Caso Varig – parte 5
Patricia Haddad | Wed, 11 June, 2008 | 10:05 PMOs ex-diretores da Anac Milton Zuanazzi, Leur Lomanto e João Ilídio estão depondo juntos na Comissão de Infra-estrutura sobre o caso Varig. Atitude covarde, pois Denise Abreu está sendo citada e desmentida sem direito a defesa. Os três muchachos estão deixando a ex-colega na mão. Claro! Eles não são bobos. Ainda têm muito a ganhar, e Denise, por sua vez, já está queimada mesmo. Covardes.
Agora, Zuanazzi diz que pediu ao juiz Ayoub que o avisasse de uma possível falência da Varig com uma antecedência mínima de 5 dias. O objetivo era ter tempo hábil para montar um plano de contingência, a fim de evitar que passageiros ficassem pelos aeroportos. Segundo Zuanazzi, Ayoub o comunicou de uma certa “luz no túnel” que evitaria a falência. Sendo assim, era de se esperar que tudo tivesse se resolvido bem. Não foi assim.
A partir de meados de 2006, o que se viu neste país foi um caos que jamais poderíamos imaginar. O país que já havia tido uma das melhores companhias de aviação do mundo passou a ter um transporte aéreo pior do que o serviço de vans piratas que vemos nas grandes cidades. Filas intermináveis, passageiros dormindo no chão dos aeroportos, passando fome, desesperados. Tam e Gol não foram capazes de absorver a demanda, como tinha afirmado o governo.
Portanto, Anac e governo foram incompetentes, sim. Deixaram o caos se instalar. A crise da Varig não surgiu da noite para o dia, o que significa que havia tempo suficiente para se evitar que milhares ficassem desempregados, milhares perdessem suas pensões (Aerus) e milhares ficassem jogados pelos aeroportos. Prejuízos das mais diversas ordens foram causados pela incompetência e ganância deste (des)governo ”abominável”, para usar a palavra da moda (não é, Lula?)








