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É mais fácil mudar de sexo

Patricia Haddad | Tue, 01 July, 2008 | 08:38 PM

Pág. 12 de O Dia de 01 de julho de 2008 Na capa do jornal O DIA de hoje, a manchete: “Fila do transplante de fígado pára e cinco pacientes morrem no Rio”. Na página 12, reproduzida aqui ao lado, somos obrigados a ler uma declaração do diretor do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (Fundão) que causa, no mínimo, muita raiva. Segundo Alexandre Pinto Cardoso, as cinco mortes ocorridas desde abril, quando os transplantes foram suspensos na unidade, não podem ser atribuídas diretamente a esta interrupção das cirurgias.

Ora, senhor Alexandre Pinto Cardoso! Às favas com a sua opinião! Ainda que estes pacientes tenham morrido em decorrência da gravidade de suas doenças, é inadmissível que um hospital do tamanho do Fundão não esteja fazendo transplantes de órgãos. Chega a ser ridículo o senhor se prestar a dar um depoimento desses! Esqueça o microfone e aja! Bote ordem na casa. Cobre do governo federal a parte que lhe cabe. Desculpe se a verdade vai doer, mas o senhor é pago para isso, e não para minimizar a morte de pacientes.

Enquanto este verdadeiro caos acontece aqui no Rio e em outros tantos hospitais do Brasil, os interessados em mudar de sexo podem procurar o SUS que terão suas cirurgias pagas com o dinheiro do povo. Palavra do Ministro da Saúde, José Gomes Temporão.  estas pessoas que desejam mudar de gênero vão ocupar vagas em hospitais públicos – aqueles que vivem caindo aos pedaços, lotados, onde falta tudo. Vão gastar o precioso tempo de médicos, que deveriam se ocupar de salvar vidas.

Eu não tenho nada a ver com a vida de ninguém. Pouco me importa se tem homem querendo usar saia ou mulher querendo usar cueca. Que usem! Mas não me consta que alguém algum dia tenha morrido por falta de operação de troca de sexo. O que este (des)governo está fazendo é CRIME. Meu dinheiro deveria estar sendo usado, entre outras coisas, para salvar as vidas de pessoas que estão nas filas aguardando um transplante de órgão vital, e não a retirada daquilo que não se quer mais ou a colocação de um “certo detalhe” por pura satisfação do ego.

A matéria completa publicada em O Dia de hoje pode ser lida nos seguintes links: Fila da vida está parada e Rotina de dores e rezas.

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Política, Saúde
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crime, Fundão, José Gomes Temporão, Ministro da Saúde, transplante de órgãos
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