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Respeitando apenas os iguais

Patricia Haddad | Sat, 03 October, 2009 | 12:56 AM

Desde que o mundo é mundo respeito é bom e todo mundo gosta. É a base da convivência em sociedade. Todos têm o direito de ser e pensar o que quiserem, mas têm o dever de entender que isto vale para todos. Portanto, se o cidadão do lado age de modo diferente, no mínimo é preciso respeitar. Pode-se discordar, não gostar, mas é preciso respeitar. Afinal, ninguém é dono da verdade, ainda que muitos achem que são.

De tempos em tempos, alguns valores e/ou conceitos são destacados pelas pessoas e viram bandeiras. O respeito é um deles que há algum tempo virou moda junto com a tal liberdade de expressão, ainda mais na era da internet. Vejo pessoas fazendo grandes dissertações sobre esses temas, clamando pelo direito de dizer o que pensam sem sofrer qualquer repressão. E quando algum caso de censura acontece, misericórdia. Chovem críticas ao censor.

Sou da área de comunicação, convivo com profissionais do meio, além de ter outra penca de amigos blogueiros e tuiteiros. Todos adoram escrever e expor suas opiniões, muitas vezes polêmicas. Se um serviço é mal prestado, em questão de minutos constroem um blog para falar mal dos responsáveis, espalham o endereço e difundem em todos os canais possíveis sua insatisfação. Há quem diga que este é o quinto poder; outros, que é um upgrade do quarto. Não importa. O cidadão de hoje tem um poder e tanto nas mãos.

Pois hoje pela manhã eu tomei um susto. O assunto do Twitter era a escolha da sede das Olimpíadas de 2016. Muita gente torcia pelo Rio. Eu disse “muita gente“, e não “todo mundo“. Até aqui tudo bem. Unanimidade é para poucos. O problema é que grande parte dessa “muita gente” a favor simplesmente não está preparada para ser contrariada. Partiram para uma torcida apaixonadamente cega e distribuíram pérolas que custei a acreditar no que estava lendo.

Nunca escondi que não apoiava a escolha do Rio. Há tempos já escrevi nesse blog sobre isso. Obviamente, expus esta minha opinião e fiquei impressionada de verdade com a reação de certas pessoas que simplesmente não conseguem aceitar que há outras que pensam diferente. Pior: muitas são profissionais de comunicação e/ou grandes usuários das mais variadas redes sociais, consideram-se 2.0, mas tiveram um comportamente 0.0.

Li de tudo no Twitter. Li que não apoiar a escolha do Rio era uma enorme bobagem e que pessoas que assim pensavam eram passíveis de um corte de relações. Li que não apoiar o Rio2016 era ser pessimista, participar de movimentos “do contra“, no pior sentido da expressão. Vi gente acusando os “do contra” de estarem “fingindo” ser politicamente engajados.  Vi pessoas sendo ríspidas com outras, sem que tivessem recebido qualquer mensagem mal-educada antes. Vi gente fazendo gracinha, usando termos chulos, querendo saber como o pessoal “do contra” ia reagir à vitória do Rio.

Respondam-me, por favor: é tão difícil entender que não apoiar uma causa não significa que se esteja torcendo contra ela? É complicado demais respeitar a opinião alheia? Em momento algum eu disse que torcia para o Rio perder. Apenas disse que não apoiava. Também nunca disse que quero que tudo dê errado. Pelo contrário. Sempre deixei claro que, uma vez o Rio sendo escolhido, era óbvio que eu torceria para que as nossas olimpíadas fossem as melhores da história. Sim, eu sou brasileira, amo meu país e minha cidade!

Continuo afirmando: não torcia pela vitória do Rio. Mas, também continuo afirmando: se fomos escolhidos, então mãos à obra. Vamos fazer bonito! Vamos batalhar para fazer um senhor evento aqui na nossa cidade. Espero que estas tantas pessoas às quais me referi tenham maturidade para entender que isto não é cuspir no prato em que se comeu, é apenas uma forma coerente de agir. Babaquice – e burrice – seria eu agora fazer campanha para que tudo dê errado.

