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Sou+web – 2ª edição

Patricia Haddad | Sun, 19 October, 2008 | 08:29 PM

E lá fui eu ontem para mais um evento internético: Sou+web. Na verdade, este foi o segundo encontro do gênero organizado pelos alunos do curso de Gestão em Marketing Digital da Facha. Pelo que tinha lido no site, achei que fosse ouvir um pouco mais sobre o uso das redes sociais como ferramentas de marketing. Não foi bem assim, mas valeu do mesmo jeito, principalmente pela forma apaixonada com que Cristina Dissat fala do seu Fim de Jogo e das tiradas engraças do Carlos Nepomuceno.

Logo no início, Nino Carvalho, que é o coordenador da pós em Gestão e Marketing Digital, mostrou uma lata de Spam, que foi sorteada ao fim do evento. Achei que ele fosse explicar porque as mensagens não desejadas recebem este nome, mas continuo na curiosidade. Vou perguntar por email e conto aqui depois.

O primeiro a se apresentar foi Raphael Perret, que começou mostrando um slide de um spam que ele recebeu em 2005, se não me engano. Segundo Perret, quem envia este tipo de mensagem acredita mesmo que vai ter quem caia na armadilha. É claro que fica difícil alguém acreditar em um texto tão grosseiro quanto o mostrado por ele, mas nós sabemos que há mensagens falsas extremamente bem elaboradas que enganam muito usuário fácil, fácil. Raphael ainda falou da evolução das redes sociais, das suas bases, deu exemplos de usos e mostrou algumas estatísticas. No final, deixou a mensagem de que não há receita de bolo para se usar as redes sociais de forma efetiva, mas reputação, qualidade e honestidade são elementos imprescindíveis.

Veio então Cristina Dissat, que eu particularmente seria capaz de ficar horas ouvindo falar. Clara, objetiva, apaixonada. Nada mais estimulante do que ver alguém apaixonado pelo que faz falando de suas ocupações, de se trabalho, de suas idéias.Cristina falou de ferramentas e do que é necessário para que sejam eficazes. Segundo ela, o Twitter deu um retorno muito bom ao seu trabalho com o blog e ela ainda deu exemplos de dois recursos que utiliza offline: camiseta e adesivo no carro. No final, deu um panorama sobre o Fim de Jogo e deixou um recado: momentos – divulgue sempre. Isso me valeu muito para os próximos passos profissionais que pretendo dar.

O último a falar foi Carlos Nepomuceno. Ele prefiriu apenas conversar com a gente, sem apresentar slides. No começo achei-o meio sério, mas em pouco tempo ele provocou gargalhadas na platéia. As histórias sobre a primeira palavra que o homem teria falado (Já!) e sobre os recados deixados nas cavernas, que seriam o primeiro chat da humanidade, foram muito engraçadas. “Para entender uma questão, é preciso entender a história“, disse ele. Carlos destacou que é preciso usar as novas tecnologias junto com novas metodologias e citou o exemplo da Rádio SulAmérica, de São Paulo, especializada em trânsito. Os repórteres, sozinhos, não dariam conta de passar todas as informações sobre engarrafamentos, por exemplo, já que por motivos óbvios não conseguiriam chegar a diversos locais. Por isso, contam com a ajuda dos próprios usuários/ouvintes, que repassam informações por celular. Hoje, Carlos disse que estamos criando um problema: o do excesso de colaboração. De fato, hoje tanta gente escreve tanta coisa que eu, pelo menos, não dou conta de ler tudo o que é produzido na internet – e isso me frustra. Quando ele falou do comportamento de alguns repórteres, que se acham donos da verdade, eu não pude me conter. Conheço gente capaz de afirmar com todas as letras uma coisa só porque na sua cabecinha medíocre tem que ser daquele jeito – e ponto final. Haha!

No final tivemos um debate com todos os convidados. Uma participante, que se identificou como funcionária da Tim, quis saber como as empresas devem se comportar diantes destas redes sociais. Infelizmente não pude contar o exemplo positivo que aconteceu comigo, então conto no próximo post. Também se falou de Nescau 2.0 e a reação contrária dos consumidores. Em algum momento do debate, Raphael Perret resolveu contar a história de um dos slides que ele tinha pulado durante a sua apresentação. Ele contou que na época do lançamento da nova identidade visual da Tam, no início deste ano, três usuários do Orkut postaram mensagens muito entusiasmadas sobre isso em uma comunidade de recursos humanos. Depois de uma investigação, descobriram que estas três pessoas conversavam muito entre si e tinham mostrado sua satisfação com a iniciativa da Tam em outras SETENTA E CINCO comunidades! Os perfis, que eram falsos, foram excluídos e o caso pegou muito mal para a Tam, que nunca se pronunciou sobre o acontecido.

Apesar do evento ter sido um pouco diferente do que eu esperava, valeu demais! Trouxe para casa uma série de conceitos que usarei daqui por diante em novos empreendimentos que estão em andamento. Carlos Nepomuceno tinha terminado a sua participação dizendo que é importante quando o palestrante sai de um encontro desses com alguma coisa. Chegar, mostrar uma apresentação em PowerPoint e ir embora não é suficiente. Pois eu digo que, para mim, o importante é sair de uma palestra dessas com a cabeça fervilhando – e foi assim que a minha saiu de lá!

Parabéns aos organizadores. E que venham muitos outros encontros assim! Abaixo, parte da galera que estava por lá:

Parte da galera no evento Sou+Web

Veja esta foto com detalhes aqui e outra aqui.

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carlos Nepomuceno, Cristina Dissat, Facha, Fim de Jogo, Marketing Digital, Nino Carvalho, raphael Perret, redes sociais, sou+web
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