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Gol contra – golpe final

Patricia Haddad | Tue, 28 October, 2008 | 06:22 PM

Depois do estresse da ida e da volta, já devidamente narrados detalhadamente nos dois posts abaixo, nada mais podia acontecer, certo? Errado!

Às 21h já estávamos sentadas em frente ao portão de emabrque. Papo vai, papo vem, não vimos a hora passar. De repente, passageiros que já formavam fila começam a reclamar com um funcionário Gol. Já eram 21h50, hora marcada para a decolagem, e nem sinal de começo do nosso embarque. O rapaz diz que o atraso já tinha sido informado pelo sistema de som. Os passageiros retrucam que não tinha sido falado nada. O funcionário, que reza pela cartilha padrão Gol de excelência no atendimento, respondeu rispidamente:

- Senhora, eu já falei que foi anunciado no sistema de som. O vôo acabou de pousar agora – falou, apontando para o avião lá na pista. -  Já vão embarcar já. Eu mesmo mandei anunciar o atraso, então já foi anunciado.

Queridos, me respondam: para quê o moço foi inventar isso perto de mim?

- Ah, não!!! Não foi nada avisado não senhor porque eu estou aqui desde as 21h! E tem mais: o vôo não chegou agora coisíssima nenhuma. Esta aeronave está parada aí desde antes de eu chegar aqui!

Estão até agora procurando este funcionário, que se escafedeu de lá. Alguns minutos depois, enfim, embarcamos e decolamos, já com algum atraso.

Enquanto isso, aqui no Santos Dumont, meus pais e a mãe da Cíntia nos aguardavam. Meu pai resolveu ir conferir o painel com os horários de chegada. Já passava de 22h20 e nosso vôo não constava lá. Preocupado, meu pai foi ao balcão da Infraero, onde recebeu a informação do Sr. Braga de que não havia mais vôos para chegar. “Como não? Minha filha me ligou por volta das 21h30 dizendo que estava embarcando!” O funcionário da Infraero ligou para algum lugar e depois disse que o vôo já estava chegando. A desculpa para ele não constar do painel foi que tratava-se de vôo novo que ainda não estava na malha! Ã-hã.

Passados mais alguns minutos, como em um passe de mágica, o vôo apareceu no painel, porém sem a informação do horário de chegada. Mais outros minutos e a bomba: na direção do G31562, a informação CONTATE A CIA AÉREA. Meu pai e as outras pessoas que também aguardavam a chegada deste vôo entraram em desespero. Como não havia ninguém da Gol por ali, foi até o terminal de embarque. Um guarda informou que os funcionários da empresa estavam todos em uma salinha ao lado do check-in. Ao entrar, três funcionários vieram logo em sua direção. Dá para imaginar o que se passou na cabeça dele a esta hora?

Quando perguntou o que tinha acontecido com o nosso vôo, a resposta foi que o mesmo já estava quase pousando. A informação no painel? Ah, normal! É assim mesmo. Quando não tem o horário de chegada, aquela informação entra automaticamente. Simples assim.

O que você, que está lendo este texto, pensaria ao ler CONTATE A CIA AÉREA ao lado do vôo que você aguarda e que já está atrasado? Podem imaginar o que uma pessoa sente nessa hora? Dá para ter idéia do desespero que bate ao ler aquilo? Tem noção da agonia que é? Tem noção da raiva que bate quando os funcionários da empresa – que não custa lembrar era a GOL – dizem com a cara mais lavada do mundo que aquilo é assim mesmo? Pois é. Depois de tudo que já tinha nos acontecido, mal podíamos saber o que estava se passando no aeroporto aqui.

Parabéns à GOL pela eficiência em desrespeitar seus clientes de todas as formas possíveis.

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desrespeito, Gol, mau atendimento
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Gol contra novamente – ida

Patricia Haddad | Mon, 27 October, 2008 | 08:01 PM

Que a Gol não era lá modelo de companhia eficiente eu já desconfiava. Aliás, tinha certeza. Uma empresa que adquire a marca VARIG e a joga no lixo é, no mínimo, burra. Levou de bandeja uma mina de diamantes. Teve a faca, o queijo e até a goiabada na mão. Jogou tudo fora. Perdeu dinheiro. Deixou escapar “A OPORTUNIDADE” de entrar para a história da aviação brasileira, reerguendo aquela que era o nosso orgulho. Discurso de apaixonada? Pode ser. Mas pelo breve relato que começo neste post e termino em outro vocês vão ver se não tenho razão.

Sexta-feira, 24 de outubro, tarde. Faltava pouco mais de 12 horas para o meu embarque para São Paulo junto com minha amiga Cíntia. Os bilhetes tinham sido emitidos em 5 de setembro para dois vôos Varig usando milhas do Smiles. Mas um telefonema marca o início do calvário. Tanto o vôo da ida como o da volta tinham sido cancelados e nós seríamos passadas para a Gol. Respirei fundo, reclamei um bocado mas, que remédio?, anotei os novos números e um localizador (código de reserva). “O que devo fazer amanhã?“,pergunto ao atendente. “Dirigir-se ao check-in da Gol para pegar o mini-fim (espécie de voucher).”

Sábado, 6 horas da manhã. Chego no Santos Dumont e sigo o recomendado. No check-in da Gol, conto o que tinha acontecido e o funcionário, sem nem prestar atenção ao final da minha fala, me interrompe e diz que tenho que ir para a Varig. “Veja bem, eu ERA Varig, mas fui TRANSFERIDA para a Gol!” Ele procura minha reserva e não acha. Diz que o localizador anotado no bilhete está errado. “Olha só, este código é AMADEUS. O seu sistema NÃO É AMADEUS. Portanto, você nunca vai achar minha reserva por meio do localizador. Tem que puxar pelo número do vôo e pelo nome“, ensino eu ao funcionário da Gol. Adiantou? Não. Ainda ouvi mais uma vez que tinha alguma coisa errada, tentei ensiná-lo mais outra vez e desisti.

Quando ele finalmente atendeu ao meu conselho, soltou a pérola: “Falta pagar R$142.” Pois é, depois de 10 minutos ele ainda não tinha percebido que os bilhetes eram gratuitos, emitidos com milhas. Agora foi ele quem desistiu e me passou para funcionárias Varig, que também levaram uma pequena surra para resolver o problema. Ninguém conseguia entender o que o atendente do Smiles tinha feito na nossa reserva. Mas, é aquela história. O Smiles agora é da Gol. O que eu queria, então? Atendimento de primeira? Varig e Gol agora são uma empresa só. O que eu queria? Que tudo desse certo?

Depois de meia hora, finalmente fomos para a sala de embarque. Mas, São Pedro, que não é bobo nem nada, também quis contribuir para a odisséia e baixou um nevoeiro em cima do Santos Dumont que provocou um atraso de DUAS HORAS no nosso vôo. Em compensação, acabamos embarcando em aeronave Varig, com equipe Varig e serviço de bordo Varig. Seguimos felizes para São Paulo. Mas voltaríamos à noite…

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atraso, check-in, Gol, mau atendimento, Varig
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