Eu já tinha visto pessoas binárias, para as quais só existe o certo e o errado, o sim e o não, o branco e o preto. Que nome podemos dar para quem só reconhece a própria “verdade absoluta“?

* * *

P.S.: Nepomuceno, admirado por todos que o conhecem, escreveu um post sobre isso. Nepô não defende o Rio2016. Há, neste momento, 6 comentários, o que é pouco considerando-se o tema e o autor do texto. O curioso é que nenhum o ataca, mesmo discordando. Por que será que as pessoas agem de forma tão diferente?

Intrigante, mas não me surpreende. E isso é preocupante.

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jogos olímpicos, Olimpíadas, Rio de Janeiro, rio2016, Twitter
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1º LuluzinhaCampRJ

Patricia Haddad | Sun, 22 March, 2009 | 10:14 PM

No dia 7 de março, véspera do Dia Internacional da Mulher, organizamos o primeiro LuluzinhaCamp aqui do Rio. O evento foi criado pela Lu Freitas, lá em São Paulo, e está se expandindo. A Cláudia Mello teve a ideia, convocou algumas ajudantes e… voilá! As CarioCats se reuniram para se conhecer, bater papo, ter dicas de maquiagem, comer e rir, rir muito.

*

Em tempo recorde, a Cláudia conseguiu um lugar, várias Lulus conseguiram brindes para serem sorteados, o Roney, marido da Cláudia, conseguiu lanchinhos e todas nós, juntas, por email, fomos definindo como seria o nosso primeiro LuluzinhaCamp. E praticamente tudo o que planejamos e combinamos previamente aconteceu.

*

É claro que nem tudo foi perfeito. Em pouco tempo, o evento tinha se tornado um SaunaCamp tamanho o calor na sala. Pudera! O recinto já era pequeno. Com um monte de mulheres alvoroçadas, tagarelando e gargalhando, não dava para ser diferente! Mas este foi o primeiro LuluzinhaCamp do Rio. A cada nova edição, é claro que as arestas serão aparadas.

*

Tenho certeza de que todas as meninas saíram satisfeitas de lá. Umas mais, outras menos, mas o saldo final foi positivo. Se o 1º LuluzinhaCamp do Rio não foi exatamente como deveria ser, ou seja, se não foi como os Luluzinhas de SP, pelo menos foi o que nós, dentro da nossa falta de experiência no assunto, achamos que deveria ser.  De tudo o que combinamos em nosso grupo de discussão, apenas o vídeo não conseguimos gravar.

*

A lição que fica é que temos, sim, aqui no Rio, um grande poder de mobilização. Já tínhamos provado isso no Twestival. Basta a gente querer que a gente consegue realizar coisas bacanas por aqui. Com a colaboração de todos tudo se torna possível!

As organizadoras

Mais fotos no Flickr.

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O Twestival foi um sucesso!

Patricia Haddad | Sun, 15 March, 2009 | 09:29 PM

Mais de um mês depois, enfim venho contar como foi a edição carioca do Twestival. E dá para resumir em uma só palavra: SUCESSO. Sim, o evento aqui do Rio de Janeiro superou todas as expectativas e mostrou que nós temos, sim, força de mobilização. Em 13 dias soubemos do que se tratava, o que deveríamos fazer, corremos atrás de tudo e realizamos o encontro com o objetivo de angariar fundos para uma entidade filantrópica, a charity:water.

Muita gente duvidava de que fôssemos capazes de organizar tudo em tão pouco tempo. Para ser sincera, até nós mesmos duvidávamos. Mas deixamos as incertezas de lado e partirmos para as realizações. Troca-troca de emails, ideias daqui, ideias dali, estresses, pedidos, tentativas. À frente de tudo, @claudiaruiva. Incansável, ela sozinha conseguiu mil e uma coisas. Quer dizer, sozinha exatamente, não. Cláudia já estava grávida do @bebêruivo e não sabia!

