 de julho de 2006, milhares de funcionários receberam suas demissões. Eu soube por telefone que meu setor tinha sido extinto. Como não estava lá, só fui oficialmente desligada da empresa na segunda-feira, dia 31. Terminava, ali, a minha história de 11 anos e 7 meses como funcionária, mas não a minha história de eterna Variguiana. Tenho querosene nas veias, adquirido na infância passada nos hangares.

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Deu bandeira

Patricia Haddad | Mon, 06 August, 2007 | 10:15 PM

Lula foi ao México comer um burrito acompanhado de guacamole e tapas. Eu disse tapas, comida mexicana, e não vaias. Eis que, de repente, em companhia do presidente mexicano, Lula passa direto pela bandeira brasileira sem reverenciá-la. Sem graça ao ver o colega prestar sua homenagem à bandeira de seu país, Lula deu meia-volta volver e foi lá ficar de frente para nosso símbolo nacional por breves 5 décimos de segundo.

Consta que, após tal acontecimento inusitado, Lula teria explicado que não reverenciou a bandeira porque ela não era vermelha com uma estrala branca. Ao ser informado que esta seria a bandeira do PT, Lula teria dito que não sabia que o Brasil tinha outra bandeira, essa tal verde, amarela, azul e branca.

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Urgente

Patricia Haddad | Mon, 06 August, 2007 | 08:35 AM

Está faltando remédio para renais crônicos e pacientes transplantados no estado do Rio. Há mais de dois meses, as idas ao Iaserj, onde é feita a distribuição, têm sido em vão. As pessoas comparecem com as guias de autorização, mas voltam de mãos vazias. A solução tem sido a solidariedade entre os pacientes, que doam doses para quem já não dispõe mais dos medicamentos. No entanto, em pouco tempo ninguém mais terá os comprimidos em casa, nem para uso próprio, muito menos para doar. Devido à esta situação crítica, um grupo de transplantados está acampado desde a noite de ontem em frente ao Palácio Guanabara. Hoje de manhã, outros tantos se juntarão a eles e lá permanecerão até serem recebidos pelo governador Sérgio Cabral. Estão na rua, debaixo da garoa que cai no Rio, sob o frio da noite e desta manhã. Sabem que uma gripe, um resfriado ou qualquer outra infecção é muito perigoso para eles, mas não há outro jeito. Eles precisam de uma solução definitiva para o caso e não entendem como o governo gasta dinheiro com os transplantes, já que a maioria é custeada pelo SUS, mas não fornece o tratamento posterior.

De acordo com Roque Pereira da Silva, presidente da Associação de Movimento dos Renais Vivos e Transplantados do Estado do Rio de Janeiro (AMORVIT-RJ), a situação já é crítica há 4 anos. No entanto, piorou nos últimos meses. Apesar de serem inscritos no programa de medicamentos excepcionais do Ministério da Saúde, que custeia os remédios por meio dos SUS, estes pacientes não estão tendo seus direitos respeitados. São brasileiros, eleitores, pagadores de impostos, muitos ainda trabalhadores, mas que estão correndo sérios riscos devido à negligência dos governos federal e estadual. Os doentes crônicos, que fazem hemodiálise, podem piorar muito sem as medicações que auxiliam o tratamento na máquina. Já os transplantados podem perder o órgão que receberam por falta dos remédios anti-rejeição, que devem ser tomados nas doses e horários rigorosamente certos, e serem obrigados a voltar para as máquinas de hemodiálise.

Peço que vocês repassem esta informação para todos os seus amigos. Não se trata de pedir nenhum tipo de ajuda material ou financeira, apenas a transmissão da informação. Precisamos que o maior número de pessoas possível saiba do que está ocorrendo, saiba da omissão dos governos federal e estadual. Repassem este texto, peçam para que venham ler e que repassem a informação para outros. É preciso de alguma forma que nossos governantes saibam que há muitos brasileiros que têm duas orelhas para ouvir, mas têm também cabeça para pensar e dedo para apertar botão na urna eletrônica nas eleições. Além de um rim que precisa funcionar.

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Vale a pena ler

Patricia Haddad | Sun, 05 August, 2007 | 10:36 PM

Sou uma viúva, por David Coimbra. Depois coloco reprodução da coluna impressa aqui.

Update: veja aqui a reprodução da coluna.

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Que fique registrado

Patricia Haddad | Sun, 05 August, 2007 | 10:06 PM

A imprensa vem constantemente dizendo que, segundo a caixa-preta do A320 da Tam, a manete da turbina direita, aquela que estava com o reverso travado, estava na posição errada. Penso que seria mais prudente dizer que a caixa-preta INFORMA isso, o que não significa que, de fato, a manete estivesse na posição errada. A informação repassada pelo computador à caixa-preta pode estar errada.

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