No dia marcado, 12 de fevereiro, São Pedro ficou chateado por não ter sido convidado e nos banhou com um temporal. Claudia ficou presa em casa, em Niterói, por mais de 2h até conseguir sair. Outras tantas pessoas precisaram desistir do evento por absoluta falta de condições para chegar ao centro da cidade. Ainda assim, com todos os contras, a noite foi só alegria. Muitos sorteios para quem foi, muita diversão e uma boa quantia arrecadada.

De acordo com os resultados que constam da página do charity:water e que eu compilei em uma planilha, o Rio de Janeiro ficou no trigésimo lugar em quantia arrecadada. Levando-se em consideração que 130 cidades de todo o mundo contribuíram para a causa (na verdade, 192 tinham se inscrito, mas 62 não recolheram dinheiro algum), nossa colocação foi excelente. Eu sei que não se trata de uma gincana. O que eu quero mostrar com isto é que nós temos sim competência para nos organizarmos e conseguimos mobilizar uma grande quantidade de pessoas em pouco tempo.

Depois de tudo o que conseguimos em tempo recorde, tenho certeza de que somos capazes de organizar qualquer coisa. Mais ainda: acho que está na hora de as grandes empresas web perceberem nosso potencial e passarem a apostar mais no Rio de Janeiro. Já demos o nosso recado.

As fotos do Twestival podem ser vistas aqui.

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EMPRESAS e empresas

Patricia Haddad | Sun, 19 October, 2008 | 08:32 PM

As novas tecnologias, as novas ferramentas de comunicação estão aí, ao alcance de todos. Para o bem e para o mal. Hoje em dia, é difícil encontrar alguém que não faça uso de pelo menos umas quatro: messenger, orkut, blog, email. Recentemente, surgiu o Twitter. E outras 1.547 novidades que não caberiam neste post.

O ser humano tem uma tendência natural a propagar suas insatisfações com uma força e velocidade fora do comum. Dificilmente espalhamos comentários elogiosos por aí. Já as queixas contamos para quantos pudermos. As redes sociais e as formas eletrônicas de comunicação são uma mão na roda. Há milhares de comunidades contra empresas no Orkut, há blogs falando mal de produtos, há milhares de comentários negativos sobre serviços espalhados pela nuvem. E aí, como reagir a isso? O que as corporações podem fazer com essa quantidade valiosa de informação? Muita coisa. Mas vou apenas citar um caso que aconteceu comigo há pouco tempo.

Na semana passada, recebi um email da operadora de tv por assinatura Net em um endereço que nunca divulguei. Na mensagem, Flávio Rodrigues, funcionário da central de relacionamentos com clientes, se colocava à minha disposição para solucionar o problema que eu havia citado no Twitter. Disse, ainda, que havia procurado meu cadastro e como não encontrou (eu não sou a titular da assinatura!) decidiu pelo email. Respondi a ele dizendo não lembrar de ter reclamado da empresa e ainda perguntei como ele tinha conseguido aquele endereço de email. Novo email:

Olá, Patrícia. Bom dia.
Coloquei abaixo o post encontrado no twitter no qual você, na verdade, quer tirar uma dúvida sobre um canal da NET, no Rio.
Se você quiser, posso pedir para o atendimento especializado da NET entrar em contato com você para tirarem qualquer dúvida que tenha, ok?

Em anexo, Flávio mandou a imagem abaixo:

Post no Twitter

Pois é, eles se preocuparam em guardar um printscreen do que eu tinha escrito. Fiquei muito, mas muito surpresa mesmo com essa pró-atividade toda da Net. Eu, que tenho outras tantas reclamações sobre a empresa, começo a achar que ainda há esperança! Ao menos a Net mostrou estar antenada e preocupada em solucionar qualquer questão levantada pelos clientes. Flávio só não me disse como encontrou o tal endereço de email, mas eu matei a charada: no meu perfil do Twitter tem o endereço daqui do blog; no blog, este endereço está presente, mas de forma escondida. Ele achou. Ele realmente queria me encontrar!

Queria muito que outras empresas adotassem esse comportamento, a começar pelo PONTO FRIO, que pratica spam e não dá a mínima quando o cliente entra em contato pelo 0800 ou pelo chat. Perdi a conta do número de vezes que escrevi no Twitter sobre isso e nada. O jeito é repetir aos quatro cantos: O PONTO FRIO FAZ SPAM, O PONTO FRIO FAZ SPAM, O PONTO FRIO FAZ SPAM… E, depois de cansar de repetir a frase anterior, passar para o próximo mantra: O PONTO FRIO IGNORA SEUS CLIENTES, O PONTO FRIO IGNORA SEUS CLIENTES, O PONTO FRIO IGNORA SEUS CLIENTES…

Quem sabe dá certo…

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Nova lambança

Patricia Haddad | Wed, 10 September, 2008 | 09:08 PM

Mais uma vez, o pensamento retrógrado de algumas pessoas faz a justiça brasileira meter os pés pelas mãos e tentar tirar o sofá da sala…

Estava eu ontem, dia 9 de setembro, no meio do meu programa na RPB Web, lendo o Twitter como de costume para atender aos pedidos dos coleguinhas. Eis que, de repente, começo a receber informações sobre uma nova polêmica envolvendo a internet. O problema, na verdade, tinha a ver com um site bastante badalado nos últimos tempos: o próprio Twitter!

Antes de mais nada, vamos às apresentações para os não-iniciados. Twitter é uma ferramenta de microblogging, com um quê de Orkut e, vez por outra, ares de MSN. Hein? Ok. Twitter é um site onde você cria sua conta para escrever textos de até 140 caracteres (microblogging). O objetivo original era que as pessoas dissessem o que estavam fazendo no momento, mas pelo menos aqui no Brasil o uso se diversificou bastante e até eventos importantes são cobertos por jornalistas por meio do Twitter. Depois de feito o cadastro, você adiciona, ou melhor, passa a seguir pessoas para ler o que elas escrevem e, da mesma forma, passa a ser seguido por quem se interessa pelo que você digita (Orkut). Não raro, alguns usuários contam detalhes da vida ou marcam encontros (MSN). Outra definição que li uma vez, se não me engano feita pelo @caribe, dizia mais ou menos o seguinte: “Twitter é como a sala do cafezinho, onde as pessoas se encontram para bater papo, trocar idéias e onde um da pitaco na conversa do outro.” (Ah, sim, todos os usuários têm o sinal “@” antes do nome e agora é comum as pessoas se tratarem por seus “arrobas” e não mais por seus nomes.)

Apresentação feita, passemos para a polêmica. Como qualquer rede social, ou melhor, como qualquer coisa na internet, perfis falsos se proliferam por lá. Qualquer um pode criar um email do tipo verafischer @ blablabla.com ou sergiocabral @ blebleble.com e se passar pelas figuras conhecidas. Nenhuma novidade – e só cai nessa quem quer. Da mesma forma, é muito fácil criar contas no Orkut e outros sites de relacionamentos em nome de gente conhecida. No Twitter não é diferente. Um dos usuários mais famosos é o @vitorfasano, que obviamente não é o ator, mas que diverte um bocado o pessoal. Também só acredita que os perfis famosos por lá pertencem aos próprios famosos quem quer.

Acontece que alguém teve a idéia de criar o perfil @LuizianneLins13 como se fosse a candidata do PT (por que será que não me espanto?) à prefeitura de Fortaleza. O criador não é exatamente o que podemos chamar de eleitor da moça. Ao contrário, é, provavelmente, um gaiato insatisfeito e fez isso só para provocar. Luizianne não gostou. Na verdade, deve é ter ficado mordida de raiva por não ter tido antes a brilhante idéia de usar essa fantástica ferramenta a seu favor. Vários candidatos utilizam o microblogging para se divulgar de forma sadia. Luizianne comeu mosca. O que fez a mocinha? Bateu o pezinho e exigiu a retirada do Twitter do ar. Insano? Calma que tem mais! Por mais absurdo que possa parecer, o TRE do Ceará acatou o pedido dela. Isto por si só já seria prova do total desconehcimento do mundo em que vivemos hoje, mas eles foram além. Tiraram do ar o Twitter Brasil, um blog dedicado ao Twitter, mas que nada tem a ver com ele. A história completa pode ser lida aqui.

Não foi a primeira vez que alguém – no caso, a candidata – deu claras demonstrações de despreparo para viver no século 21. Não há futuro. Ele já chegou. Ou estas pessoas pegam esse barco ou vão ficar para trás logo, logo. Ao mesmo tempo, a justiça brasileira também continua desatualizada e incapaz de resolver um problema tão anos 2000. O que tentaram fazer ontem, e ainda por cima acabaram fazendo de forma errada, foi tirar o sofá da sala como fez o português da piada depois de flagrar a esposa sentada nele aos beijos com o vizinho.

É preciso se fazer alguma coisa urgente contra essa burrice desmedida espalhada por aí. E é preciso fazer isso ONTEM.

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Inveja é um caso sério!

Patricia Haddad | Thu, 24 July, 2008 | 11:59 AM

Definitivamente, há algo de muito estranho no cibermundo. Desde o início da semana, diversas coisas vêm acontecendo, deixando os usuários com a pulga atrás da orelha. O problema mais greve aconteceu com o Orkut, onde vários perfis desapareceram para, milagrosamente, reaparecerem 2 dias depois.

Todo o oba-oba e a comoção gerados por conta da falha na rede social mais utilizada no Brasil parece ter despertado a inveja de outra ferramenta também bastante popular: o Twitter. Ontem o site ficou em manutenção um bom tempo. Hoje, os usuários se depararam com a queda brutal no número de seguidores (followers) e seguidos (batizados por mim de followeds). Baleiou geral!

Comecei a perceber que havia algo errado devido ao silêncio da twittosfera. Apenas as mensagens de um único usuário apareciam para mim em um horário onde já estava acostumada a ler mais uns 4 ou 5. Eis que percebo uma mensagenzinha pequenininha no site indicando a leitura deste post. Não sei se pelo tamanho do aviso ou se pela falta de costume mesmo do povo de ler informações, em pouco tempo centenas de pessoas se faziam a mesma pergunta: “o que está acontecendo com o Twitter?”

Resolvi não esperar pela solução do problema. Como os avatares ainda apareciam na coluna da direita, abri perfil por perfil e tratei de dar follow novamente em quase dois terços. Cansativo. Ainda bem que eram poucos. Resta agora esperar que os quase 40 seguidores que perdi tenham a mesma idéia.

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Tá ficando sério…

Patricia Haddad | Wed, 23 July, 2008 | 08:27 PM

Desde o início da semana os usuários de internet vêm encontrando dificuldades nos mais variados sites. O caso do Orkut tomou conta de blogs e versões online de jornais e revistas. Algumas pessoas reportaram que o YouTube também ficou fora do ar. O Twitter ficou baleiando, baleiando… até que, agora, também está em manutenção.

Twitter em manutenção

Veja a imagem original aqui.

É alguma espécie de complô?

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O dia que o mundo acabou

Patricia Haddad | Tue, 22 July, 2008 | 08:20 AM

Foi ontem, dia 21 de julho, que o mundo acabou. Não para todo mundo, é verdade, mas para um bocado de gente ontem foi qualquer coisa muito próxima do apocalipse. Sem direito a trombetas soando.

Simplificando e traduzindo para os não-nerds: o Orkut quase subiu no telhado nesta segunda-feira. Começou apresentando uns bugs esquisitérrimos até que entrou em manutenção por um bom par de horas, fato que não acontecia há muito tempo. De acordo com informações disponíveis em diversos blogs, quando um novo usuário se inscrevia seu perfil era criado “por cima” de outro já existente. Até o criador do Orkut teve seu perfil atingido pelo problema. O curioso nisso tudo é que enquanto a blogosfera repercutiu o assunto em tempo recorde, a última postagem no blog oficial do Orkut neste momento é do dia 15 de julho.

Não bastasse o quase-fim do Orkut, outros sites também apresentaram problemas técnicos nesta mesma segunda-feira. O Twitter, por exemplo, baleiou* mais do que de costume. Posts sumiram e a página travou o dia inteiro, diversas vezes. Há rumores (que eu não consegui confirmar) de que o YouTube também tenha entrado em manutenção inesperadamente. E a própria conexão com a internet esteve lenta para muitos usuários em todo o país. O resultado foi que muita gente simplesmente não sabia mais o que fazer da vida sem as ferramentas essencialmente vitais para um ser tecnológico.  

Sei não, mas acho que teve gente querendo azeREdar a internet…

*baleiar é um novo verbo criado pelos usuários do Twitter, cujo símbolo é uma simpática baleia. Quando o site não agüenta os milhares de acessos simultâneos, a imagem de uma beleia tentando ser carregada por passarinhos aparece junto com a informação de que o Twitter estourou sua capacidade. Não precisou muito para se inventar que quando uma coisa está dando errado ou não está funcionando apropriadamente, ela está “baleiando”…

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Descolagem – eu participei!

Patricia Haddad | Sun, 06 July, 2008 | 11:05 PM

Descolagem no meu monitor

Sábado aconteceu o primeiro Descolagem, um encontro sobre a revolução digital difícil de descrever em poucas palavras. Melhor clicarem no link para entender do que se trata. Prefiro dizer apenas que jamais imaginei participar de um evento tão convergente como esse, com tantas mídias envolvidas e sem a participação de rádios, tevês e jornais impressos. Hein?

Apesar de morar no Rio, dei a sorte de não participar in loco. Digo isso porque sendo uma pessoa desprovida de um notebook e/ou um smartphone, não teria a mesma idéia da interatividade que houve no evento se eu estivesse lá pessoalmente. De casa, pude viver a revolução digital e, o melhor, participar dela.

Todo o evento foi transmitido ao vivo pela internet na página http://www.onave.org.br/webtv/ (conforme vocês podem ver na imagem que ilustra este texto), que também exibia os textos postados no Twitter sobre o assunto (todos com a tag #descolagem). Além disso, era possível enviar SMS e email. O BlogBlogs criou um livestream onde era possível acompanhar tudo o que rolava nos blogs, no YouTube, no Flickr e no Twitter sobre o grande encontro. E ainda teve entrevista ao vivo com Silvio Meira pelo Skype, com vídeo e tudo, claro! Mais interativo impossível. Jornais e revistas até poderão vir a falar do Descolagem, mas o que se viu no último sábado foi o reinado da mídia digital das mais variadas formas.

Os assuntos abordados foram fantásticos e eu só lamento de não ter acompanhado tudo com um caderninho ao lado para ir anotando o que ouvia e poder reproduzir aqui da melhor maneira possível. Educação em tempos de Google e Wikipedia, jogos como forma de ensino e desenvolvimento intelectual, cases de sucesso Boo-Box e Camiseteria e projetos de lei absurdos. Tenho certeza que tudo de bom que rolou por lá estará disponível em pouquíssimo tempo nos melhores blogs.

Não bastasse todo o conhecimento que adquiri e todo o deslumbramento com tanta coisa bacana acontecendo aqui no Rio, ainda ganhei um monte de novos “followers” no Twitter. Gente bacana, conhecida no meio tecnológico, com quem terei muito a aprender daqui para frente. Espero poder participar ao vivo de outras descolagens, mas se não der para ir pessoalmente, já sei que pela internet a cobertura é 100%.

Viva a revolução digital!

* * *

Neste link também é impossível encontrar tudo (ou quase tudo) sobre o Descolagem. Com relação à imagem que ilustra o post, ela pode ser vista em tamanho maior neste link, maior ainda (original) neste outro link ou, se preferir, direto na minha página no Flickr, onde destaco alguns itens da imagem.

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